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segunda-feira, 23 de maio de 2016

CLÁSSICOS PARA A VIDA ETERNA

DESOLATION VALLEY (1973) NEKTAR

Sérgio Luiz Gallina


Take a look around yourself
And see what I see
Persecuted eyes, look down on me
I can't take no more
Of what I took before
Help me please I'm falling down
Desolation valley now
----
Take a look around yourself
And see what I see
Imagination merged with reality
You won't see no more
Like you did before
Watch yourself you're falling down
Desolation valley now
---------------------
WAVES
Wind of change
Tide of time
Is it real?
Or is it just my mind?
Turn the key
Open your door
Don't make believe
You've seen this before
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CORREIO DO CORVO

Enio Rockenbach
(21/05/2016)

FRASE DO DIA

DAS MADRUGADAS


domingo, 22 de maio de 2016

LEITURA DE DOMNGO

O homem trocado

       Luis Fernando Verissimo
O homem acorda da anestesia e olha em volta. Ainda está na sala de
recuperação. Há uma enfermeira do seu lado. Ele pergunta se foi tudo bem.
- Tudo perfeito - diz a enfermeira, sorrindo.
- Eu estava com medo desta operação...
- Por quê? Não havia risco nenhum.
- Comigo, sempre há risco. Minha vida tem sido uma série de enganos...
E conta que os enganos começaram com seu nascimento. Houve uma troca
de bebês no berçário e ele foi criado até os dez anos por um casal de
orientais, que nunca entenderam o fato de terem um filho claro com olhos
redondos. Descoberto o erro, ele fora viver com seus verdadeiros pais. Ou
com sua verdadeira mãe, pois o pai abandonara a mulher depois que esta não
soubera explicar o nascimento de um bebê chinês.
- E o meu nome? Outro engano.
- Seu nome não é Lírio?
- Era para ser Lauro. Se enganaram no cartório e...
Os enganos se sucediam. Na escola, vivia recebendo castigo pelo que não
fazia. Fizera o vestibular com sucesso, mas não conseguira entrar na
universidade. O computador se enganara, seu nome não apareceu na lista.
- Há anos que a minha conta do telefone vem com cifras incríveis. No mês
passado tive que pagar mais de R$ 3 mil.
- O senhor não faz chamadas interurbanas?
- Eu não tenho telefone!
Conhecera sua mulher por engano. Ela o confundira com outro. Não foram
felizes.
- Por quê?
- Ela me enganava.
Fora preso por engano. Várias vezes. Recebia intimações para pagar dívidas
que não fazia. Até tivera uma breve, louca alegria, quando ouvira o médico
dizer:
- O senhor está desenganado.
Mas também fora um engano do médico. Não era tão grave assim. Uma
simples apendicite.
- Se você diz que a operação foi bem...
A enfermeira parou de sorrir.
- Apendicite? - perguntou, hesitante.
- É. A operação era para tirar o apêndice.
- Não era para trocar de sexo?

EM ALGUM LUGAR DO PASSADO

DO FUNDO DO BAÚ

Anos Rebeldes é uma minissérie brasileira produzida pela Rede Globo e exibida entre 14 de julho e 14 de agosto de 1992, às 22h30, totalizando 20 capítulos. Inspirada nos livros 1968 – O Ano que Não Terminou, de Zuenir Ventura, e Os Carbonários, de Alfredo Sirkis, foi escrita por Gilberto Braga e Sérgio Marques, com colaboração de Ricardo Linhares e Ângela Carneiro, com direção de Dennis Carvalho, Ivan Zettel e Silvio Tendler e direção geral de Dennis Carvalho.


O cenário é a cidade do Rio de Janeiro da classe média. A trama segue o romance entre os jovens Maria Lúcia e João Alfredo, e a trajetória de um grupo de colegas do tradicional Colégio Pedro II, desde 1964, quando se forma e se instala no Brasil o regime de ditadura militar, até 1985, altura em que a política governamental terá já influenciado definitivamente os seus destinos.


Maria Lúcia é uma jovem individualista, traumatizada com a história do pai, Orlando Damasceno, um jornalista conhecido e membro do Partido Comunista, que sempre colocou seus ideais acima da realização pessoal. Quando ela conhece João Alfredo, percebe que ele tem o mesmo perfil do pai e tem medo de se entregar à paixão. João, por sua vez, é um jovem de classe média extremamente preocupado com as questões sociais do país. Ao se apaixonar por Maria Lúcia, ele fica dividido entre o relacionamento afetivo e a militância política.


O melhor amigo de João, Edgar, também se apaixona por Maria Lúcia e passa a disputar o amor da jovem com João Alfredo. Com o perfil oposto ao do amigo, Edgar não se envolve com as questões sociais do país, preferindo investir na profissão e na felicidade pessoal.


Apesar de se amarem, Maria Lúcia e João Alfredo vivem em conflito por causa da política e da ideologia de cada um. O namoro dos dois fica ainda mais difícil quando ele decide entrar para a luta armada. Após muitos encontros e desencontros, os dois acabam se separando definitivamente. Ela se casa com Edgar, e João, perseguido pela ditadura, é obrigado a sair do país. Entre os companheiros do movimento está Heloísa, filha do poderoso banqueiro Fábio Brito, que ajudou a financiar o golpe militar de 1964. De garota rica e mimada, Heloísa dá uma reviravolta em sua vida ao entrar para luta armada.

O destino dos personagens está diretamente ligado ao momento político do país, que não atua, na minissérie, apenas como pano de fundo, como ocorreu com o período histórico da minissérie Anos Dourados, também de Gilberto Braga.

No elenco, entre outros, Malu Mader, Cássio Gabus Mendes, Cláudia Abreu, Marcelo Serrado, José Wilker, Betty Lago, Kadu Moliterno, Pedro Cardoso, Geraldo Del Rey, Bete Mendes, Deborah Evelyn, Rubens Caribé, Gianfrancesco Guarnieri, Norma Blum, Ivan Cândido e Lourdes Mayer.

wikipedia

CURTA NO TOA - DO TRIUNFO À QUEDA DO IMPÉRIO VITORIANO


Do Triunfo à queda do Império Vitoriano

O cinema da Boca do Lixo, que se localizava no Centro da cidade de São Paulo, na região da Rua do Trinfo com a Rua Vitória, foi marcado pela Pornochanchada. Um cinema de baixo custo, popular, independente e com grande apelo sexual. Era chamada a Hollywood Brasileira. Neste documentário os cineastas Carlos Reichenbach e Guilherme de Almeida Prado contam sobre as condições do cinema brasileiro nos anos 60 e 70.

Ficha Técnica:
Direção: Milla Pupo
Produção e Pesquisa: Leticia Conti e Jaqueline Santana
Reportagem: Talita Perna
Roteiro: Lígia Ruy
Imagens: Anderson Santana, Sérgio Uehara, Edson Harada, Fernando Cesar, Henrique Bittancourt, Rafael Cabeça, Bruno Lazzari
Edição: Edson Harada
Orientação: prof. Heidy Vargas

FRASE DO DIA

"O primeiro método para estimar a inteligência de um governante é olhar para os homens que tem à sua volta."
Maquiavel

sábado, 21 de maio de 2016

LIBERDADE GUIANDO O POVO

Liberdade Guiando o Povo, do pintor francês Eugène Delacroix, é um dos mais famosos símbolos de insurreição na história da arte.

O tema de Liberdade Guiando o Povo é o levante de julho de 1830, na França, que causou a substituição do rei Bourbon Carlos X por Luís Felipe, duque de Orléans. Delacroix retrata um movimento crucial da revolta: o rompimento das barricadas pelos rebeldes. O povo lutava por ideais nacionalistas e republicanos.


A dramaticidade da obra é ampliada pela estrutura piramidal da pintura e pelo vermelho, branco e azul do tricolor da Liberdade no “pico” da pirâmide. Delacroix uma vez afirmou: “e se não lutei pelo meu país, pelos menos terei pintado por ele.” Mesmo assim, Delacroix parece ter se representado no quadro, à esquerda de cartola.

Observam-se estudantes, arruaceiros, soldados e operários no quadro; assim como uma distante vista à direita da Notre-Dame parisiense. A pintura é uma é uma corajosa versão moderna dos ideais clássicos (Liberdade, a mulher no topo da tela, tem os clássicos pelos nas axilas) e, por isso, chocou alguns observadores contemporâneos.

Liberdade Guiando o Povo

4 DETALHES DE LIBERDADE GUIANDO O POVO SE DESTACAM:

1 – BANDEIRA

Ao colocar o vermelho sobre uma mancha de céu azul, Delacroix destacou seu tom vibrante. As cores da bandeira se repetem na roupa do trabalhador aos pés de Liberdade.

2 – EXPRESSIVIDADE DO CÉU

A forma como Delacroix captou o céu mostra o caos da guerra urbana. Esta técnica do pintor francês combina a expressividade do romantismo com a estrita atenção ao detalhe do realismo, transmitindo emoção e permanecendo fiel ao tempo e lugar históricos.

3 – PÉ DE LIBERDADE

O pé de Liberdade se encontra sobre a barricada, o que sintetiza um momento grandioso da batalha.

4 – SOMBRAS

As áreas sombreadas da pintura mostram como Delacroix dominava a técnica do chiaroscuro. Os fortes contrastes de sombra e luz, combinados com cores ousadas, acrescentam dramaticidade à Liberdade Guiando o Povo.

FICHA TÉCNICA – A LIBERDADE GUIANDO O POVO

Autor: Eugène Delacroix 
Onde ver: Museu do Louvre, Paris, França 
Ano: 1830 
Técnica: Óleo sobre tela 
Tamanho: 2,60m x 3,25m 
Movimento: Romantismo

COVER DO SÁBADO

A música Barcarola do São Francisco, de Geraldo Azevedo e Carlos Fernando, foi gravada pela primeira vez no álbum 'Geraldo Azevedo (1977)', primeiro disco solo do compositor pernambucano. Hoje, 40 anos depois, a canção está na trilha sonora da novela "Velho Chico", exibida pela Rede Globo.


Antes disso, a canção foi regravada algumas vezes, inclusive pelo próprio Geraldo Azevedo, no clássico Cantoria 2, com Elomar, Xangai e Vital Farias. Outra versão da música está no disco Boca Livre, de 1979, o primeiro do grupo.

FRASE DO DIA

sexta-feira, 20 de maio de 2016

THE MEANING OF LIFE

DE SHOW BUSINESS

Estava olhando o jornal e tomando um drink relaxante após viagem casca grossa. Aí vejo a notícia de um show. A coisa vai naquele ritmo de sempre: no repertório, canções de Pixinguinha, fulano, cicrano...

Não seria mais fácil dizer que a moça vai cantar Carinhoso? (Ou Rosa, vá lá, que a turma só conhece porque a Marisa Monte gravou). Duvido que seja alguma coisa diferente disso.

DAS REDES

OPORTUNIDADE

ASSALTARAM A GRAMÁTICA

MÚSICA NA SEXTA

Grupo formado em 1981 no Rio de Janeiro, Os Paralamas do Sucesso tinha em sua formação original Herbert Vianna (voz e guitarra), Bi Ribeiro (baixo) e Vital Dias (bateria), que no ano seguinte, seria substituído por João Barone. 

Já no Rio de Janeiro, o grupo começou a se apresentar no circuito alternativo da cidade. Foi em um desses espaços, o Western, no Humaitá, que Maurício Valladares, então com um programa na Rádio Fluminense FM, de Niterói, pediu que o grupo levasse uma fita demo à rádio, na qual constava "Vital e sua Moto", que rapidamente se tornou um sucesso da programação da rádio. 

Contratado pela EMI-Odeon, a banda lançou o primeiro disco em 1983, "Cinema Mudo", que continha, além de "Vital e sua Moto" - inspirada no primeiro baterista do grupo -, "Vovó Ondina é Gente Fina", em homenagem à avó de Bi Ribeiro, que cedia o apartamento para os ensaios do grupo, ambas de Herbert Vianna, e "Química", do até então desconhecido Renato Russo.

Em 1989, lança o disco Big Bang, e sobre ele está escrito no site da banda:

O som de uma explosão pode ter vários significados, e neste disco o principal deles talvez seja a consolidação de um Paralamas não mais de três, mas de sete cabeças. Um bicho com a guitarra afiada e uma cozinha neguinha até a última ponta (esteja a ponta no gueto de mundo em que estiver), e também com um teclado detonador e o naipe de metais que ficou consagrado como o mais sincronizado do Brasil.

O Brasil de 89, aliás, era um país que não sabia mais votar para presidente, que não via no horizonte um fim para a hiperinflação, e que tinha acabado de por fim à censura. Aaaargh! Por que não uma bomba como solução? As letras provocativas de Herbert estavam longe de qualquer rabugice: muito mais uma ode à malandragem de quem sobrevive e tira onda, de quem resiste na boa. Daí o groove quente-pelando de baixo incansável e bateria toda quebrada, com as levadas de um teclado nervoso e solos precisos de sax-trompete-trombone. Suor de verão escorria, mesmo quando era hora de balada, ora mais bossa, ora mais jazz – afinal, a lição da fossa tinha sido bem aprendida em “Bora Bora”.

Nada previsível, nem nada inatingível. O hit Lanterna dos Afogados até hoje merece interpretações, e a audição dentro do disco inteiro só amplia as possibilidades. Como disse o então titã Arnaldo Antunes no release da época: “o pé que dança decodifica melhor o recado”.

Lanterna dos Afogados
Herbert Vianna
Quando está escuro
E ninguém te ouve
Quando chega a noite
E você pode chorar
Há uma luz no túnel dos desesperados
Há um cais de porto
Pra quem precisa chegar
Eu tô na lanterna dos afogados
Eu tô te esperando
Vê se não vai demorar
Uma noite longa
Uma vida curta
Mas já não me importa
Basta poder te ajudar
E são tantas marcas
Que já fazem parte
Do que eu sou agora
Mas ainda sei me virar
Eu tô na lanterna dos afogados
Eu tô te esperando
Vê se não vai demorar
Com Dicionário Cravo Albin

FRASE DO DIA

quinta-feira, 19 de maio de 2016

DE RÁDIO

Em entrevista coletiva, o novo contratado do Imortal Tricolor foi taxativo:

- Vou dar o meu melhor de si.