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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

FRASE DO DIA

“A música que as pessoas chamam de latina ou hispânica é, na verdade, africana. Então, os negros deveriam levar o crédito por isso.” 
Carlos Santana

terça-feira, 25 de novembro de 2014

NA BALADA

A vida com convivência social prega peças. Por isso é complicada. Mas, aos fatos. Ouvi um DVD inteiro (sim, só vazava o som da sala vizinha de onde eu estava) de alguma dessas duplas sertanejas. Dessas que chamam de sertanejo universitário. Muita alegria, muito “tira o pé do chão”, muito “joga a mão pra cima”.

Eu sempre me tive na conta de um sujeito monotemático, mas essa turma me ganha. O tema é sempre o mesmo: ir pra balada. A variação é o motivo e o que fazer na balada. Mas a combinação de poucos elementos gera todo arsenal de música dessa gente.

O sujeito vai pra balada porque bebeu ou vai pra balada pra beber. Vai pra balada porque tem uma namorada, vai pra balada porque perdeu a namorada ou pra arrumar uma namorada. Estou sendo eufemístico usando o termo namorar. Se algum leitor for bom de análise combinatória mata a charada de quantos temas temos nessa praga chamada “sertanejo universitário”.

QUEIXUME

Ouvi hoje (25/11/2014) pela primeira vez o novo programa da rádio Gaúcha. Não estava enganado, o plano é se aproximar mesmo da rádio Atlântida. Ou seja, não me surpreendi com o que ouvi. Mas isso é outro assunto.

Fui brindado com uma entrevista com o músico e confiável Duca Leindecker. O tema central da entrevista foi a morte do irmão, e ele estava muito pesaroso. Compreensível, seu irmão morreu. Lá pelo final da entrevista, já não estava prestando muito a atenção no contexto da coisa, ouço um outro lamento: “É muito difícil ser músico no Brasil”.

Eu sugeriria que, doravante, sempre que um artista for entrevistado no rádio, a conversa comece assim: “Senhor Músico, além da dificuldade de ser músico no Brasil, o que o senhor tem a dizer?” Se for na TV é mais fácil, podemos trabalhar sempre com uma legenda padrão, rolando no rodapé da imagem, informando essa dificuldade.

Deve mesmo ser difícil ser músico no Brasil. Será que ele (ou alguém) pensa que a vida de um pedreiro, faxineiro, cobrador, motorista é uma barbada? Acho que não. O confiável músico já deve ter conversado com algum político comunista que o alerte para o fato. Creio que sim. E será que a vida de músico na Islândia, na Suécia, em Burquina Faso, no Congo Belga é essa barbada que o saudoso do Pinhal deseja?

Eu sei que Duca Leindecker é competente no que faz e não parece ser um cara burro (já provou que não é). Mas tá cheio de colega dele por aí que se for vetado desse queixume da dificuldade de ser músico no Brasil vai ficar sem ter o que dizer na entrevista.

PRIMEIROS PARÁGRAFOS INESQUECÍVEIS

"Naquele tempo, com a barriga na miséria, eu vagava pelas ruas de Cristiânia, cidade singular, que deixa marca nas pessoas..."

Knut Hamsun - Fome (Sult) - 1890

DE RÁDIO


Um homem foi encontrado morto em um bairro da capital. O corpo apresentava lesões produzidas por objeto perfurocortante.

BREGA CHIQUE

Claudio Roberto D´Iasi nasceu na cidade de São Paulo em 1944. Participou da Jovem Guarda e interpretou grandes sucessos, como "Meu Coração Que Te Amava Tanto", "Meus Vinte Anos", "Como É Que Eu Posso Ser Feliz Sem Você", "Parabéns, Parabéns, Querida", entre outras canções. Gravou mais de 24 discos, em mais de quarenta anos anos de carreira, que venderam aproximadamente seis milhões de cópias.

Seu maior sucesso, "Parabéns, Parabéns, Querida", foi gravado no ano de 1973.


Cantamos juntos tantas vezes
o aniversário deste nosso amor.
Hoje estou aqui sozinho
comemorando a minha dor.

Fomos amantes uma vida
e esta data foi feliz pra mim.
Hoje estamos separados
mas te amo mesmo assim.

Parabéns, parabéns querida
onde voce estiver, parabéns por toda vida
são os votos deste teu amor.

Parabéns, parabéns querida
eu não posso te esquecer, hoje é teu aniversário
que saudade de você.

Fomos amantes uma vida
e esta data foi feliz pra mim.
Hoje estamos separados
mas te amo mesmo assim.

Parabéns, parabéns querida
onde voce estiver, parabéns por toda vida
são os votos deste teu amor.

Parabéns, parabéns querida
eu não posso te esquecer, hoje é teu aniversário
que saudade de você.

FRASE DO DIA

"O verde sobre o corpo ressalta o amarelo da pele branca. Parece que a pessoa está com crise de fígado "
Ocimar Versolato

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

WELCOME, FITZCARRALDO

CLÁSSICOS PARA A VIDA ETERNA

STILL GOT THE BLUES (1990) GARY MOORE

Sérgio Luiz Gallina


Used to be so easy to give my heart away
But I found out the hard way
There's a price you have to pay
I found out that love was no friend of mine
I should have known time after time
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So long, it was so long ago
But I've still got the blues for you
----
Used to be so easy to fall in love again
But I found out the hard way
It's a road that leads to pain
I found that love was more than just a game
You're playin' to win
But you lose just the same
----
So long, it was so long ago
But I've still got the blues for you
----
So many years since I've seen your face
Here in my heart, there's an empty space
Where you used to be
----
So long, it was so long ago
But I've still got the blues for you
----
Though the days come and go
There is one thing I know
I've still got the blues for you
-----------------------------

FRASE DO DIA

"A única coisa que lamento [por envelhecer] é não ter mais agilidade. A raiva que tenho é esta: queria que meu corpo tivesse a mesma energia que tenho na cabeça".
Hugo Carvana

domingo, 23 de novembro de 2014

DO FUNDO DO BAÚ

Pascal Danel (31 de março de 1944, Paris) começou sua carreira como cantor em 1964. Depois de dois sucessos menores, ele emplacou um hit na França e em vários países europeus com "La Plage aux Romantiques", disco de ouro em 1966, seguido em 1967 pelo sucesso internacional de " Kilimandjaro ", disco de platina, gravado por Danel em seis idiomas. A canção foi gravada mais de 180 vezes por diversos artistas internacionais, e é um dos maiores padrões franceses da década de 70.


Pascal Danel emplacou diversos sucessos durante a carreira. Seu último registro fonográfico é de 2000. No Brasil, seu grande sucesso foi a canção Mamina, que fez parte da trilha sonora da novela "O Primeiro Amor" (Globo), em 1972.

LEITURA DE DOMINGO

As flores

            Leon Eliachar
Há dois meses que Iracema recebia flores, sem cartão. Colocava tudo nas jarras, vasos, copos, mesas, janelas, banheiro e até na cozinha. Quando o marido lhe perguntava por que tantas flores, todos os dias, ela sorria:

— Deixe de brincadeira, Epitácio.

Ele não percebia bem o que ela queria dizer, até que um dia:

— Epitácio, acho bom você parar de comprar tanta flor, já não tenho mais onde colocar.

Foi aí que ele compreendeu tudo:

— O quê? Você quer insinuar que não sabia que não sou eu quem manda essas flores?

Foi o diabo, ela não sabia explicar quem mandava, ele não conseguia convencê-la de que não era ele.

— Um de nós dois está mentindo — gritou, furioso.

— Então é você — rebateu ela.

No dia seguinte, de manhã, ele decidiu não sair, pra desvendar o mistério. Assim que as flores chegassem, a pessoa que as trouxesse seria interpelada. Mas não veio ninguém:

— Já são duas horas da tarde e as flores não chegaram, Epitácio. É muita coincidência.
Vai me dizer que não era você.

Ele não tinha por onde escapar. Insinuou muito de leve que a mulher devia ter conhecido alguém na sua ausência. Ela chegou a chorar e se trancou no quarto. A discussão entrou pela noite até o dia seguinte. Epitácio saiu cedo, sem mesmo tomar café. Bateu a porta com força e levou o mistério para o trabalho.

Meia hora depois, a mulher saiu e foi ao florista.

— Como vai, Dona Iracema? A senhora ontem não veio, heim? Aconteceu alguma coisa?

À noite, Epitácio viu as flores e não disse uma palavra, mas a mulher não parou:

— Seu cínico. Bastou você sair para as flores aparecerem e ainda tem coragem de dizer que não foi você.

Nessa noite ele teve insônia.

CURTA NO TOA - O ARROZ NUNCA ACABA


O Arroz Nunca Acaba
Sinopse: Tudo quebra. Tudo acaba. Menos o arroz. O arroz nunca acaba. 
Gênero: Animação 
Subgênero: Aventura, Comédia 
Diretor: Marão 
Duração: 8 min     Ano: 2005     Formato: 35mm 
País: Brasil     Local de Produção: RJ 
Cor: Colorido 

FRASE DO DIA

"Uma celebridade é uma pessoa que trabalha duro a vida inteira para se tornar conhecida e depois passa a usar óculos escuros para não ser reconhecida."
Fred Allen

sábado, 22 de novembro de 2014

COVER DO SÁBADO

A Night in Tunisia é uma composição de Dizzy Gillespie e Frank Paparelli, de 1942, época em que Gillespie tocava com o a banda de Earl Hines. Tornou-se um clássico do jazz.

Também é conhecida como "Interlude", título que recebeu (com letra) na gravação de Sarah Vaughan (do EP "Jazz Hot", 1953) e Anita O'Day.  A música aparece como faixa-título de 30 discos e está incluída em mais de 500 gravações disponíveis no mercado. Em janeiro de 2004, The Recording Academy acrescentou Dizzy Gillespie e a gravação de 1946 no Hall of Fame.


Em 1989, A Night in Tunisia foi uma das canções escolhidas por Leny Andrade para o disco Luz Neon.

wikipedia

CORREIO DO CORVO

Luciano Leindecker

(21/11/2014)

A RENDEIRA

Considerada uma das pinturas mais famosas de Vermeer, calcula-se que A Rendeira tenha sido produzida entre os anos de 1669 e 1670. Como muitas outras obras do artista, A Rendeira retrata uma pessoa realizando uma tarefa, rodeada de seus elementos de trabalho.


A jovem está absolutamente envolvida em seu trabalho minucioso, manipulando cuidadosamente pinos e fios coloridos. O trabalho doméstico é o indicador de sua virtude. Distante da realidade do mundo, a jovem presta atenção apenas ao seu dever.

Outro aspecto importante da obra é que nela prevalece o detalhe e uma luminosidade suave. Seus diversos pontos de luz desfocados são um dos melhores exemplos da interpretação da luz conduzida por Vermeer e que agradava muito os impressionistas. O quadro foi considerado por Renoir a pintura mais bela do mundo.
Ficha Técnica - A Rendeira:

Autor: Johannes Vermeer
Onde ver: Museu do Louvre, Paris, França
Ano: 1669 e 1670
Técnica: Óleo sobre tela
Tamanho: 24Cm x 21cm

Movimento: Barroco Holandês

FRASE DO DIA

"Acho que hip hop não é música. Também não acho que seja uma forma de arte."
Brian Wilson

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

NEW JOURNALISM

No clicrbs:
Atriz de "Orange is the New Black" é presa na vida real

Peraí... Se quem foi presa foi a atriz, só pode ser na vida real. Porque se não fosse na vida real, quem teria sido presa seria a personagem. Ou não?

Confuso aqui...

MÚSICA NA SEXTA

João Rubinato, o Adoniran Barbosa, nasceu em Valinhos, em 6 de agosto de 1910, e morreu em São Paulo, em 23 de novembro de 1982.

Abandonou a escola cedo, pois não gostava de estudar e precisava trabalhar para ajudar a família numerosa - Adoniran tinha sete irmãos. O compositor e cantor tem um longo aprendizado, num arco que vai do marmiteiro às frustrações causadas pela rejeição de seu talento. Quer ser artista – escolhe a carreira de ator. Procura de várias maneiras fazer seu sonho acontecer. Tenta, antes do advento do rádio, o palco, mas é sempre rejeitado. Sem padrinhos e sem instrução adequada, o ingresso nos teatros como ator lhe é para sempre abortado. O samba, no início da carreira, tem para ele caráter acidental. Escolado pela vida, sabia que o estrelato e o bom sucesso econômico só seriam alcançados na veiculação de seu nome na caixa de ressonância popular que era o rádio.

O seu primeiro sucesso como compositor vira canção obrigatória das rodas de samba, das casas de espetáculo: Trem das Onze. É bem possível que todo brasileiro conheça, senão a música inteira, ao menos o estribilho, que se torna intemporal. Adoniran alcança, então, o almejado sucesso que, entretanto, dura pouco e não lhe rende mais que uns minguados trocados de direitos autorais. A música, que já havia sido gravada pelo autor em 1951 e não fizera sucesso ainda, é regravada novamente pelos “Demônios da Garoa”, conjunto musical de São Paulo (esta cidade é conhecida como a terra da garoa, da neblina, daí o nome do grupo). Embora o conjunto seja paulista, a música acontece primeiramente no Rio de Janeiro, com sucesso retumbante.

Arguto observador das atividades humanas, sabe também que o público não se contenta apenas com o drama das pessoas desvalidas e solitárias; é necessário que se dê a este público uma dose de humor, mesmo que amargo. Compôs inúmeros sucessos que foram gravados por inúmeros artistas. Morreu de enfisema pulmonar aos 72 anos. 

"Apaga o fogo, Mané" é de 1956.


Apaga o Fogo Mané
Adoniran Barbosa

Inez saiu dizendo que ia comprar um pavio 
pro lampião
Pode me esperar Mané
Que eu já volto já
Acendi o fogão, botei a água pra esquentar
E fui pro portão
Só pra ver Inez chegar
Anoiteceu e ela não voltou
Fui pra rua feito louco
Pra saber o que aconteceu
Procurei na Central
Procurei no Hospital e no xadrez
Andei a cidade inteira
E não encontrei Inez
Voltei pra casa triste demais
O que Inez me fez não se faz
E no chão bem perto do fogão
Encontrei um papel
Escrito assim:
-Pode apagar o fogo Mané que eu não volto mais