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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

CRIATURAS QUE O MUNDO ESQUECEU

See You in September é uma canção escrita por Sid Wayne e Sherman Edwards. A versão mais popular foi a do grupo The Happinings, de 1965, que chegou ao terceiro lugar nas paradas americanas e fez grande sucesso no Brasil.


See You In September

I'll be alone each and every night
While you're away, don't forget to write

Bye-bye, so long, farewell
Bye-bye, so long

See you in September
See you when the summer's through
Here we are (bye, baby, goodbye)
Saying goodbye at the station
(Bye, baby, goodbye)
Summer vacation (bye, baby, bye, baby)
Is taking you away (bye, baby, goodbye)

Have a good time but remember
There is danger in the summer moon above
Will I see you in September
Or lose you to a summer love
(Counting the days 'til I'll be with you)
(Counting the hours and the minutes, too)

Bye, baby, goodbye
Bye, baby, goodbye
Bye, baby, goodbye
(Bye-bye, so long, farewell)
Bye, baby, goodbye
(Bye-bye, so long)

Have a good time but remember
There is danger in the summer moon above
Will I see you in September
Or lose you to a summer love
(I'll be alone each and every night)
(While you're away, don't forget to write)

See you (bye-bye, so long, farewell)
In September (bye-bye, so long, farewell)
I'm hopin' I'll
See you (bye-bye, so long, farewell)
In September (bye-bye, so long, farewell)
Well, maybe I'll
See you (bye-bye, so long, farewell)
In September (bye-bye, so long, farewell)

KEVIN PERGUNTA

Por que algumas pessoas insistem em colocar o papel higiênico ao contrário?



GRANDES FRASES DE GRANDES FILMES

"Forgiveness is between them and God. It's my job to arrange the meeting."

(O perdão é entre eles e Deus. Eu só marco o encontro.)


John W. Creasy (Denzel Washington)

Man on Fire (Chamas da Vingança) - 2004

FRASE DO DIA

“Você se esqueceu da coisa mais importante sobre as putas: você não as compra, apenas as aluga."
Tyrion Lannister

terça-feira, 6 de agosto de 2013

PAUTA EXTRA


Pauta Extra 16. Gravado em 05/08/2013. Para Download clique AQUI. 
 


Para Download clique AQUI.


BREGA CHIQUE

Toda música popular, aquela que toca em rádios AM, que fala de operários, de secretárias, de prostitutas, de abandono, de miséria, de amor, da vida real, enfim, e não foi composta por algum medalhão da MPB, não tem o que a classe média considera sofisticado. É chamada de “brega”.

Com a crescente piora da música popular, aos poucos foi se fazendo um resgate da música do final dos anos 60, 70 e até do início dos 80. Acontece que nesse resgate entra tudo. Basta ter pertencido àquela época para entrarem no mesmo balaio o Márcio Greyck e a Gretchen, o Benito de Paula e a Kátia. O que era bom e o que era ruim entraram como ingredientes de um mesmo bolo: “Vamos tornar cult tudo que consideramos ridículo”. Esse é o mote da seção "Brega Chique."

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Nilton César (Ituiutaba, Minas Gerais, 27 de junho de 1939) é um cantor brasileiro que fez grande sucesso na década de 1970 com a música Férias na Índia, gravada em 1969, que vendeu mais de 500 mil cópias e lhe rendeu inúmeros discos de ouro e troféus. Apresentou-se nos principais palcos do país e participou de programas de televisão, como Sílvio Santos, Jovem Guarda e Chacrinha.

Outros sucessos seus foram A Namorada que Sonhei (música de hoje), Amor... Amor... Amor... e Professor Apaixonado.



A Namorada Que Sonhei

Receba as flores que lhe dou 
Em cada flor um beijo meu
São flores lindas que lhe dou
Rosas vermelhas com amor
Amor que por você nasceu

Que seja assim por toda vida 
E a Deus mais nada pedirei 
Querida, mil vezes querida 
Deusa na terra nascida 
A Namorada que sonhei...

No dia consagrado aos namorados 
Sairemos abraçados por aí a passear 
Um dia, no futuro, então casados 
Mas eternos namorados 
Flores lindas eu ainda vou lhe dar...

Que seja assim por toda vida 
E a Deus mais nada pedirei 
Querida, mil vezes querida 
Deusa na terra nascida 
A Namorada que sonhei...

PRIMEIROS PARÁGRAFOS INESQUECÍVEIS

Era uma pequena estação de trens, no caminho para a Rússia. Quatro trilhos de ferro corriam paralelos, interminavelmente, na direção dos dois lados, entre o cascalho amarelo da ampla ferrovia. Ao lado de cada trilho, como uma sombra suja, destacava-se o traço escuro queimado no chão pela fumaça dos trens. Atrás da estação baixa e pintada a óleo, subia até a rampa da gare uma estrada larga e meio arruinada. Suas margens perdiam-se no solo espezinhado e só eram identificadas por duas acácias postadas de ambos os lados, tristes, com folhas sedentas e sufocadas pela fuligem.



O Jovem Törless  - 1906 - Robert Musil

DAS MADRUGADAS


Trecho de “Borges e os Orangotangos Eternos”, de Luis Fernando Verissimo:

(...) obrigaram Oliver Johnson a interromper sua fala sobre a continuidade de Poe em Lovecraft, (...) e abandonar o palco, ouvindo de Rotkopf que fazia muito bem, pois cada vez que um imbecil se calava, o clima intelectual da Terra melhorava um pouco.

FRASE DO DIA

"Lésbicas e mulheres surdas usam as mesmas roupas."
Brian Griffin

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

QUEM NUNCA...?

Bêbados se sentem mais sensuais que sóbrios, segundo pesquisa francesa

Professor distribuiu um coquetel sem álcool para dois grupos. A metade que acreditou ter bebido um drinque alcoólico se deu notas maiores no quesito "sensualidade"

AreaH | (iG)
Reprodução Vanity Fair
Estudo de francês indica que as pessoas se sentem mais sensuais após uma bebida alcoólica
O que faz você se sentir mais atraente diante das mulheres? Um corpo sarado, uma roupa de marca, um cabelo bem cortado, a barba por fazer? De acordo com um estudo francês, pessoas alcoolizadas - ou que pensam estar alcoolizadas - se sentem mais sensuais, mesmo quando a bebida que ingerem não contém álcool.
Psicólogos da Universidade Pierre Mendès France, na cidade de Grenoble, concluíram que quanto maior a quantidade de álcool a pessoa acredita ingerir, mais atraente ela se sente.
O estudo liderado por Laurent Bègue afirma ainda que as pessoas se classificam como sendo mais sensuais quando pensam que estão ingerindo uma bebida alcoólica.
Os níveis de álcool no organismo de cada um eram medidos com um bafômetro e o resultado foi interessante: quanto mais bebiam, maior era a nota que davam a si próprios.A primeira parte da pesquisa foi realizada com 19 pessoas que estavam bebendo (maioria composta por homens) e que tinham de pontuar seu nível de sensualidade com notas de 1 a 7.
A segunda fase do experimento incluiu um grupo de 94 homens convidados a provar um novo coquetel de frutas. Os participantes foram levados a acreditar que estariam testando a bebida para uma empresa de pesquisa.
O grupo foi dividido em dois. Metade foi informada que o drinque que provariam era alcoólico, e a outra recebeu a informação de que a bebida não tinha álcool. Em seguida, eles tiveram que gravar um vídeo que supostamente seria usado como anúncio da empresa de bebidas. Por fim, depois de assistirem aos vídeos, deveriam pontuar seu desempenho, atuação, originalidade e sensualidade.
O resultado foi o mesmo. Os que pensavam ter ingerido a versão alcoólica da bebida deram notas mais altas, enquanto o efeito contrário foi observado naqueles que beberam o coquetel sem álcool.
O estudo indica que as pessoas relacionam seus níveis de atratividade ao álcool e isso se dá porque a bebida alcoólica está ligada ao conceito de “lubrificação social”, que faz com que aquele que bebe se sinta mais á vontade com os outros.

KEVIN PERGUNTA

Será que os sites de notícia conhecem crase?

ELES

Lembrei de uma charge que vi esta semana. Ou daquelas montagens com chistes e gracejos que pululam no “redes sociais”. (Uso artigo singular e masculino porque se fala “redes sociais” e a gente sabe que estão se referindo ao feicebuque).

Uma delas era assim: A moça se encanta com um rapaz. Aí ele pede licença pra ir comprar a revista Veja. Ela se decepciona horrivelmente. A mesma piada poderia ser com a revista Caros Amigos ou com A Voz da Unidade.
E essas são características de quem é engajado em uma causa. Qualquer causa. Primeiro: quem está com eles, tem que pensar como eles; segundo: não querem saber como “eles” (os “inimigos”) pensam.

CLÁSSICOS PARA A VIDA ETERNA

I'M A BELIEVER - 1966 - THE MONKEES

Sérgio Luiz Gallina

I'm a Believer é uma canção de Neil Diamond gravada pelo grupo The Monkees em 1966. O single atingiu o primeiro lugar da Bilboard e permaneceu lá por sete semanas. Foi disco de ouro em função de mais de um milhão de cópias de vendas antecipadas em dois dias. É um dos 40 mais de todos os tempos por ter vendido mais de 10 milhões de cópias em todo o mundo.


I thought love was only true in fairy tales
Meant for someone else but not for me
Love was out to get me
That's the way it seemed.
Disappointment haunted all my dreams.

And then I saw her face
Now I'm a believer
Not a trace
Of doubt in my mind
I'm in love ooooo whoa
I'm a believer I couldn't leave her if I tried.

I thought love was more or less a givin' thing.
Seems the more I gave the less I got.
What's the use in trying?
All you get is pain.
When I needed sunshine
I got rain.

And then I saw her face
Now I'm a believer
Not a trace
Of doubt in my mind
I'm in love ooooo whoa
I'm a believer I couldn't leave her if I tried.

(instrumental)

Love was out to get me
Now that's the way it seemed
Disappointment haunted all my dreams

And then I saw her face
Now I'm a believer
Not a trace
Of doubt in my mind
I'm in love ooooo whoa
I'm a believer I couldn't leave her if I tried.

Then I saw her face
Now I'm a believer
Not a trace
Of doubt in my mind
Said I'm a believer
Yeah yeah yeah yeah yeah yeah
I'm a believer

DO MARCADOR

Comprei um livro essa semana. Em um sebo. (“NÃO-CON-SIGO passar na frente de um sebo. Sempre tenho que entrar! Passo horas lá dentro, quero levar TU-DO!”. “DE-VO-REI o livro em uma noite, mas não sei se tu ia gostar”.)

Tudo mentira. Fora a parte que comprei um livro. Foi pela internet e ainda nem toquei nele. Salvo pra tirar um marcador de livros ali de dentro.

O marcador tem uma frase de Renato Wagner: “o hoje foi o amanhã ontem”.

O hoje foi o amanhã ontem. Rapidamente fiquei pensando nas implicações e consequências da frase: “hoje é o ontem de amanhã”. “Amanhã é o depois de amanhã de ontem”. E assim por diante, pra ficar só nas variações de dia.

Não consegui descobrir ao certo quem é Renato Wagner. Mas é autor de um livro chamado “o hoje foi o amanhã ontem”. Não é uma mera frase edificativa. Ah bom...Deve ser um livro e tanto...

FRASE DO DIA

"A maioria das pessoas não reconheceria uma boa música nem que ela viesse mordê-las na bunda."
Frank Zappa

domingo, 4 de agosto de 2013

O HOMEM-COBRA

 


Sinopse:Um Homem? Um mutante? Um monstro? Assista agora para descobrir o motivo desta perseguição eletrizante!

Direção:Daniel Curi
Tipo:Ficção
Formato:HDV
Ano Produção:2008
Origem:Brasil (RJ)
Cor / PB:cor
Duração:3 min.
Elenco:Daniel Curi, Fábio Nunes
Assistência de Direção:Fábio Nunes
Roteiro:Daniel Curi

 

LEITURA DE DOMINGO

O Relógio
Quentin Tarantino


Oi, rapazinho. Garoto, ouvi falar um bocado de você. Veja só, fui muito amigo do seu pai. Ficamos mais de cinco anos juntos naquele buraco do inferno em Hanói.

Espero que você nunca tenha uma experiência assim. Mas quando dois sujeitos estão numa situação igual à que seu pai e eu vivemos, durante o tempo em que vivemos, a gente assume algumas responsabilidades pelo outro.

Se fosse eu que não tivesse sobrevivido, seu pai estaria falando agora com meu filho, Jim. Mas do jeito que a coisa aconteceu, sou eu que estou falando com você, Butch. Tenho uma coisa para você. Esse relógio aqui foi comprado pelo seu bisavô. Foi comprado durante a Primeira Guerra Mundial, numa lojinha de Knoxville, Tennessee. Foi comprado pelo soldado de infantaria Ernie Coolidge no dia em que ele foi para Paris. Era o relógio de guerra do seu bisavô, feito pela primeira empresa que fabricou relógios de pulso. Veja só, até então as pessoas só usavam relógios de bolso.

Seu bisavô usou o relógio durante todos os dias em que esteve na guerra. Depois, quando terminou o tempo de serviço, ele foi para casa, para a sua bisavó, tirou o relógio do pulso e colocou numa velha lata de café. E o relógio ficou naquela lata até que seu avô Dane Coolidge foi convocado pelo país para atravessar o oceano e lutar mais uma vez contra os alemães. Dessa vez, deram o nome de Segunda Guerra Mundial. Seu bisavô presenteou o relógio ao seu avô, para dar boa sorte.

Infelizmente a sorte de Dane não foi tão boa quanto a do pai. Seu avô era fuzileiro e foi morto com todos os outros fuzileiros na Batalha de Wake Island. Seu avô estava diante da morte e sabia disso. Nenhum dos rapazes tinha qualquer ilusão de que deixaria vivo aquela ilha.

Por isso, três dias antes de os japoneses ocuparem a ilha, seu avô, que estava com vinte e dois anos, pediu que um artilheiro chamado Winocki, que trabalhava num avião de transporte da Força Aérea e que ele nunca encontrara antes na vida, entregasse o relógio de ouro ao filho bebê, que ele nunca vira em carne e osso.Três dias depois seu avô foi morto.

Mas Winocki manteve a palavra. Quando a guerra terminou, ele fez uma visita à sua avó e entregou o relógio de ouro ao seu pai, que era um bebê. Este relógio. Este relógio estava no pulso do seu pai quando ele recebeu um tiro em Hanói. Ele foi capturado e posto num campo de prisioneiros no Vietnã.

Bom, seu pai sabia que se os vietcongues vissem o relógio ele seria confiscado. Seu pai achava que o relógio era seu, por direito de nascença. E ele não admitiria que nenhum cabeça-de-bagre pusesse as mãos amarelas e sujas no que era de seu menino por direito de nascença. Por isso escondeu-o no único lugar onde poderia esconder alguma coisa. No cu. Durante cinco longos anos ele usou este relógio no cu. E quando morreu de disenteria, me deu o relógio. Eu escondi esse pedaço de metal desconfortável no meu cu durante dois anos. E então, depois de sete anos como prisioneiro, fui mandado para casa e para minha família.

E agora, rapazinho, eu lhe entrego o relógio

FRASE DO DIA

"Você pode amar muito uma pessoa e ir para a cama com outra."
Leila Diniz

sábado, 3 de agosto de 2013

GUERNICA


A obra Guernica de Pablo Picasso é a visão de um pesadelo de violência, dores e caos, sendo cheia de energia e sem cores.

Picasso pintou a Guernica como um ataque apaixonado ao governo fascista espanhol. Trazendo um retrato do ininterrupto bombardeio alemão em 1937 em Guernica durante a Guerra Civil Espanhola, o quadro tornou-se um símbolo universal das atrocidades da guerra.

Embora Picasso não fizesse parte oficial do movimento surrealista, a obra está cheia de evidências dessa influência sobre o artista. As figuras são apavorantes e distorcidas, em especial os pescoços estendidos e curvados das mulheres sofredoras.
 
 

A obra-prima do artista é considerada por muitos a maior pintura do século XX. Apesar de as guerras continuarem a ser travadas, o quadro Guernica é um lembrete humilhante da desumanidade e da destrutividade do homem.

Na parte central (inferior direito) do quadro, a pelagem do cavalo mutilado é retratada com pequenos traços verticais. Picasso teria começado a fazê-las, mas quem as terminou teria sido sua esposa, pois o artista teria dito que davam muito trabalho.

Em sua coluna no jornal O Globo dessa semana, Luis Fernando Veríssimo relata esse episódio sobre a obra: “Contam que um grupo de oficiais nazistas foi visitar o atelier do Picasso durante a ocupação de Paris e, vendo uma reprodução do seu quadro Guernica, a dramática recriação da destruição daquela pequena cidade pelos alemães na Guerra Civil espanhola, um deles comentou: "Ah, foi você que fez isso, não foi?". Ao que Picasso teria respondido: "Não, foram VOCÊS que fizeram isso".”

 
4 detalhes de Guernica se destacam:

 
1. Touro ou minotauro

Picasso usa o tema do touro ou minotauro para representar a luta entre o homem e a barbárie.

2. Lâmpada

Pintada dentro de uma forma amendoada, como um olho maligno, uma solitária lâmpada irradia luz sobre um cavalo em sofrimento.

3. Figura aterrorizada

Na direita do quadro há uma pessoa que está caindo ou se encontra presa em um edifício em chamas. O seu rosto contorcido faz um apelo emocional direto e atrai o espectador para a sua dor e espanto.

 
4. Espada e flor

O braço de um guerreiro morto situa-se no centro inferior da obra. A mão continua a segurar uma espada estilhaçada, e uma flor fantasmagórica cresce perto da sua mão. Essa flor é o único símbolo de esperança da pintura.

 
Ficha Técnica - Guernica:

Autor: Pablo Picasso
Onde ver: Museu Reina Sofía, Madri, Espanha
Ano: 1937
Técnica: Óleo sobre tela
Movimento: Cubismo

 Com o site Universia Brasil

para maiores informações sobre Guernica e a obra de Picasso clique AQUI.

COVER DO SÁBADO

Cause We've Ended as Lovers foi composta por Stevie Wonder para o segundo disco de Syreeta Wright - "Stevie Wonder Presents: Syreeta" -, lançado pela Motown, em 1974. A canção passou batida em sua versão original.


Em 1975, Jeff Beck incluiu-a, em versão instrumental, no disco Blow by Blow (Epic Records) e ela se tornou um clássico. O próprio autor considera definitiva a versão do guitarrista britânico. O disco chegou ao quarto posto da Bilboard 200, uma façanha para um trabalho instrumental.

LUIGGI PERGUNTA

Será que algum ator entrou no teatro na adolescência por outro motivo a não ser o “era muito tímido”?

DISTRAÍDOS

Muitas pessoas têm orgulho de seus defeitos. É claro que elas consideram esses defeitos grandes diferenciais de sua genial personalidade e um toque peculiar em sua cinematográfica vida.

“Sou muito distraído”. “Eu não consigo ficar sem fazer nada, tenho que produzir”. E outras tantas frases do gênero. Todas elas, claro, me irritam. Mas nenhuma tanto quanto: “Não sei lidar com dinheiro”.

O primeiro passo pra alguém não saber lidar com dinheiro é ter dinheiro. E ter bastante. Você consegue imaginar essa riqueza de frase vinda de um trabalhador que receba salário mínimo? Claro que não. Cada centavo que entra tem um destino. Não existe brecha para “distrações”.

Eu sei que cada um tem seu jeito de lidar com as vicissitudes cotidianas, como criar uma conta no armazém ou pendurar um trago no boteco. Mas será que esse mundo de gente sem grana comporta esse tipo de distração? 

No caixa do mercado, compras embaladas, e o esquecido diz: “nem lembrei de pegar dinheiro”. Será que o esquecido abastado não lembra de botar as calças de manhã? De comer quando tem fome? Da entrevista na TV?

Façam-me o favor, distraídos: esqueçam de mencionar suas distrações.

FRASE DO DIA

"Se você não conseguir fazer com que as palavras trepem, não as masturbe."
Henry Miller

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

HAGAR, O HORRÍVEL (CHRIS BROWNE)


MANCHETE

No EGO:

"De vestido, ex-modelo dá beijão em rapper na TV nos EUA"

MÚSICA NA SEXTA

Caetano Emanuel Viana Teles Veloso nasceu em 1942, na Bahia.

Filho de um funcionário dos Correios e telégrafos e de Dona Canô. Que era.. Dona Canô.

Em 1979, Caetano Veloso grava Cinema Transcendental, repetindo a parceria do disco anterior (Muito – Dentro da estrela azulada) com A Outra Banda da Terra, grupo formado por Vinicius Cantuária, Tomás Improta, Perinho Santana, Arnaldo Brandão e outros músicos. Merece destaque no disco a gravação que Caetano fez de Vampiro, do grande Jorge Mautner. O disco tem a participação do recentemente falecido Dominguinhos em Oração ao Tempo e Cajuína.

Sobre Cajuína, a palavra do próprio Caetano:

"Numa excursão pelo Brasil com o show Muito, creio, no final dos anos 70, recebi, no hotel em Teresina, a visita de Dr. Eli, o pai de Torquato. Eu já o conhecia, pois ele tinha vindo ao Rio umas duas vezes. Mas era a primeira vez que eu o via depois do suicídio de Torquato. Torquato estava, de certa forma, afastado das pessoas todas. Mas eu não o via desde minha chegada de Londres: Dedé e eu morávamos na Bahia e ele, no Rio (com temporadas em Teresina, onde descansava das internações a que se submeteu por instabilidade mental agravada, ao que se diz, pelo álcool). Eu não o vira em Londres: ele estivera na Europa mas voltara ao Brasil justo antes de minha chegada a Londres. Assim, estávamos de fato bastante afastados, embora sem ressentimentos ou hostilidades. Eu queria muito bem a ele. Discordava da atitude agressiva que ele adotou contra o Cinema Novo na coluna que escrevia, mas nunca cheguei sequer a dizer-lhe isso. No dia em que ele se matou, eu estava recebendo Chico Buarque em Salvador para fazermos aquele show que virou disco famoso. Torquato tinha se aproximado muito de Chico, logo antes do tropicalismo: entre 1966 e 1967. A ponto de estar mais frequentemente com Chico do que comigo. Chico e eu recebemos a notícia quando íamos sair para o Teatro Castro Alves. Ficamos abalados e falamos sobre isso. E sobre Torquato ter estado longe e mal. Mas eu não chorei. Senti uma dureza de ânimo dentro de mim. Me senti um tanto amargo e triste mas pouco sentimental. Quando, anos depois, encontrei Dr. Eli, que sempre foi uma pessoa adorável, parecidíssimo com Torquato, e a quem Torquato amava com grande ternura, essa dureza amarga se desfez. E eu chorei durantes horas, sem parar. Dr. Eli me consolava, carinhosamente. Levou-me à sua casa. D. Salomé, a mãe de Torquato, estava hospitalizada. Então ficamos só ele e eu na casa. Ele não dizia quase nada. Tirou uma rosa-menina do jardim e me deu. Me mostrou as muitas fotografias de Torquato distribuídas pelas paredes da casa. Serviu cajuína para nós dois. E bebemos lentamente. Durante todo o tempo eu chorava. Diferentemente do dia da morte de Torquato, eu não estava triste nem amargo. Era um sentimento terno e bom, amoroso, dirigido a Dr. Eli e a Torquato, à vida. Mas era intenso demais e eu chorei. No dia seguinte, já na próxima cidade da excursão, escrevi Cajuína."
 
 
Cajuína
Caetano Veloso
 
Existirmos a que será que se destina
Pois quando tu me deste a rosa pequenina
Vi que és um homem lindo e que se acaso a sina
Do menino infeliz não se nos ilumina
Tampouco turva-se a lágrima nordestina
Apenas a matéria vida era tão fina
E éramos olharmo-nos intacta retina
A cajuína cristalina em Teresina

FRASE DO DIA

"O trabalho não é ruim. Ruim é ter de trabalhar!"
 
 
Seu Madruga

LUIGGI PERGUNTA


Por que a demora de um motorista de táxi em achar o troco é diretamente proporcional à pressa que temos em descer do carro?



quinta-feira, 1 de agosto de 2013

PAUTA EXTRA

Pauta Extra 15. Gravado em 31/07/2013.
Para download vá em http://www.4shared.com/mp3/ifeSaOLh/PautaExtra15.html.

 

CORREIO DO CORVO

Morre em Porto Alegre o baixista Edson Júnior

Músico, de 51 anos, morreu em decorrência de um problema renal

Zero Hora
Morreu na tarde desta quarta-feira, em Porto Alegre, o baixista Edson Júnior, conhecido como Neguinho Jr. O músico tinha 51 anos e tratava um problema renal há mais de 10 anos, com sessões semanais de hemodiálise, e estava internado no Hospital Beneficência Portuguesa. O enterro será às 16h desta quinta-feira, no Cemitério São Miguel e Almas, na Capital.

Edson ficou conhecido por tocar na noite e por fazer parceria com vários músicos gaúchos, entre eles Luiz Carlos Borges, Jahmai e Tonho Crocco. De acordo com o amigo e também músico Rafael Brasil, Edson era muito requisitado.

— Ele era um ótimo baixista e um grande amigo — diz.

Foi com Rafael que Edson fez alguns de seus últimos trabalhos: a gravação do clipe de Jantar a Dois, de Brasil, e - na semana retrasada - o show de lançamento do single.

SIMONE DE BEAUVOIR

Estreia literária de Simone de Beauvoir, "A Convidada" completa 70 anos

EFE 01/08/2013
Catalina Guerrero
Madri

Há 70 anos, era publicado "A Convidada", estreia literária de Simone de Beauvoir, a filósofa francesa que com sua máxima "não se nasce mulher, torna-se mulher", cunhada em "O segundo sexo", deu uma contribuição fundamental ao feminismo e mudou o pensamento ocidental.

"O que as mulheres devem a Simone de Beauvoir é incomensurável", afirma a professora universitária, jornalista e escritora francesa Danièlle Sallenave na biografia "Castor de Guerre" (Castor era o apelido de Beauvoir, uma brincadeira com a palavra "beaver", castor em inglês).

Sallenave prossegue: "E não só as mulheres; os homens também", pois "a libertação das mulheres é uma condição 'sine qua non' para a libertação dos homens".

Filósofa questinou "feminilidade"
Aos 50 anos, ao escrever "Memórias de Uma Moça Bem-comportada" (1958), se empenhou ao máximo em mostrar que superaram a prova e que a partir daí formaram uma espécie de corpo único com duas cabeças.
Um casamento que terminou com a morte dele em 1980 (ela morreria seis anos mais tarde) e que superou os altos e baixos emocionais de novos trios amorosos, sempre com jovenzinhas, e de amantes mais ou menos estáveis na vida de ambos: o escritor Nelson Algren e um jovem Claude Lanzmann, diretor de cinema ("Shoah") e jornalista francês, no caso dela.

Fugiu do casamento, viveu sua bissexualidade e renunciou à maternidade, incompatível segundo sua opinião com sua vocação de escrever, que lhe tomava muito tempo e liberdade.

Se concentrou plenamente em construir uma vida e uma obra consequente com suas ideias com um rigor e uma exigência que extrapolou a todos os âmbitos de sua existência.

Sua grande ousadia foi questionar a "feminilidade", elevá-la à categoria de mito, de algo fabricado. Assim ganhou a imortalidade.

Com "O Segundo Sexo" tudo muda: confere unidade e brilho reivindicações dispersas e, sobretudo, lhes dá substrato filosófico, uma base conceitual.

Beauvoir ataca pedra a pedra (antropologia, sociologia, psicanálises, etnologia, literatura e história) o imenso edifício sobre o qual se assentava e justificava a dominação masculina.

A transcendência de seu ensaio é que milita não apenas a favor dos direitos das mulheres, mas do ser humano em geral.

Foi sua grande obra, embora ela não visse bem assim. "Alcancei - disse em suas memórias - um grande sucesso em minha vida: minha relação com Sartre". "É bonito que nossas vidas tenham podido estar em harmonia tanto tempo". Meio século. 

ÁLBUM DA QUINTA

ALUCINAÇÃO (1976) BELCHIOR

Lançado em 1976, pela Polygram, Alucinação é o segundo álbum do compositor e cantor cearense Belchior. Integrante do Pessoal do Ceará, com Fagner, Ednardo, Rodger Rogério, Teti e Cirino, entre outros, ele já havia vencido o IV Festival Universitário da MPB, em 1971, com "Na Hora do Almoço" (gravada em compacto pela Copacabana), e "Mucuripe", dele e de Fagner, havia sido gravada por Elis, em 1972. Em 1973, grava mais um compacto pela Copacabana ("Sorry, Baby"), e o primeiro LP vem no ano seguinte - Mote e Glosa (Continental).



Alucinação é o disco que o alça à condição de grande da MPB. Conta com sucessos que o consagraram, como "Velha Roupa Colorida", "Como Nossos Pais" (lançadas por Elis Regina no disco Falso Brilhante) e "Apenas um Rapaz Latino-Americano".

O disco foi produzido por Mazzola e teve arranjos de Zé Roberto Bertrami. Diz a lenda que a guitarra da faixa 1A foi gravada por Ademir Cândido, que não aparece nos créditos.


Lado A
1. "Apenas Um Rapaz Latino Americano"   4:17
2. "Velha Roupa Colorida"   4:49
3. "Como Nossos Pais"   4:39
4. "Sujeito de Sorte"   3:15
5. "Como o Diabo Gosta"   2:04

Lado B
1. "Alucinação"   4:54
2. "Não Leve Flores"   4:12
3. "A Palo Seco"   2:56
4. "Fotografia 3x4"   5:22
5. "Antes do Fim"   0:57




Produzido por: Mazzola

Belchior - Violão e voz
José Roberto Bertrami - Arranjos, piano, órgão, sintetizador e arp
Paulo César - Baixo
Antenor - Violão, viola, guitarra
Marco G - Bateria 
Ariovaldo - Percussão


FRASE DO DIA

"Lutei para escapar da infância o mais cedo possível, e assim que consegui, voltei correndo pra ela."
Orson Welles