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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

CLÁSSICOS PARA A VIDA ETERNA

IT NEVER RAINS IN SOUTHERN CALIFORNIA - 1972 - ALBERT HAMMOND

Sérgio Luiz Gallina

Albert Hammond nasceu em Londres, em 1944, mas começou sua carreira musical nos EUA. It Never Rains in Southern California foi lançada em 1972 e fez enorme sucesso nos EUA e no Reino Unido



Got on board a westbound seven forty seven
Didn't think before deciding what to do
Ooh, that talk of opportunities, TV breaks and movies
Rang true, sure rang true

Seems it never rains in southern California
Seems I've often heard that kind of talk before
It never rains in California, but girl don't they warn ya
It pours, man it pours

Out of work, I'm out of my head
Out of self respect, I'm out of bread
I'm underloved, I'm underfed, I wanna go home
It never rains in California, but girl don't they warn ya
It pours, man it pours

Will you tell the folks back home I nearly made it
Had offers but don't know which one to take
Please don't tell 'em how you found me
Don't tell 'em how you found me
Gimme a break, give me a break



FRASE DO DIA

"Não devemos resistir às tentações: elas podem não voltar."
Millôr Fernandes

domingo, 15 de setembro de 2013

DO FUNDO DO BAÚ

Chris Montez nasceu em Los Angeles, em 1943. Em seus primeiros trabalhos, foi influenciado pela cultura hispânica e pelo rock de Richie Valens. Em 1962, gravou o single Let's Dance, que chegou ao Top 10. No ano seguinte, excursionou com Clyde McPhatter, Sam Cooke, The Platters e Smokey Robinson. Em 1963, quando estava em Liverpool com Tommy Roe, seu show foi aberto por um novo grupo inglês chamado The Beatles.

Em 1965, Herb Alpert sugeriu que ele gravasse algumas baladas em seu disco pela A&M. Foi então que surgiram The More I See You, There Will Never Be Another You, Call Me e Time After Time.

Chris Montez acabou acumulando uma sequência de sucessos fora dos EUA e se firmou como uma estrela internacional. Gravou músicas em inglês e espanhol e fez enorme sucesso, principalmente, na Alemanha, na Áustria, na Holanda e no Brasil.




MARIA NINGUÉM

  

Curta metragem que remonta a época da visita da atriz Brigitte Bardot em Búzios nos anos 60, na ótica do menino Sandro, filho do pescador Antônio.

Roteiro e Direção: Valério Fonseca
Codireção : Rogério Dolabella
Fotografia: Bia Marques
Arte: Raquel Café Dantas
Montagem : Saulo Moretzsohn
Trilha sonora: Lui Coimbra
Som direto: Luiz Aragão
Produção: Valério Fonseca,Rogério Dolabella e Glória Pereira

 Fernanda Lima - Brigitte Bardot
 Rayann Silva - Sandro
 Alessandri Adriano - Pai de Sandro
 Waldir Gozzi - Bob Zagury

LEITURA DE DOMINGO

A Velha Amiga

Rachel de Queiroz

Conversávamos sobre saudade. E de repente me apercebi de que não tenho saudade de nada. Isso independente de qualquer recordação de felicidade ou de tristeza, de tempo mais feliz, menos feliz. Saudade de nada. Nem da infância querida, nem sequer das borboletas azuis, Casimiro.

Nem mesmo de quem morreu. De quem morreu sinto é falta, o prejuízo da perda, a ausência. A vontade da presença, mas não no passado, e sim presença atual.

Saudade será isso? Queria tê-los aqui, agora. Voltar atrás? Acho que não, nem com eles.

A vida é uma coisa que tem de passar, uma obrigação de que é preciso dar conta. Uma dívida que se vai pagando todos os meses, todos os dias. Parece loucura lamentar o tempo em que se devia muito mais.

Queria ter palavras boas, eficientes, para explicar como é isso de não ter saudades; fazer sentir que estou expirimindo um sentimento real, a humilde, a nua verdade. Você insinua a suspeita de que talvez seja isso uma atitude.

Meu Deus, acha-me capaz de atitudes, pensa que eu me rebaixaria a isso? Pois então eu lhe digo que essa capacidade de morrer de saudades, creio que ela só afeta a quem não cresceu direito; feito uma cobra que se sentisse melhor na pele antiga, não se acomodasse nunca à pele nova. Mas nós, como é que vamos ter saudades de um trapo velho que não nos cabe mais?

Fala que saudade é sensação de perda. Pois é. E eu lhe digo que, pessoalmente, não sinto que perdi nada. Gastei, gastei tempo, emoções, corpo e alma. E gastar não é perder, é usar até consumir.

E não pense que estou a lhe sugerir tragédias. Tirando a média, não tive quinhão por demais pior que o dos outros. Houve muito pedaço duro, mas a vida é assim mesmo, a uns traz os seus golpes mais cedo e a outros mais tarde; no fim, iguala a todos.

Infância sem lágrimas, amada, protegida. Mocidade - mas a mocidade já é de si uma etapa infeliz. Coração inquieto que não sabe o que quer, ou quer demais.

Qual será, nesta vida, o jovem satisfeito? Um jovem pode nos fazer confidências de exaltação, de embriaguez; de felicidade, nunca. Mocidade é a quadra dramática por excelência, o período dos conflitos, dos ajustamentos penosos, dos desajustamentos trágicos. A idade dos suicídios, dos desenganos e, por isso mesmo, dos grandes heroísmos. É o tempo em que a gente quer ser dono do mundo - e ao mesmo tempo sente que sobra nesse mesmo mundo. A idade em que se descobre a solidão irremediável de todos os viventes. Em que se pesam os valores do mundo por uma balança emocional, com medidas baralhadas; um quilo às vezes vale menos do que um grama; e por essas medida, pode-se descobrir a diferença metafísica que há entre uma arroba de chumbo e uma arroba de plumas.

Não sei mesmo como, entre as inúmeras mentiras do mundo, se consegue manter essa mentira maior de todas: a suposta felicidade dos moços. Por mim, sempre tive pena deles, da sua angústia e do seu desamparo. Enquanto esta idade a que chegamos, você e eu, é o tempo da estabilidade e das batalhas ganhas. Já pouco se exige, já pouco se espera. E mesmo quando se exige muito, só se espera o possível. Se as surpresas são poucas, poucos também os desenganos.

A gente vai se aferrando a hábitos, a pessoas e objetos. Ai, um um dos piores tormentos dos jovens é justamente o desapego das coisas, essa instabilidade do querer, a sede do que é novo, o tédio do possuído.

E depois há o capítulo da morte, sempre presente em todas as idades. Com a diferença de que a morte é a amante dos moços e a companheira dos velhos.

Para os jovens ela é abismo e paixão. Para nós, foi se tornando pouco a pouco uma velha amiga, a se anunciar devagarinho: o cabelo branco, a preguiça, a ruga no rosto, a vista fraca, os achaques. Velha amiga que vem de viagem e de cada porto nos manda um postal, para indicar que já embarcou.

(Crônica publicada no jornal "O Estado de São Paulo" - 13/01/2001)

FRASE DO DIA

“Gastei uma fortuna e no final não tinha nada. Podia ter gasto esse dinheiro em aperitivos.” 
Jaguar

DAS MADRUGADAS

sábado, 14 de setembro de 2013

COVER DO SÁBADO

Just the Way ou Are foi composta por Billy Joel para o álbum The Stranger, de 1970. Foi a primeira música de Joel a alcançar o Top 10 nos EUA (terceiro lugar) e Top 20 no Reino Unido, e também foi o seu primeiro Disco de Ouro (single), além de ganhar o Grammy em 1970 por Gravação do Ano e Música do Ano.


"Just the Way You Are" teve várias versões feitas por muitos artistas, incluindo Diana Krall, Grover Washington, Jr., Shirley Bassey, Jose Feliciano, Frank Sinatra e Harry Connick, Jr., mas foi a versão de Barry White, do disco The Man, de 1978, a que teve maior sucesso.



LEITURA

Ainda no final do século XIX, quando as características acadêmicas predominavam na arte brasileira, Almeida Júnior foi o primeiro a pintar o homem do campo, seu ambiente, os costumes e o modo de vida interiorano. A obra do pintor mostra a vida do homem brasileiro que trabalha e vive na terra.
O quadro Leitura registra o esforço pela modernização de São Paulo. É possível ver em volta do solário onde a modelo lê grandes grades de ferro, material que começava a ser utilizado, com a Revolução Industrial. Na casa da frente é possível ver um toldo listrado; a varanda é uma representação do limbo entre o fora e o dentro de casa, ou seja: a mulher poderia ver a rua e ser vista sem sair de casa.

A moça que lê, concentrada, representa o desejo de alcançar a modernidade e o cosmopolitismo das cidades-referência da Europa: Londres e Paris. A jovem se veste como uma européia e, assim como as mulheres modernas desse continente, ela lê.

Os longos cabelos tocando o chão fazem referência ao enraizamento da moça, a despeito de todas as suas tentativas de superar costumes antigos. Além disso, o tamanho dos cabelos pode representar uma questão religiosa, já que São Paulo era uma cidade essencialmente católica e a obra foi criada na época em que os bordéis habitavam a cidade.

4 detalhes de Leitura se destacam:

1. Posição social elevada:

A casa de construção nobre representa status e posição social elevada. A cabeça da mulher remete à inteligêcia, que é evidenciada pela luminosidade no rosto e no topo da cabeça da modelo. O livro nas mãos dela mostra o acesso ao dinheiro e à cultura; poucas mulheres liam na época.

2. Natureza

A paisagem natural remete ao paraíso do universo feminino, ligado as questões da natureza. A terra e a propriedade com grandes áreas de céu e terra também remetem ao poder e ao status, com o domínio sobre a terra que possivelmente pertence à mulher que lê.

3. Modelo:

A modelo se senta na cadeira de forma desalinhada, com os cabelos soltos dando sentido de liberdade. Suas roupas são refinadas, próximas ao ambiente no qual ela está sentada. Existe uma ligação semântica entre a figura feminina e acasa, dando ideia de pertencimento.

4. Cadeira vazia:
A cadeira vazia ao lado da modelo representa o universo masculino, equanto o lado direito do quadro representa todo o universo feminino. A imagem da cadeira pode, inclusive, indicar a presença de outra pessoa.

FRASE DO DIA

"Não despreze a masturbação - é fazer sexo com a pessoa que você mais ama."
Woody Allen

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

MÚSICA NA SEXTA

Atrás da Porta é a primeira parceria da dupla Chico Buarque e Francis Hime. Francis começou a cantarolar a música ao piano, e Chico fez o que nunca havia feito e nem voltaria a fazer: compor na frente dos outros. Conforme ele mesmo diz, "tenho vergonha de fazer na frente dos outros". Prefere a solidão do seu estúdio. Mas com Atrás da Porta foi diferente, na mesma hora, no meio da confusão, saiu a primeira parte da letra. E parou por aí.

A segunda parte não veio no dia seguinte nem nos meses subsequentes. Quem cantaria a canção seria Elis Regina, cujo disco já estava sendo gravado. Dos Estados Unidos, onde morava na ocasião, Francis fez com que o produtor enviasse a Chico uma fita com todos os arranjos e a voz da intérprete até a parte em que havia letra e com a segunda parte já orquestrada. Não dava para protelar. O expediente utilizado para pressionar ficou conhecido como "O Golpe de Francis".

A vigilante censura parecia ter preferência por homens glabros, e os versos "E me agarrei nos teus cabelos/ Nos teus pelos" tiveram que ser substituídos por "E me agarrei nos teus cabelos/ No teu peito". Chico cantou a letra original no show do Teatro Castro Alves. Mas quando o espetáculo virou disco, novamente a censura proibiu os "pelos", e a solução encontrada pela gravadora foi enxertar um estranhíssimo e crescente aplauso fora de hora quando os cantores pronunciavam a palavra condenada.

HOMEM, Wagner. Histórias de Canções - Chico Buarque, Ed. Leya, 2009 (fl. 106, 107)
Nota da Redação: O disco em questão é Caetano e Chico Juntos e ao Vivo, de 1972.


Atrás da porta
Francis Hime/Chico Buarque

Quando olhaste bem nos olhos meus
E o teu olhar era de adeus
Juro que não acreditei
Eu te estranhei
Me debrucei
Sobre teu corpo e duvidei
E me arrastei e te arranhei
E me agarrei nos teus cabelos
No teu peito (Nos teus pelos)*
Teu pijama
Nos teus pés
Ao pé da cama
Sem carinho, sem coberta
No tapete atrás da porta
Reclamei baixinho
Dei pra maldizer o nosso lar
Pra sujar teu nome, te humilhar
E me vingar a qualquer preço
Te adorando pelo avesso
Pra mostrar que inda sou tua
Só pra provar que inda sou tua...
* verso original vetado pela censura

[RANÇO] SOBRE OS FESTEJOS FARROUPILHAS - II

Continua o texto da ermã sobre a Semana Farroupilha...

MUITA SIMPATIA

“...quase todos os piquetes têm pessoas dispostas para um dedo de prosa. Bastar pedir licença, entrar e soltar o verbo.”

Mentira! Os piquetes são armados pra “turma do piquete”. E digo isso porque já fui da “turma do piquete”. Se tu não é da “turma do piquete”, tu vai é ficar na Praça de Alimentação.

Gaúcho não é simpático, muito menos hospitaleiro. Se o fosse, não haveria um ‘Galpão da Hospitalidade’, com funcionários devidamente pagos para serem educados e te alcançarem o folder do evento.

Aqui, simpatia é produto a ser adquirido – contribua com alguns pilas para o piquete fazer aquela costela 12 horas e ganhe teu direito a um banquinho e uma prosa , assim como no Camarote da Sapucaí ou no Trio Elétrico do Chiclete com Banana.


Vale comentar ainda: Acampamento Farroupilha não é ‘pra quem gosta de cultura sul-rio-grandense ou de gauchismo. É ‘pra matar o tempo'. Tomando cerveja, ouvindo música e comendo, tipo um grande boteco. Calha de ter uns gaúchos por ali. Que o digam a professora grevista que foi lá comprar uma pilcha – porque não existem lojas do ramo, imagino – e o estudante que passa a tarde mateando na sombra, sem ter provas de G1.

FRASE DO DIA

"Por que você tem que terminar com ela? Seja um homem, apenas pare de ligar.”
Joey Tribbiani

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

JOHNNY CASH

Hoje (12/09/2013) faz 10 anos da morte de Johnny Cash. Como não teve gravação do PAUTA EXTRA, segue aqui pequena história e homenagem ao velho Cash.

Quando finalmente criou coragem para procurar os estúdios da Sun Records, foi Cowboy Jack Clement, um produtor da Sun, quem tratou com o jovem cantor na sua primeira visita ao estúdio, e sugeriu que Cash voltasse e conversasse com Sam Phillips. Depois de fazer um teste, cantando na maioria músicas gospel, Phillips disse a Cash para "voltar para casa e pecar. E depois voltar com uma música que eu possa vender". Cash voltou com "Hey Porter" e convenceu Sun.


PAUTA EXTRA


Pauta Extra 33. Gravado em 11/09/2013.

 

[RANÇO] SOBRE OS FESTEJOS FARROUPILHAS - I

Ermã manda texto sobre efemérides gaudérias

Introdução - A Formação da Identidade do Gaúcho

Nos meus tempos de Universidade Federal, lembro de ver nas prateleiras da biblioteca desde trabalhos de conclusão de curso até teses de doutorado sobre a tão “festejada” identidade do gaúcho.

Nenhuma delas nos interessa aqui, nem mesmo a raiz etimológica - e nada benéfica - da palavra. Aqui, interessa a minha versão, tecida e já amplamente discutida em mesas de boteco. Que é nas mesas de boteco que se encontram as verdades.

A tal identidade, que mostra esse centauro heroico, formou-se ao batermos no liquidificador o Capitão Rodrigo Cambará (aka Tarcísio Meira) e o Paixão Côrtes (aka primeiro marido da Glória Menezes).

No romance ‘O tempo e o Vento’ (1949 - 1961), Erico Verissimo coloca no Capitão Rodrigo - e em ninguém mais antes dele - aquela pecha de galante, guerreiro nato, machista e agarrado à sua terra.


Aí, em 1947, Paixão Côrtes aplica a sustentabilidade antes do ecochatos ao retirar uma centelha do Fogo Simbólico - que vira a Chama Crioula - e resolver relembrar e homenagear aqueles homens que - como Capitão Rodrigo, personagens de ficcção - teriam forjado uma nova raça e nos tornado naquilo que hoje somos. (Ele querer homenagear, com o mesmo ato, os gaúchos que lutaram e morreram na II Guerra Mundial a gente esquece, ok? Lá não tinha pilcha.)

Então temos que: um inventou, outro homenageou a invenção, e aí estamos. Usando bombachas que, na verdade, são coisas dos mouros.

PLEASE, KILL ME NOW...

Em entrevista coletiva, em São Paulo, os atores Wagner Moura e Alice Braga falaram sobre os bastidores do filme Elisyum, que também tem no elenco Jodie Foster, Diego Luna e Sharlto Copley e direção de Neill Blomkamp.

Depois de narrarem alguns fatos pitorescos que ocorreram nos bastidores, os dois partiram para a seção elogio. Alice falou que foi ótimo filmar com Wagner e que "ele é um ídolo, uma referência". Por sua vez, o ator devolveu dizendo que "ela é uma reserva de afeto, tem um sorriso lindo."


Por favor, "reserva de afeto"...

ÁLBUM DA QUINTA

MATANÇA DO PORCO - SOM IMAGINÁRIO - 1973

Som Imaginário foi uma banda brasileira formada no princípio da década de 1970. Criada para acompanhar Milton Nascimento no show "Milton Nascimento, ah, e o Som Imaginário", contava, na primeira formação, com a participação de Wagner Tiso, Frederyko (ou Fredera), também pintor, escultor e jornalista, Tavito (violão), Robertinho Silva (bateria), Zé Rodrix (vocais e piano) e Luiz Alves (baixo).



Laudir de Oliveira (percussão), Naná Vasconcelos (percussão), Nivaldo Ornelas (saxofone e flauta), Toninho Horta (guitarra), Novelli (baixo), Paulinho Braga (bateria) e Jamil Joanes (baixo) participaram das outras formações do grupo.



O grupo passou por várias mudanças de formação e lançou, no total, três discos. O terceiro e último, Matança do Porco, provavelmente, o mais progressivo, contou com os vocais de Milton Nascimento, sem crédito na ficha técnica. Além de Milton, o Som Imaginário acompanhou, em gravações, MPB-4, Taiguara, Marcos Valle, Gal Costa, Odair José, Carlinhos Vergueiro, Sueli Costa e Simone, entre outros.



Lado 1
1. Armina (Wagner Tiso)
2. A3 (Wagner Tiso)
3. Armina (Vinheta) (Wagner Tiso)
4. A#2 (Wagner Tiso)

Lado 2
1. A Matança do Porco (Wagner Tiso)
2. Armina (Vinheta 2) (Wagner Tiso)
3. Bolero (Luiz ALves - Roberto Silva - Milton Nascimento - Wagner Tiso)
4. Mar Azul (Luiz Alves - Wagner Tiso)
5. Armina (Vinheta 3) (Wagner Tiso)


Vocais: Golden Boys e Milton Nascimento 
Baixo: Luiz Alves
Violão de 12 cordas: Tavito
Guitarra: Chiquito e Frederyko
Bateria: Robertinho Silva
Percussão: Chico Batera
Piano, piano elétrico e órgão: Wagner Tiso
Flauta: Danilo Caymmi
Orquestra: Odeon
Arranjos: Wagner Tiso
Regência: Arthur Verocai
Produção: Milton Miranda
  

AGIOTAGEM

Estava vendo uma reportagem agora sobre a quantidade de empregos oferecidos no Brasil. As vagas abundam. A explicação mais comum é a falta de mão de obra qualificada. Pode ser.

A maior parte das vagas que eu vejo sendo oferecidas no mercado é para vendedores, auxiliares disso ou daquilo. Atividades que não exigem tanta especialização assim. E mesmo assim, sempre facilita se o candidato ao emprego já tiver alguma experiência no ramo.

Tenho considerações sobre o assunto, mas não é isso que interessa agora. O que me chama a atenção nessa imensa quantidade de empregos é o salário oferecido.

Eu não sei se você já tomou empréstimo com agiota. Se não, deve conhecer algumas histórias. A lógica da coisa, até onde sei, é a seguinte: você precisa de R$ 5.000,00 pra resolver a sua vida e tocá-la adiante. O agiota vai lhe conseguir R$ 3.000,00. Ou seja, você não morre, mas continua sufocado. E vai precisar se socorrer do auxílio dele novamente em dois meses.

É mais ou menos o mesmo caso desses empregos que pagam pouco mais do que o salário mínimo. Desses, existem aos montes.

O sujeito trabalha por salário mínimo, faz horas extras pra engordar o orçamento que mesmo assim vai continuar sendo baixo. E aí, depois, não consegue outro emprego porque não é qualificado. Mas quem vai conseguir se qualificar para o mercado sem dinheiro e sem tempo?

FRASE DO DIA

"Eu tenho horror a pobre... eu quero que pobre se exploda!!!"
Justo Veríssimo

DAS MADRUGADAS



Comecei a pensar seriamente em me aposentar da música em 1974. Estava em São Paulo, Brasil, e andara bebendo muita vodca e fumando um pouco de maconha - o que nunca fizera, mas estava me divertindo muito e me disseram que era muito bom. Além disso, tomara um pouco de Percodan e cheirava coca adoidado. Quando voltei ao quarto de hotel, achei que estava tendo um ataque cardíaco. Liguei pra recepção, chamaram um médico e me levaram pra um hospital. Me enfiaram tubos no nariz e intravenosos no corpo. 

O conjunto ficou assustado; todos acharam que eu ia morrer. E pensei comigo mesmo: É isso aí. Mas me livrei dessa. Jim Rose, meu gerente de excursões, disse a todos que eu provavelmente só tinha palpitações, por causa de todas aquelas drogas, e que eu estaria bom no dia seguinte, e estava mesmo. Tiveram de cancelar o espetáculo naquela noite e reprogramá-lo pra noite seguinte. Toquei e entusiasmei todo mundo, de tão bom que estava.

Miles Davis - A Autobiografia (Miles Davis e Quincy Troupe) - Ed. Campus - 1989

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

PAUTA EXTRA


Pauta Extra 32. Gravado em 10/09/2013.
 

CRIATURAS QUE O MUNDO ESQUECEU

Formado por Sylvain Vanholme (guitarra e vocal), Freddy Nieuland (bateria e vocal), Marc Hérouet (teclados), Christian Janssens (contrabaixo), Raymond Vincent (violino) e Jacques Namotte (cello), o grupo belga Wallace Collection fez sucesso entre 1968 e 1971. Seu primeiro álbum,  Laughing Cavalier, gravado nos estúdios Abbey Road, foi lançado em 1969. O single "Daydream" fez sucesso em 21 países, incluindo o Brasil.

Na esteira do sucesso do single, o grupo excursionou pela Europa, Estados Unidos, México e América do Sul. Eles também compuseram a trilha sonora para um filme francês, La Maison , em 1970. Mais tarde, os singles "Love" e "Serenade" foram sucesso na Bélgica e em alguns outros países, mas não alcançaram o nível de "Daydream". O grupo se separarou em 1971. Em 2005, voltaram com a formação alterada.




Daydream

Daydream,
I fell asleep amid the flowers
For a couple of hours
On a beautiful day

Daydream,
I dreamed of you amid the flowers
For a couple of hours,
Such a beautiful day!

I dreamed of the places i've been with you
How we sat with the stream flowing by

And then when i kissed you and held you so near
Tell me why, tell me why you're so shy

Daydream,
I fell asleep amid the flowers
For a couple of hours
On a beautiful day

Daydream,
Come share a dream amid the flowers
For a couple of hours
On a beautiful day

I dreamed of the places i've been with you
How we sat with the stream flowing by

And then when i kissed you and held you so near
Tell me why, tell me why you're so shy

Daydream,
I sing with you amid the flowers
For a couple of hours
Singing all of the day

Na na, na na na, na na na
Na na, na na na, na




wikipedia

GRANDES FRASES DE GRANDES FILMES

Emily: Really Charles, people will think-...
Charles Foster Kane: what I tell them to think.

(Emily: Realmente Charles, as pessoas vão pensar...
Kane: O que eu disser para elas pensarem.)


 Charles Foster Kane (Orson Welles) completando a frase de sua esposa Emily (Ruth Warrick), em ''Cidadão Kane'' (1941)

FRASE DO DIA

"Nos anos 80, a cocaína chegava a ser incluída nos orçamentos dos filmes." 
Dennis Quaid 

terça-feira, 10 de setembro de 2013

NÃO HÁ NADA TÃO RUIM QUE NÃO POSSA PIORAR

Bell Marques anuncia que vai deixar o Chiclete com Banana para fazer carreira solo.

PRIMEIROS PARÁGRAFOS INESQUECÍVEIS

Sou o médico de quem ás vezes se fala neste romance com palavras pouco lisonjeiras. Quem entende de psicanálise sabe como interpretar a antipatia que o paciente me dedica.
A consciência de Zeno – Italo Svevo  1923

BREGA CHIQUE

Carmem Sebastiana Silva de Jesus (Veríssimo, 22 de março de 1954), também conhecida como a Pérola Negra, iniciou sua carreira ainda muito jovem. Participou de vários programas de calouros. Venceu o concurso "Um Cantor por um Milhão, um Milhão por uma Canção", da Rede Record. 

Ganhou diversos prêmios e troféus, como o Roquete Pinto e o Chico Viola. No início de sua carreira, sofreu pressão por parte da indústria fonográfica para gravar sambas, ritmo com o qual não se identificava e pelo qual não queria ser estigmatizada, posto que preferia interpretações românticas, o que criou polêmica entre muitos críticos.

Seu primeiro sucesso foi a música "Adeus Solidão", no seu primeiro disco, um compacto duplo, de 1969. 


Eu já sofri e até chorei
Sozinho sem ninguém
Mais de repente apareceu
O amor em mim nasceu

Quero bem alto ao mundo gritar
Que sou feliz
E tenho alguém para amar
Agora eu posso dizer
Adeus solidão
Pois sei que amor
Tomou conta do meu coração

Eu nunca mais quero lembrar
Daquilo que passou
Sei que esse amor
Ira fazer de tudo me esquecer

Quero bem alto ao mundo inteiro gritar
a posso dizer adeus solidão
Pois sei que amor tomou conta do meu coração
Hoje eu só penso em meu bem
Com todo meu calor
Sei que agora encontrei
Tudo que eu sonhei


wikipedia

DE JORNAL, DE RÁDIO, DE TV

O artista ___________ comenta sobre os bastidores das gravações de __________: Foi incrível! Nos divertimos demais!


Complete as lacunas de acordo com a entrevista do dia.

FRASE DO DIA

"A libido é uma força extraordinária. Serve para a fêmea atrair o macho e deixar o marido em pânico." 
Leon Eliachar

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

LUIGGI PERGUNTA

Não é estranho um grupo mascarado pedir o fim do voto secreto?

CORRERIA

“Correria! Correria! Não dá tempo pra nada.” Eu às vezes aplico essa também. “Tô sem tempo, muita coisa pra fazer, é uma loucura.” Mas aplico convicto de que é uma sacanagem e a pessoa só aceita a desculpa por educação.

Eu não consigo acreditar que alguém “Não tenha tempo pra nada”. Que seja tão importante que não consegue nem olhar a tabela do brasileirão ou sair pra almoçar. Um dia que outro, até acontece. Mas, sempre?

(Aliás, se tem duas coisas que os profissionais de hoje adoram falar é “ainda nem almocei”. Mesmo que seja 12h05. E “Faz 10 anos que eu não tiro férias”. Mesmo que estique todos os feriados e desapareça uma sexta aqui, uma segunda ali).


Tá certo, eu não sou um sujeito muito importante pra nenhuma corporação. Vai ver que neste momento tem alguém segurando o xixi pra analisar um relatório. Mas acho que não. Sempre entendi o “não tenho tempo” como uma forma polida de “não quis ler”, “tenho coisa melhor da minha vida pra fazer do que ler esse teu mail”. Ou ainda um eufemismo para o velho “vai-te à merda.”

E convenhamos, cada um arruma a sua desculpa. Não tem nada mais deselegante do que a sinceridade. Mas também não precisa acreditar que não pode urinar porque o mundo vai perder o centro de rotação.

CLÁSSICOS PARA A VIDA ETERNA

FIRE AND RAIN (1970) JAMES TAYLOR

Sérgio Luiz Gallina

Fire and Rain, primeiro grande sucesso de  James Taylor, foi lançada em seu segundo álbum, Sweet Baby James, de 1970. O single alcançou, em pouco tempo, a terceira posição na Bilboard Hot 100 Charts.



Just yesterday morning they let me know you were gone
Suzanne, the plans they made made put an end to you
I walked out this morning and I wrote down this song
I just can't remember who to send it to

I've seen fire and I've seen rain
I've seen sunny days that I thought would never end
I've seen lonely times when I could not find a friend
But I always thought that I'd see you again

Won't you look down upon me Jesus
You got to help me make a stand
You just got to see me through another day
My body's achin' and my time is at hand
And I won't make it any other way

Oh I've seen fire and I've seen rain
I've seen sunny days that I thought would never end
I've seen lonely times when I could not find a friend
But I always thought that I'd see you again

Been walkin' my mind to an easy time
My back turned towards the sun
Lord knows when the cold wind blows
It'll turn your head around
Well, there's hours of time on the telephone line
To talk about things to come
Sweet dreams and flying machines in pieces on the ground

Oh, I've seen fire and I've seen rain
I've seen sunny days that I thought would never end
I've seen lonely times when I could not find a friend
But I always thought that I'd see you, baby, one more time againnow
Thought I'd see you one more time again
There's just a few things comin' my way this time around now
Thought I'd see you, thought I'd see you fire and rain


FRASE DO DIA

"A juventude é uma coisa maravilhosa. Que pena desperdiçá-la em jovens." 
George Bernard Shaw 

domingo, 8 de setembro de 2013

DO FUNDO DO BAÚ

Nilo Amaro e Seus Cantores de Ébano foi um grupo formado por Nilo Amaro (Moisés Cardoso Neves) e um coro de vozes negras femininas e masculinas (um soprano, um mezzo soprano, um contralto, dois baixos, um tenor e três barítonos), com destaque para o baixo profundo Noriel Vilela.

O grupo gravou quatro discos entre 1961 e 1974. Em 1984, tentaram retornar e gravaram mais um, sem grande repercussão. Noriel Vilela havia falecido em 1976, quando desenvolvia carreira solo



O álbum "Os Anjos Cantam", de 1962, foi um sucesso, rendendo ao grupo diversos shows e aparições em programas de TV. Destaque para Leva eu Sodade.

A ESPERA




Sinopse: No meio do deserto, Kico espera sentado na frente de um pequeno hotel. Nada tira sua atenção. O que pode esperar alguém desse lugar que não tem nada?

Gênero: Animação
Subgênero: Comédia
Diretor: Ernesto Solis
Elenco: Cosmo Monteiro, Enrique Diaz, Matheus Nachtergaele
Duração: 8 min Ano: 2003 Formato: 35mm
País: Brasil Local de Produção: RJ
Cor: Colorido
Fotografia: Heloísa Passos
Roteiro: Ernesto Solis
Direção de Arte: Eddy Khemiri, Ernesto Solis, Patrik Raynaud
Animação: Ernesto Solis, Flybumbax
Empresa(s) produtora(s): Bananeira Filmes
Música: Daniel Perlin