O feicebuque realmente nos trata como as crianças mal
educadas que somos. Se eu tinha alguma dúvida, dissipei-a hoje pela manhã.
É interessante que ele, o feicebuque, avise o aniversariante
do dia. A gente abre a caixa de mails e tá lá a lembrança: “Fulano faz
aniversário hoje”. OK, fico agradecido por me avisar da efeméride e quem sabe
evitar uma gafe. Mas eu deveria fazer o que eu quisesse com essa informação,
inclusive nada. Mas o feicebuque, como uma madre superiora com os óculos na
ponta do nariz e uma régua na mão adverte imperiosamente: “Dê os parabéns pra
Fulano!”
Da penumbra, oculto por um pilar, ele observou o homem
atravessar o pátio. Um grandalhão com cara de sádico, armado com um cassetete.
Poderia atacá-lo de surpresa, ele considerou, enquanto o homem se detinha e
espiava ao redor, atento. Mas estava sem sua pistola e resolveu não correr
riscos desnecessários. Preferiu esperar que o vigia terminasse a ronda.
Assim que se desfez no ar o som que o homem produziu, ao
fechar atrás de si uma pesada porta de ferro, ele se moveu. Cruzou o pátio,
aumentando a velocidade e a largura dos passos ao passar pela zona iluminada.
De novo na penumbra, manteve-se imóvel por um tempo, recuperando o controle da
respiração, o coração batendo acelerado. Ele conhecia bem o inimigo, sabia o
que o aguardava se fosse apanhado. Mas isso não aconteceria. E o medo não iria
impedi-lo de cumprir sua missão.
Um cachorro latiu em algum lugar ali perto. Ele aguçou os
ouvidos, prendeu a respiração. E esperou. Nada aconteceu. O pátio continuou
deserto e silencioso, azulado pela luz da lua.
A arma fazia falta, ele pensou. Com ela na mão, estaria mais
confiante. Mas profissionais como ele eram preparados para lidar com situações
adversas. Então deixou a penumbra e começou a galgar a calha, apoiando-se nas
emendas. Cada movimento desprendia um ruído preocupante da estrutura de metal.
Se a calha cedesse ao seu peso, ele olhou para baixo, seria uma queda e tanto.
Foi nesse momento que escutou o barulho da chave na porta de ferro. E, com um
arranque que fez ranger a calha inteira, alcançou a mureta e passou ao segundo
piso.
Ali, permaneceu agachado, de olho no pátio. O som da calha
ainda retinia em seu ouvido quando o grandalhão surgiu na área iluminada. Por
um segundo, teve a impressão de que o homem olhou em sua direção e isso ó
deixou tenso, com os músculos retesados. Mas o vigia parecia despreocupado:
assobiava e batia o cassetete na palma da mão enquanto fazia o trajeto até o
lado oposto do pátio.
Ele se levantou e passou a um corredor comprido, fracamente
iluminado. Andava com cautela, pisando em silêncio, como um gato — fora
treinado para isso. Até que, no final do corredor, uma porta trancada o deteve.
Poderia arrombá-la com o ombro, mas na certa seria denunciado pelo barulho. Por
isso, abaixou-se e forçou a maçaneta várias vezes, sem nenhum resultado
prático. Então o som de passos às suas costas fez com que se erguesse como uma
mola. Os dois homens se aproximavam devagar, obstruindo o corredor com seus
corpos musculosos:
"Olha só o que temos aqui", disse um deles.
Aquele era o momento crítico de sua missão, e ele estava sem
sua arma. Mas tivera muito trabalho para chegar até ali e não podia se render
sem luta. Percebendo que ele se colocava em guarda, o homem à sua esquerda
abriu os braços:
"Calma, ninguém precisa se machucar aqui".
Foi esse homem que ele atingiu de raspão com um soco,
enquanto o outro o agarrava e ambos rolavam pelo chão. Ele esperneou, chutou e
até mordeu um dos homens, mas acabou subjugado numa gravata tão apertada que o
fez perder os sentidos.
Quando acordou, ele se sentia atordoado, com a boca pastosa.
No interrogatório, do qual lembrava apenas detalhes imprecisos, tinham usado
drogas para fazê-lo falar. Mas ele estava. certo de que não revelara nada, fora
treinado para resistir até ao soro da verdade.
A mulher que entrou no quarto nesse momento era jovem e
bonita e sorriu para ele de um jeito amistoso.
"Está tudo bem com você?”
A voz soava macia, os gestos, calmos. O inimigo mudava de
tática e agora tentava seduzi-lo. Ele se levantou da cama e cambaleou até a
janela.
"Você vai acabar se machucando de verdade", a
mulher disse.
E apontou a pilha de livros sobre o criado-mudo. Livros
baratos, de papel ordinário.
“Seria melhor você parar de ler essas, porcarias, estão
piorando a sua cabeça.”
Por entre as grades da janela, ele viu o pátio cercado por
muros altos. E ficou em dúvida por um instante. Só um instante. Ela ainda falou
que aquelas tentativas de fuga atrapalhavam o tratamento. Mas ele sabia que o
inimigo tentava confundi-lo. Queriam que ele ficasse em dúvida sobre quem era e
o que estava fazendo ali.
Bebê, música de Hermeto Pascoal, foi gravada pela primeira vez no disco Natural Feelings, de Airto Moreira, em 1970. O próprio Hermeto regravaria a canção em seu primeiro disco solo, A Música Livre de Hermeto Paschoal (com H mesmo), em 1973.
Em 1980, o guitarrista, vilonista, bandolinista, compositor e arranjador Heraldo do Monte, ex-integrante do Quarteto Novo, lança o disco que leva seu nome pela gravadora Som da Gente, responsável pelo registro fonográfico de vários instrumentistas brasileiros esquecidos pelas grandes gravadoras. Bebê recebeu uma magnífica e inusitada interpretação.
A Noite Espanhola do pintor francês Francis Picabia foi executada em um estilo gráfico ultramoderno e mostra a silhueta de um casal dançando flamenco, misteriosa e erótica dança espanhola adotada pela vanguarda europeia.
O estilo da pintura é considerado experimental e nela os dançarinos não investidos de pronfundo simbolismo. Capturado em silhueta, o casal é quase destituído de identidade e acaba adquirindo um certo ar de mistério. A bidimensionalidade do quadro fica por conta dos furos de bala adicionados na obra. Dessa maneira, os dançarinos se tornam meras figuras recortadas para a prática de tiro ao albo, tema bastante adotado por pintores surrealistas. A obra marca uma importante mudança cronológica: a morte do Dadaísmo, que, no início dos anos 1920, abriu caminho para o Surrealismo. Por isso o quadro está "encurralado" entre duas ideologias (o Dadaísmo e o Surrealismo) e representa a simbiose entre os dois movimentos. O plano da imagem é seccionado em metades em preto e branco. O plano esquerdo mostra a silhueta negra de um dançarino, enquanto à dreita, a forma negativa de uma figura feminina se destaca no fundo preto. O arranjo funciona como uma metáfora visual para os galanteios e a tensão causados pela dança. Os furos de bala aumentam ainda mais a tensão da cena, enquanto os alvos no corpo da figura feminina identificam o que é visado no corpo dela. 3 detalhes de A Noite Espanhola se destacam: 1. Alvos: Símbolos da sexualidade, os alvos foram estrategicamente posicionados no corpo da mulher e sugerem uma perturbadora relação entre paixão e perigo. 2. Assimetria: Cada figura penetra de forma sutil o espaço oposto, ameaçando a simetria da composição e atraindo o olhar do observador para os espaços negativos da obra. 3. Figura masculina: As feições rudes do dançarino fazem contraste com a tinta branca, o que revela o olhar masculino e comprova o fascínio vouyerístico do Surrealismo pela forma feminina. As nuances sociais de branco e preto apresentam o homem como um evidente protagonista da cena. Ficha Técnica - A Noite Espanhola: Autor: Francis Picabia Onde ver: Coleção particular Ano: 1922 Técnica: Óleo sobre tela Tamanho: 186cm x 150cm Movimento: Surrealismo Com Universia Brasil
Esta semana, o caso da vice-miss bumbum que foi parar na UTI por colocar um produto chamado hidrogel nas coxas repercutiu (palavra da moda) dez vezes mais do que a infecção urinária do Pelé. Ah, e conseguiram me convencer que o Roberto Bolaños era um gênio. Agora chega, por favor. Eu envelheço, eu envelheço...
José Francisco Mello “Bebeco” Garcia
nasceu em Rio Grande, em 1953.
Em sua cidade natal, tocou com a banda A Farinha do Bruxo, mas
logo mudou-se para Porto Alegre, onde fez parte da banda A Barra do Porto,
junto com o músico Mutuca. Em 1982, gravou com Mutuca & Amigos, nos
estúdios da ISAEC, ao lado do baterista Edinho Galhardi e do baixista Flávio
Chaminé. Em 1983, Bebeco participou da gravação de Risco no Céu, LP de Carlinhos
Hartlieb, como coautor e guitarrista da música Nós Que Ficamos Sós, feita
para John Lennon, que há pouco tempo havia sido assassinado.
Em julho de 1983, Bebeco, Edinho, o saxofonista King Jim e o
baixista Mitch Marini fundaram a banda Garotos da Rua, inicialmente tocando
como a banda da casa no bar Rocket 88, de propriedade de Mutuca. A primeira
demo do grupo, "Sabe o Que Acontece Comigo?", foi gravada seis meses depois, com a
entrada do baixista Geraldo Freitas e do guitarrista Justino Vasconcelos. Em
seguida, os Garotos da Rua iniciaram uma série de shows pelo Rio Grande do Sul.
A formação original da banda teve fim em 1989, após o
lançamento do disco Não Basta Dizer Não, de 1988, mas até 1994 Bebeco manteve o
nome Garotos da Rua, realizando shows acompanhado por músicos convidados.
Songs In The Key Of Life é o décimo oitavo álbum do Stevie Wonder, lançado em 1976. Levou mais de dois anos da concepção ao lançamento, e hoje é considerado como um dos melhores e mais criativos momentos da carreira de mais de 40 anos do artista.
O disco foi campeão de vendas no mundo todo. Entrou em primeiro lugar na parada de álbuns da Billboard, e lá permaneceu por 14 semanas, além de continuar no Top 40 por um total de 44 semanas. No Reino Unido, o disco chegou a número 2, e se manteve nas paradas por mais de um ano. Este incrível sucesso de vendas se consolidou quando Stevie Wonder ganhou, em 1976, o Grammy de Melhor performance vocal masculina e o de melhor álbum do ano. "Songs in the Key of Life foi um nome que tirei de um sonho que tive", diz Stevie Wonder.
Songs in the Key of Life tornou-se um dos álbuns mais aclamados pela crítica da carreira de Stevie Wonder. Em 2005, foi classificado número 57 na lista da revista Rolling Stone dos 500 maiores álbuns de todos os tempos e foi preservado no Registro Nacional de Gravações da Biblioteca do Congresso, que o chamou de "culturalmente, historicamente e esteticamente significante".
Em 1976, Stevie Wonder tinha se tornado uma das figuras mais populares no R & B e da música pop não só nos EUA, mas no mundo inteiro. Dentro de um curto espaço de tempo, os álbuns Talking Book, Innervisions e Fulfillingness 'First Finale foram sucessos fulminantes, com os dois últimos vencedo o Grammy de Álbum do Ano, em 1974 e 75, respectivamente. Reza a lenda que Wonder havia resolvido interromper a carreira, mas mudou sua decisão quando a Motown lhe acenou com um milionário contrato. Na época, rivais como a Arista e a Epic também estavam interessadas nele. O contrato rezava que ele deveria gravar sete discos em sete anos, pelo valor de 37 milhões dólares - o maior contarto da indústria fonográfica até então - e lhe conferia o controle absoluto de sua obra e de suas gravações.
O disco também foi o mais bem sucedido projeto Stevie Wonder em termos de singles. "I Wish", lançado em novembro de 1976, alcançou o número 1 na parada da Billboard R & B, onde passou cinco semanas no topo. Sete dias depois, também alcançou o topo da Billboard Hot 100. A faixa se tornou um top-10 internacional, e também alcançou o número cinco no Reino Unido. "I Wish" tornou-se um dos padrões de Wonder continuou sendo uma das suas canções mais executadas. O jazzy "Sir Duke" superou o sucesso comercial de "I Wish". Foi lançado em Março de 1977 e também alcançou o número 1 na Billboard Hot 100. Também chegou a número 2 no Reino Unido. "Isn't She Lovely", com o choro da filha Aisha, ao fundo, tornou-se um clássico.
Um total de 130 pessoas trabalharam no álbum. Entre as pessoas presentes durante as sessões, havia figuras lendárias do R & B, do soul e do jazz - Herbie Hancock, em "AS", George Benson, tocando guitarra em "Another Star", e Minnie Riperton e Deniece Williams fazendo backing vocals em "Ordinary Pain". Mike Sembello tocou guitarra em várias faixas e também co-escreveu "Saturn" com Wonder.
Side one
1. “Love's in Need of Love Today” (Stevie Wonder) – 7:06
Stevie Wonder – lead and background vocal, Fender Rhodes
Mary Lee Whitney – background vocals
Dave Hanson, Yolanda Simon, Josette Valentino – handclaps
4. “Another Star” (Wonder) – 8:08
Bobbi Humphrey – flute
George Benson – guitar and background vocals
Hank Redd – alto saxophone
Raymond Maldonado – trumpet
Trevor Laurence – tenor saxophone
Steve Madaio – trumpet
Nathan Alford, Jr. – percussion
Carmello Hungria Garcia – timbales
Stevie Wonder – lead vocal and background vocals, piano, drums
Nathan Watts – bass
Josie James – background vocals
Nota da redação: Songs in the Key of Life é um dos discos mais fodões de todos os tempos. Além de ter sido gravado com todos os mais modernos recursos da época, o disco mostra um gênio do pop na plenitude da criatividade. Na faixa 1 do lado 4 (Ngiculela – Es Una Historia – I Am Singing), o safado dá uma aula de interpretação (emissão de sílabas, intensidade etc.). Não é à toa que centenas de ícones da música batem cabeça para este disco. wikipedia
Water Queiroz nasceu em 1944, em Salvador, BA. Compositor, violonista, cantor, advogado e publicitário, é sobrinho do escritor José de Queiroz Júnior e do compositor Nilo Queiroz e primo do saxofonista Cacao Chamiê e do compositor Fred Falcão.
Em 1968, convidado por Glauber Rocha, participou, como compositor, da trilha sonora do filme "O dragão da maldade contra o o santo guerreiro", com a canção "Diálogo na gruta". Ainda em 1968, começou a compor jingles para o mercado publicitário.
Em 1970, mudou-se para o Rio de Janeiro. No ano seguinte, venceu o V Festival Nordestino da Música Popular Brasileira, com a canção "Antes de partir" (com Antônio Burgos Lima). Também em 1971, apresentado pela dupla Antônio Carlos e Jocafi, iniciou fértil parceria com César Costa Filho, obtendo sucesso com a gravação de sua música "Dose pra leão", registrada pelo parceiro no LP "E os sambas viverão". Em 1972, compôs "Feijãozinho com torresmo", obtendo sucesso nacional com a gravação de Maria Creuza.
Ainda na década de 1970, participou da trilha sonora da novela "Gabriela" (1975), como autor da canção "Filho da Bahia", primeira música gravada por Fafá de Belém, e como intérprete de "Quero ver descer, quero ver subir" (folclore baiano). Participou, como compositor, de trilhas sonoras de novelas da Rede Globo, como "Uma rosa com amor" (com a música "Do amor fazer novas lendas", em parceria com César Costa Filho), "Saramandaia" (também como intérprete da faixa "Bole-bole") e da já citada "Gabriela", na década de 1970, "Sinhá moça" (também como intérprete da faixa "Camará") e da mini-série "Tenda dos milagres" (também como intérprete da faixa "Maluco pra te ver", em parceria com Vevé Calazans), na década de 1980.
Constam da relação dos intérpretes de suas canções artistas como Dóris Monteiro, Beth Carvalho, Vicente Barreto, Trio Elétrica Dodô e Osmar, Antônio Carlos & Jocafi, Maria Creuza, Fafá de Belém, Marku Ribas, Luiz Caldas, Milton Banana, Gerônimo, Margareth Menezes, César Costa Filho e Amelinha, entre outros. Em 1986, gravou o tema de abertura, de sua autoria, da novela "Cambalacho" (Rede Globo).
"I’ve seen things you people wouldn’t believe. Attack ships on fire off the shoulder of Orion. I watched C-beams glitter in the dark near the Tannhaüser Gate. All those moments will be lost in time, like tears in the rain. Time to die."
(Eu vi coisas que vocês homens nunca acreditariam. Naves de guerra em chamas na constelação de Orion. Vi raios-C resplandecentes no escuro perto do Portal de Tannhaüser. Todos esses momentos se perderão no tempo, como lágrimas na chuva. Hora de morrer.)
Na última sexta-feira (28/11), uma parte da infância de muitos brasileiros se foi. Roberto Gomez Bolaños, o criador de personagens icônicos da TV, como Chaves e Chapolin, faleceu aos 85 anos. (Terra)
O que chama a atenção sobre a morte do Bolaños, além da apelação barata das reportagens, é a reação também barata dos pesarosos e emocionados de plantão. Uma atriz chamada Paula Braun irritou alguns fãs ao perguntar se a emoção de quem se sentiu "órfão" pela perda do humorista não era um pouquinho demais. Só que a repercussão foi tão ruim que ela decidiu apagar o comentário do tuíter e se retratar. Não conheço a moça, mas gostei do que ele escreveu. Só que estragou tudo ao se retratar dizendo que foi mal interpretada. Cagona!
No clicrbs uma notícia sobre um assalto a um motel na zona sul da Muileal em que uma funcionária acabou sendo estuprada. A matéria termina dizendo que a mulher foi encaminhada a um hospital de Porto Alegre. Ainda bem que não perderam tempo levando a pobre mulher para um hospital de Canoas, Cachoeirinha, Viamão...
Grêmio define redução da folha salarial e Zé Roberto pode sair
Sem Libertadores no horizonte, o Grêmio passará por um corte profundo de gastos no futebol. Para isso, já está definido que Dudu, Alán Ruiz e até Zé Roberto não permanecem para 2015.
“Ela estava completamente nua, deitada de bruços na areia do deserto, com as pernas abertas, os longos cabelos esvoaçando ao vento, a cabeça inclinada para trás, com os olhos fechados. Parecia perdida em seus pensamentos, longe do mundo, reclinada naquela duna varrida pelo vento da Califórnia, perto da fronteira mexicana, adornada com nada mais que sua beleza natural. Não usava jóias nem flores no cabelo; não havia pegadas na areia, nada indicava a data ou perturbava a perfeição daquela fotografia, exceto os dedos úmidos do garoto de dezessete anos que a segurava e a olhava com desejo e luxúria adolescente.”
Estava olhando “as redes sociais” enquanto o ônibus não
parte. Lá pelas tantas vejo: “estou atrasada, preciso correr”. Não era alguém cuja
missão em atraso fosse mudar o rumo da humanidade. Sequer eu sabia quem era,
não sei direito como aquilo foi parar na minha tela. Ingenuamente, fiquei
pensando se não seria mais fácil correr para a sua lide do que anunciar para o mundo
(ou para uma pequena parte do mundo) que estava atrasada. A minha conclusão é
que eu realmente não entendo nada de redes sociais.
Mauro Celso Semenzzatto, mais conhecido como Mauro Celso, nasceu em 1951, em São José do Rio Pardo, São Paulo, e morreu em 1989, em Iguape. Ficou conhecido com a música "Farofa-fá", que participou do festival "Abertura", na época exibido ao vivo pela Rede Globo. Embora a canção não tenha sido escolhida, sua apresentação foi bem recebida pelo público. "Farofa-fá" ficou entre as 10 faixas mais tocadas no Brasil em 1975. Também lançou a música "Bilu-teteia". Lançou, em 1975, um LP chamado Mauro Celso para Crianças Até 80 Anos. Faleceu em um acidente de carro no qual morreu afogado. Durante algum tempo foi dirigente do time de futebol Monte Negro, de Osasco.
“Minha música não segue uma sonoridade, é tudo meio maluco, misturado. Acho que é por causa da minha cor. Todo albino tem a cor universal, passa por várias raças.”