sexta-feira, 2 de agosto de 2013
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
PAUTA EXTRA
Pauta Extra 15. Gravado em 31/07/2013.
Para download vá em http://www.4shared.com/mp3/ifeSaOLh/PautaExtra15.html.
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CORREIO DO CORVO
Morre em Porto Alegre o baixista Edson Júnior
Músico, de 51 anos, morreu em decorrência de um problema renal
Zero Hora
Morreu na tarde desta quarta-feira, em Porto Alegre, o baixista Edson Júnior, conhecido como Neguinho Jr. O músico tinha 51 anos e tratava um problema renal há mais de 10 anos, com sessões semanais de hemodiálise, e estava internado no Hospital Beneficência Portuguesa. O enterro será às 16h desta quinta-feira, no Cemitério São Miguel e Almas, na Capital.
Edson ficou conhecido por tocar na noite e por fazer parceria com vários músicos gaúchos, entre eles Luiz Carlos Borges, Jahmai e Tonho Crocco. De acordo com o amigo e também músico Rafael Brasil, Edson era muito requisitado.
— Ele era um ótimo baixista e um grande amigo — diz.
Foi com Rafael que Edson fez alguns de seus últimos trabalhos: a gravação do clipe de Jantar a Dois, de Brasil, e - na semana retrasada - o show de lançamento do single.
Músico, de 51 anos, morreu em decorrência de um problema renal
Zero Hora
Morreu na tarde desta quarta-feira, em Porto Alegre, o baixista Edson Júnior, conhecido como Neguinho Jr. O músico tinha 51 anos e tratava um problema renal há mais de 10 anos, com sessões semanais de hemodiálise, e estava internado no Hospital Beneficência Portuguesa. O enterro será às 16h desta quinta-feira, no Cemitério São Miguel e Almas, na Capital.
Edson ficou conhecido por tocar na noite e por fazer parceria com vários músicos gaúchos, entre eles Luiz Carlos Borges, Jahmai e Tonho Crocco. De acordo com o amigo e também músico Rafael Brasil, Edson era muito requisitado.
— Ele era um ótimo baixista e um grande amigo — diz.
Foi com Rafael que Edson fez alguns de seus últimos trabalhos: a gravação do clipe de Jantar a Dois, de Brasil, e - na semana retrasada - o show de lançamento do single.
SIMONE DE BEAUVOIR
Estreia literária de Simone de Beauvoir, "A Convidada" completa 70 anos
EFE 01/08/2013
Catalina Guerrero
Madri
Há 70 anos, era publicado "A Convidada", estreia literária de Simone de Beauvoir, a filósofa francesa que com sua máxima "não se nasce mulher, torna-se mulher", cunhada em "O segundo sexo", deu uma contribuição fundamental ao feminismo e mudou o pensamento ocidental.
"O que as mulheres devem a Simone de Beauvoir é incomensurável", afirma a professora universitária, jornalista e escritora francesa Danièlle Sallenave na biografia "Castor de Guerre" (Castor era o apelido de Beauvoir, uma brincadeira com a palavra "beaver", castor em inglês).
Sallenave prossegue: "E não só as mulheres; os homens também", pois "a libertação das mulheres é uma condição 'sine qua non' para a libertação dos homens".
Filósofa questinou "feminilidade"
Aos 50 anos, ao escrever "Memórias de Uma Moça Bem-comportada" (1958), se empenhou ao máximo em mostrar que superaram a prova e que a partir daí formaram uma espécie de corpo único com duas cabeças.
Um casamento que terminou com a morte dele em 1980 (ela morreria seis anos mais tarde) e que superou os altos e baixos emocionais de novos trios amorosos, sempre com jovenzinhas, e de amantes mais ou menos estáveis na vida de ambos: o escritor Nelson Algren e um jovem Claude Lanzmann, diretor de cinema ("Shoah") e jornalista francês, no caso dela.
Fugiu do casamento, viveu sua bissexualidade e renunciou à maternidade, incompatível segundo sua opinião com sua vocação de escrever, que lhe tomava muito tempo e liberdade.
Se concentrou plenamente em construir uma vida e uma obra consequente com suas ideias com um rigor e uma exigência que extrapolou a todos os âmbitos de sua existência.
Sua grande ousadia foi questionar a "feminilidade", elevá-la à categoria de mito, de algo fabricado. Assim ganhou a imortalidade.
Com "O Segundo Sexo" tudo muda: confere unidade e brilho reivindicações dispersas e, sobretudo, lhes dá substrato filosófico, uma base conceitual.
Beauvoir ataca pedra a pedra (antropologia, sociologia, psicanálises, etnologia, literatura e história) o imenso edifício sobre o qual se assentava e justificava a dominação masculina.
A transcendência de seu ensaio é que milita não apenas a favor dos direitos das mulheres, mas do ser humano em geral.
Foi sua grande obra, embora ela não visse bem assim. "Alcancei - disse em suas memórias - um grande sucesso em minha vida: minha relação com Sartre". "É bonito que nossas vidas tenham podido estar em harmonia tanto tempo". Meio século.
EFE 01/08/2013
Catalina Guerrero
Madri
Há 70 anos, era publicado "A Convidada", estreia literária de Simone de Beauvoir, a filósofa francesa que com sua máxima "não se nasce mulher, torna-se mulher", cunhada em "O segundo sexo", deu uma contribuição fundamental ao feminismo e mudou o pensamento ocidental.
"O que as mulheres devem a Simone de Beauvoir é incomensurável", afirma a professora universitária, jornalista e escritora francesa Danièlle Sallenave na biografia "Castor de Guerre" (Castor era o apelido de Beauvoir, uma brincadeira com a palavra "beaver", castor em inglês).
Sallenave prossegue: "E não só as mulheres; os homens também", pois "a libertação das mulheres é uma condição 'sine qua non' para a libertação dos homens".
Filósofa questinou "feminilidade"
Aos 50 anos, ao escrever "Memórias de Uma Moça Bem-comportada" (1958), se empenhou ao máximo em mostrar que superaram a prova e que a partir daí formaram uma espécie de corpo único com duas cabeças.
Um casamento que terminou com a morte dele em 1980 (ela morreria seis anos mais tarde) e que superou os altos e baixos emocionais de novos trios amorosos, sempre com jovenzinhas, e de amantes mais ou menos estáveis na vida de ambos: o escritor Nelson Algren e um jovem Claude Lanzmann, diretor de cinema ("Shoah") e jornalista francês, no caso dela.
Fugiu do casamento, viveu sua bissexualidade e renunciou à maternidade, incompatível segundo sua opinião com sua vocação de escrever, que lhe tomava muito tempo e liberdade.
Se concentrou plenamente em construir uma vida e uma obra consequente com suas ideias com um rigor e uma exigência que extrapolou a todos os âmbitos de sua existência.
Sua grande ousadia foi questionar a "feminilidade", elevá-la à categoria de mito, de algo fabricado. Assim ganhou a imortalidade.
Com "O Segundo Sexo" tudo muda: confere unidade e brilho reivindicações dispersas e, sobretudo, lhes dá substrato filosófico, uma base conceitual.
Beauvoir ataca pedra a pedra (antropologia, sociologia, psicanálises, etnologia, literatura e história) o imenso edifício sobre o qual se assentava e justificava a dominação masculina.
A transcendência de seu ensaio é que milita não apenas a favor dos direitos das mulheres, mas do ser humano em geral.
Foi sua grande obra, embora ela não visse bem assim. "Alcancei - disse em suas memórias - um grande sucesso em minha vida: minha relação com Sartre". "É bonito que nossas vidas tenham podido estar em harmonia tanto tempo". Meio século.
ÁLBUM DA QUINTA
ALUCINAÇÃO (1976) BELCHIOR
Lançado em 1976, pela Polygram, Alucinação é o segundo álbum do compositor e cantor cearense Belchior. Integrante do Pessoal do Ceará, com Fagner, Ednardo, Rodger Rogério, Teti e Cirino, entre outros, ele já havia vencido o IV Festival Universitário da MPB, em 1971, com "Na Hora do Almoço" (gravada em compacto pela Copacabana), e "Mucuripe", dele e de Fagner, havia sido gravada por Elis, em 1972. Em 1973, grava mais um compacto pela Copacabana ("Sorry, Baby"), e o primeiro LP vem no ano seguinte - Mote e Glosa (Continental).
Alucinação é o disco que o alça à condição de grande da MPB. Conta com sucessos que o consagraram, como "Velha Roupa Colorida", "Como Nossos Pais" (lançadas por Elis Regina no disco Falso Brilhante) e "Apenas um Rapaz Latino-Americano".
O disco foi produzido por Mazzola e teve arranjos de Zé Roberto Bertrami. Diz a lenda que a guitarra da faixa 1A foi gravada por Ademir Cândido, que não aparece nos créditos.
Lado A
1. "Apenas Um Rapaz Latino Americano" 4:17
2. "Velha Roupa Colorida" 4:49
3. "Como Nossos Pais" 4:39
4. "Sujeito de Sorte" 3:15
5. "Como o Diabo Gosta" 2:04
Lado B
1. "Alucinação" 4:54
2. "Não Leve Flores" 4:12
3. "A Palo Seco" 2:56
4. "Fotografia 3x4" 5:22
5. "Antes do Fim" 0:57
Produzido por: Mazzola
Belchior - Violão e voz
José Roberto Bertrami - Arranjos, piano, órgão, sintetizador e arp
Paulo César - Baixo
Antenor - Violão, viola, guitarra
Marco G - Bateria
Ariovaldo - Percussão
quarta-feira, 31 de julho de 2013
PALADINO
Barbosa é questionado por compra de imóvel
SEVERINO MOTTA
DE BRASÍLIA - Folha de S. Paulo
Representante da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) no Conselho Nacional do Ministério Público, Almino Afonso cobrou ontem investigação sobre a compra de apartamento em Miami pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa.
Conforme a Folha revelou, Barbosa criou a Assas JB Corp., no Estado da Flórida (EUA), para a aquisição do imóvel em 2012, o que lhe permite benefícios fiscais.
Seu apartamento, de 73 m², tem quarto, sala, cozinha e banheiro. O valor do imóvel é estimado no mercado entre R$ 546 mil e R$ 1 milhão.
Durante sessão do Conselho, Afonso disse que o fato de Barbosa ser proprietário da empresa está em desacordo com a Loman (Lei Orgânica da Magistratura).
Pela norma, um magistrado não pode ser diretor ou sócio-gerente de uma empresa, apenas cotista.
Almino Afonso também defendeu que o Ministério Público apure o fato de o ministro do STF ter fornecido o endereço do imóvel funcional onde mora como a sede da empresa.
Decreto que rege a ocupação de móveis funcionais não permite o uso do bem para fim que não seja de moradia.
"Agora virou moda e até mesmo ministro da Suprema Corte compra apartamento no exterior usando uma empresa como se isso fosse comum, apesar da Loman não aceitar. Por certo isso será objeto de apuração do MP", disse.
SEVERINO MOTTA
DE BRASÍLIA - Folha de S. Paulo
Representante da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) no Conselho Nacional do Ministério Público, Almino Afonso cobrou ontem investigação sobre a compra de apartamento em Miami pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa.
Conforme a Folha revelou, Barbosa criou a Assas JB Corp., no Estado da Flórida (EUA), para a aquisição do imóvel em 2012, o que lhe permite benefícios fiscais.
Seu apartamento, de 73 m², tem quarto, sala, cozinha e banheiro. O valor do imóvel é estimado no mercado entre R$ 546 mil e R$ 1 milhão.
Durante sessão do Conselho, Afonso disse que o fato de Barbosa ser proprietário da empresa está em desacordo com a Loman (Lei Orgânica da Magistratura).
Pela norma, um magistrado não pode ser diretor ou sócio-gerente de uma empresa, apenas cotista.
Almino Afonso também defendeu que o Ministério Público apure o fato de o ministro do STF ter fornecido o endereço do imóvel funcional onde mora como a sede da empresa.
Decreto que rege a ocupação de móveis funcionais não permite o uso do bem para fim que não seja de moradia.
"Agora virou moda e até mesmo ministro da Suprema Corte compra apartamento no exterior usando uma empresa como se isso fosse comum, apesar da Loman não aceitar. Por certo isso será objeto de apuração do MP", disse.
DOS EXAMES
Reza a lenda que um professor de Direito Penal da UFRGS, em
um exame oral, espantou-se com a resposta que considerou muito idiota de um
aluno.
Nesse instante, o bedel abre a porta para perguntar ao
professor se precisa de alguma coisa. Aproveitando a oportunidade, o mestre,
querendo fazer um gracejo com a turma, fala:
- Traga um fardo de alfafa, por favor!
O aluno levanta o dedo em direção ao bedel:
- E pra mim um cafezinho!
Em outro exame, na Faculdade de Medicina, a questão versava
sobre os produtos naturais em que o carvão estava presente - desde o
"carbono natural" ao "negro animal". O inquiridor,
brincando, fez um trocadilho, ao flexionar significativamente as palavras:
- Me dá um exemplo de carvão, bruto!
O aluno respondeu a pergunta corretamente, mas também não
deixou de sugerir a pausa vocativa:
- Negro, animal!
MERCADO DE TRABALHO
O mercado de trabalho segue em plena ascensão...
Depois de celebridade da mídia, subcelebridade, ex-BBB, ator que não trabalha há anos, ex- jogador de futebol, namorada de boleiro, namorada de pagodeiro, namorada de sertanejo, modelo polivalente e sedutor profissional (devo ter esquecido algumas), descobri mais duas novas profissões: estudante (Geisy Arruda) e irmã do Neymar (irmã do Neymar).
Depois de celebridade da mídia, subcelebridade, ex-BBB, ator que não trabalha há anos, ex- jogador de futebol, namorada de boleiro, namorada de pagodeiro, namorada de sertanejo, modelo polivalente e sedutor profissional (devo ter esquecido algumas), descobri mais duas novas profissões: estudante (Geisy Arruda) e irmã do Neymar (irmã do Neymar).
PAUTA EXTRA
Pauta Extra 14. Gravado em 30/07/2013
Para Download do programa vá em
http://www.4shared.com/mp3/bgYhcKmi/PautaExtra14.html
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VERISSIMO
Homem que é homem
Luis Fernando Verissimo
Homem que é Homem não usa camiseta sem manga, a não ser para jogar basquete. Homem que é Homem não gosta de canapés, de cebolinhas em conserva ou de qualquer outra coisa que leve menos de 30 segundos para mastigar e engolir. Homem que é Homem não come suflê. Homem que é Homem — de agora em diante chamado HQEH — não deixa sua mulher mostrar a bunda para ninguém, nem em baile de carnaval. HQEH não mostra a sua bunda para ninguém. Só no vestiário, para outros homens, e assim mesmo, se olhar por mais de 30 segundos, dá briga.
HQEH só vai ao cinema ver filme do Franco Zeffirelli quando a mulher insiste muito, e passa todo o tempo tentando ver as horas no escuro. HQEH não gosta de musical, filme com a Jill Clayburgh ou do Ingmar Bergman. Prefere filmes com o Lee Marvin e Charles Bronson. Diz que ator mesmo era o Spencer Tracy, e que dos novos, tirando o Clint Eastwood, é tudo veado.
HQEH não vai mais a teatro porque também não gosta que mostrem a bunda à sua mulher. Se você quer um HQEH no momento mais baixo de sua vida, precisa vê-lo no balé. Na saída ele diz que até o porteiro é veado e que se enxergar mais alguém de malha justa, mata.
E o HQEH tem razão. Confesse, você está com ele. Você não quer que pensem que você é um primitivo, um retrógrado e um machista, mas lá no fundo você torce pelo HQEH. Claro, não concorda com tudo o que ele diz. Quando ele conta tudo o que vai fazer com a Feiticeira no dia em que a pegar, você sacode a cabeça e reflete sobre o componente de misoginia patológica inerente à jactância sexual do homem latino. Depois começa a pensar no que faria com a Feiticeira se a pegasse. Existe um HQEH dentro de cada brasileiro, sepultado sob camadas de civilização, de falsa sofisticação, de propaganda feminina e de acomodação. Sim, de acomodação. Quantas vezes, atirado na frente de um aparelho de TV vendo a novela das 8 — uma história invariavelmente de humilhação, renúncia e superação femininas — você não se perguntou o que estava fazendo que não dava um salto, vencia a resistência da família a pontapés e procurava uma reprise do Manix em outro canal? HQEH só vê futebol na TV. Bebendo cerveja. E nada de cebolinhas em conserva! HQEH arrota e não pede desculpas.
*
Se você não sabe se tem um HQEH dentro de você, faça este teste. Leia esta série de situações. Estude-as, pense, e depois decida como você reagiria em cada situação. A resposta dirá o seu coeficiente de HQEH. Se pensar muito, nem precisa responder: você não é HQEH. HQEH não pensa muito!
Situação 1
Você está num restaurante com nome francês. O cardápio é todo escrito em francês. Só o preço está em reais. Muitos reais. Você pergunta o que significa o nome de um determinado prato ao maître. Você tem certeza que o maîtreestá se esforçando para não rir da sua pronúncia. O maître levará mais tempo para descrever o prato do que você para comê-lo, pois o que vem é uma pasta vagamente marinha em cima de uma torrada do tamanho aproximado de uma moeda de um real, embora custe mais de cem. Você come de um golpe só, pensando no que os operários são obrigados a comer. Com inveja. Sua acompanhante pergunta qual é o gosto e você responde que não deu tempo para saber. 0 prato principal vem trocado. Você tem certeza que pediu um "Boeuf à quelque chose" e o que vem é uma fatia de pato sem qualquer acompanhamento. Só. Bem que você tinha notado o nome: "Canard melancolique". Você a princípio sente pena do pato, pela sua solidão, mas muda de idéia quando tenta cortá-lo. Ele é um duro, pode agüentar. Quando vem a conta, você nota que cobraram pelo pato e pelo "boeuf' que não veio. Você: a) paga assim mesmo para não dar à sua acompanhante a impressão de que se preocupa com coisas vulgares como o dinheiro, ainda mais o brasileiro; b) chama discretamente o maître e indica o erro, sorrindo para dar a entender que, "Merde, alors", estas coisas acontecem; ou c) vira a mesa, quebra uma garrafa de vinho contra a parede e, segurando o gargalo, grita: "Eu quero o gerente e é melhor ele vir sozinho!
Situação 2
Você foi convencido pela sua mulher, namorada ou amiga — se bem que HQEH não tem "amigas", quem tem "amigas" é veado — a entrar para um curso de Sensitivação Oriental. Você reluta em vestir a malha preta, mas acaba sucumbindo. O curso é dado por um japonês, provavelmente veado. Todos sentam num círculo em volta do japonês, na posição de lótus. Menos você, que, como está um pouco fora de forma, só pode sentar na posição do arbusto despencado pelo vento.
Durante 15 minutos todos devem fechar os olhos, juntar as pontas dos dedos e fazer "rom", até que se integrem na Grande Corrente Universal que vem do Tibete, passa pelas cidades sagradas da Índia e do Oriente Médio e, estranhamente, bem em cima do prédio do japonês, antes de voltar para o Oriente. Uma vez atingido este estágio, todos devem virar para a pessoa ao seu lado e estudar seu rosto com as pontas dos dedos. Não se surpreendendo se o japonês chegar por trás e puxar as suas orelhas com força para lembrá-lo da dualidade de todas as coisas. Durante o "rom" você faz força, mas não consegue se integrar na grande corrente universal, embora comece a sentir uma sensação diferente que depois revela-se ser câimbra. Você: a) finge que atingiu a integração para não cortar a onda de ninguém; b) finge que não entendeu bem as instruções, engatinha fazendo "rom" até o lado daquela grande loura e, na hora de tocar o seu rosto, erra o alvo e agarra os seios, recusando-se a soltá-los mesmo que o japonês quase arranque as suas orelhas; c) diz que não sentiu nada, que não vai seguir adiante com aquela bobagem, ainda mais de malha preta, e que é tudo coisa de veado.
Situação 3
Você está numa daquelas reuniões em que há lugares de sobra para sentar, mas todo mundo senta no chão. Você não quis ser diferente, se atirou num almofadão colorido e tarde demais descobriu que era a dona da casa. Sua mulher ou namorada está tendo uma conversa confidencial, de mãos dadas, com uma moça que é a cara do Charlton Heston, só que de bigode. O jantar é à americana e você não tem mais um joelho para colocar o seu copo de vinho enquanto usa os outros dois para equilibrar o prato e cortar o pedaço de pato, provavelmente o mesmo do restaurante francês, só que algumas semanas mais velho. Aí o cabeleireiro de cabelo mechado ao seu lado oferece:
— Se quiser usar o meu...
— O seu...?
— Joelho.
— Ah...
— Ele está desocupado.
— Mas eu não o conheço.
— Eu apresento. Este é o meu joelho.
— Não. Eu digo, você...
— Eu, hein? Quanta formalidade. Aposto que se eu estivesse oferecendo a perna toda você ia pedir referências. Ti-au.
Você: a) resolve entrar no espírito da festa e começa a tirar as calças; b) leva seu copo de vinho para um canto e fica, entre divertido e irônico, observando aquele curioso painel humano e organizando um pensamento sobre estas sociedades tropicais, que passam da barbárie para a decadência sem a etapa intermediária da civilização; ou c) pega sua mulher ou namorada e dá o fora, não sem antes derrubar o Charlton Heston com um soco.
Se você escolheu a resposta a para todas as situações, não é um HQEH. Se você escolheu a resposta b, não é um HQEH. E se você escolheu a resposta c, também não é um HQEH. Um HQEH não responde a testes. Um HQEH acha que teste é coisa de veado.
Situação 1
Você está num restaurante com nome francês. O cardápio é todo escrito em francês. Só o preço está em reais. Muitos reais. Você pergunta o que significa o nome de um determinado prato ao maître. Você tem certeza que o maîtreestá se esforçando para não rir da sua pronúncia. O maître levará mais tempo para descrever o prato do que você para comê-lo, pois o que vem é uma pasta vagamente marinha em cima de uma torrada do tamanho aproximado de uma moeda de um real, embora custe mais de cem. Você come de um golpe só, pensando no que os operários são obrigados a comer. Com inveja. Sua acompanhante pergunta qual é o gosto e você responde que não deu tempo para saber. 0 prato principal vem trocado. Você tem certeza que pediu um "Boeuf à quelque chose" e o que vem é uma fatia de pato sem qualquer acompanhamento. Só. Bem que você tinha notado o nome: "Canard melancolique". Você a princípio sente pena do pato, pela sua solidão, mas muda de idéia quando tenta cortá-lo. Ele é um duro, pode agüentar. Quando vem a conta, você nota que cobraram pelo pato e pelo "boeuf' que não veio. Você: a) paga assim mesmo para não dar à sua acompanhante a impressão de que se preocupa com coisas vulgares como o dinheiro, ainda mais o brasileiro; b) chama discretamente o maître e indica o erro, sorrindo para dar a entender que, "Merde, alors", estas coisas acontecem; ou c) vira a mesa, quebra uma garrafa de vinho contra a parede e, segurando o gargalo, grita: "Eu quero o gerente e é melhor ele vir sozinho!
Situação 2
Você foi convencido pela sua mulher, namorada ou amiga — se bem que HQEH não tem "amigas", quem tem "amigas" é veado — a entrar para um curso de Sensitivação Oriental. Você reluta em vestir a malha preta, mas acaba sucumbindo. O curso é dado por um japonês, provavelmente veado. Todos sentam num círculo em volta do japonês, na posição de lótus. Menos você, que, como está um pouco fora de forma, só pode sentar na posição do arbusto despencado pelo vento.
Durante 15 minutos todos devem fechar os olhos, juntar as pontas dos dedos e fazer "rom", até que se integrem na Grande Corrente Universal que vem do Tibete, passa pelas cidades sagradas da Índia e do Oriente Médio e, estranhamente, bem em cima do prédio do japonês, antes de voltar para o Oriente. Uma vez atingido este estágio, todos devem virar para a pessoa ao seu lado e estudar seu rosto com as pontas dos dedos. Não se surpreendendo se o japonês chegar por trás e puxar as suas orelhas com força para lembrá-lo da dualidade de todas as coisas. Durante o "rom" você faz força, mas não consegue se integrar na grande corrente universal, embora comece a sentir uma sensação diferente que depois revela-se ser câimbra. Você: a) finge que atingiu a integração para não cortar a onda de ninguém; b) finge que não entendeu bem as instruções, engatinha fazendo "rom" até o lado daquela grande loura e, na hora de tocar o seu rosto, erra o alvo e agarra os seios, recusando-se a soltá-los mesmo que o japonês quase arranque as suas orelhas; c) diz que não sentiu nada, que não vai seguir adiante com aquela bobagem, ainda mais de malha preta, e que é tudo coisa de veado.
Situação 3
Você está numa daquelas reuniões em que há lugares de sobra para sentar, mas todo mundo senta no chão. Você não quis ser diferente, se atirou num almofadão colorido e tarde demais descobriu que era a dona da casa. Sua mulher ou namorada está tendo uma conversa confidencial, de mãos dadas, com uma moça que é a cara do Charlton Heston, só que de bigode. O jantar é à americana e você não tem mais um joelho para colocar o seu copo de vinho enquanto usa os outros dois para equilibrar o prato e cortar o pedaço de pato, provavelmente o mesmo do restaurante francês, só que algumas semanas mais velho. Aí o cabeleireiro de cabelo mechado ao seu lado oferece:
— Se quiser usar o meu...
— O seu...?
— Joelho.
— Ah...
— Ele está desocupado.
— Mas eu não o conheço.
— Eu apresento. Este é o meu joelho.
— Não. Eu digo, você...
— Eu, hein? Quanta formalidade. Aposto que se eu estivesse oferecendo a perna toda você ia pedir referências. Ti-au.
Você: a) resolve entrar no espírito da festa e começa a tirar as calças; b) leva seu copo de vinho para um canto e fica, entre divertido e irônico, observando aquele curioso painel humano e organizando um pensamento sobre estas sociedades tropicais, que passam da barbárie para a decadência sem a etapa intermediária da civilização; ou c) pega sua mulher ou namorada e dá o fora, não sem antes derrubar o Charlton Heston com um soco.
Se você escolheu a resposta a para todas as situações, não é um HQEH. Se você escolheu a resposta b, não é um HQEH. E se você escolheu a resposta c, também não é um HQEH. Um HQEH não responde a testes. Um HQEH acha que teste é coisa de veado.
*
Este país foi feito por Homens que eram Homens. Os desbravadores do nosso interior bravio não tinham nem jeans, quanto mais do Pierre Cardin. O que seria deste pais se Dom Pedro I tivesse se atrasado no dia 7 em algum cabeleireiro, fazendo massagem facial e cortando o cabelo à navalha? E se tivesse gritado, em vez de "Independência ou Morte", "Independência ou Alternativa Viável, Levando em Consideração Todas as Variáveis!"? Você pode imaginar o Rui Barbosa de sunga de crochê? O José do Patrocínio de colant? 0 Tiradentes de kaftan e brinco numa orelha só? Homens que eram Homens eram os bandeirantes. Como se sabe, antes de partir numa expedição, os bandeirantes subiam num morro em São Paulo e abriam a braguilha. Esperavam até ter uma ereção e depois seguiam na direção que o pau apontasse. Profissão para um HQEH é motorista de caminhão. Daqueles que, depois de comer um mocotó com duas Malzibier, dormem na estrada e, se sentem falta de mulher, ligam o motor e trepam com o radiador. No futebol HQEH é beque central, cabeça-de-área ou centroavante. Meio-de-campo é coisa de veado. Mulher do amigo de Homem que é Homem é homem. HQEH não tem amizade colorida, que é a sacanagem por outros meios. HQEH não tem um relacionamento adulto, de confiança mútua, cada um respeitando a liberdade do outro, numa transa, assim, extraconjugal mas assumida, entende? Que isso é papo de mulher pra dar pra todo mundo. HQEH acha que movimento gay é coisa de veado.
HQEH nunca vai a vernissage.
HQEH não está lendo a Marguerite Yourcenar, não leu a Marguerite Yourcenar e não vai ler a Marguerite Yourcenar.
HQEH diz que não tem preconceito mas que se um dia estivesse numa mesma sala com todas as cantoras da MPB, não desencostaria da parede.
Coisas que você jamais encontrará em um HQEH: batom neutro para lábios ressequidos, pastilhas para refrescar o hálito, o telefone do Gabeira, entradas para um espetáculo de mímica.
Coisas que você jamais deve dizer a um HQEH: "Ton sur ton", "Vamos ao balé?", "Prove estas cebolinhas".
Coisas que você jamais vai ouvir um HQEH dizer: "Assumir", "Amei", "Minha porção mulher", "Acho que o bordeau fica melhor no sofá e a ráfia em cima do puf".
Não convide para a mesma mesa: um HQEH e o Silvinho.
HQEH acha que ainda há tempo de salvar o Brasil e já conseguiu a adesão de todos os Homens que são Homens que restam no país para uma campanha de regeneração do macho brasileiro.
Os quatro só não têm se reunido muito seguidamente porque pode parecer coisa de veado.
HQEH nunca vai a vernissage.
HQEH não está lendo a Marguerite Yourcenar, não leu a Marguerite Yourcenar e não vai ler a Marguerite Yourcenar.
HQEH diz que não tem preconceito mas que se um dia estivesse numa mesma sala com todas as cantoras da MPB, não desencostaria da parede.
Coisas que você jamais encontrará em um HQEH: batom neutro para lábios ressequidos, pastilhas para refrescar o hálito, o telefone do Gabeira, entradas para um espetáculo de mímica.
Coisas que você jamais deve dizer a um HQEH: "Ton sur ton", "Vamos ao balé?", "Prove estas cebolinhas".
Coisas que você jamais vai ouvir um HQEH dizer: "Assumir", "Amei", "Minha porção mulher", "Acho que o bordeau fica melhor no sofá e a ráfia em cima do puf".
Não convide para a mesma mesa: um HQEH e o Silvinho.
HQEH acha que ainda há tempo de salvar o Brasil e já conseguiu a adesão de todos os Homens que são Homens que restam no país para uma campanha de regeneração do macho brasileiro.
Os quatro só não têm se reunido muito seguidamente porque pode parecer coisa de veado.
Texto extraído do livro "As mentiras que os homens contam, Editora Objetiva - Rio de Janeiro, 2000, pág. 89.
terça-feira, 30 de julho de 2013
ESPETÁCULO DA ARQUIBANCADA
Ermã escreve:
Num tradicional programa de rádio aqui da Mui Leal, há pouco, tratava-se sobre a polêmica do dia: o GRE-Nal de domingo próximo, o primeiro na
Arena do Grêmio, terá torcida única.
A decisão é da Brigada Militar, acatada ser pelo Ministério
Público do RS, sob a alegação de que, dessa forma, melhor atende às condições de
segurança necessárias.
Há um tanto de verdade nas alegações da Brigada Militar, que,
sejamos francos, também busca proteger-se das acusações de truculência, que
certamente viriam caso tivesse que dar conta de duas turbas rivais, mas
‘apaixonadas por futebol’.
Em certo ponto do programa, abre-se o microfone para ‘O Povo
nas Ruas’ – assim com letra maiúscula, ‘pra denotar a importância dele, o Povo.
A imensa maioria de ouvintes logo manda opiniões do tipo “Sou contra. A graça
do GRE-Nal é ter a torcida rival, ‘pra revidar os xingamentos”.
E eu aqui, ingênua, achando que a arbitrariedade da decisão
ficava por conta da impossibilidade dos colorados não poderem ver, ao vivo, in
loco, o seu time.
Que nada! Futebol hoje é tudo aquilo que acontece no estádio
e também fora do campo. A torcida (e aqui caberia toda uma nova reflexão) vale
mais do que o golo.
Parabéns, Povo da Rua! É por tua culpa que os colorados vão
assistir o jogo no boteco.
PRIMEIROS PARÁGRAFOS INESQUECÍVEIS
Nossa época é essencialmente trágica, por isso nos recusamos
a vê-la tragicamente. O cataclismo já aconteceu e nos encontramos em meio às
ruínas, começando a construir novos pequenos habitats, a adquirir novas
pequenas esperanças. É trabalho difícil: não temos mais pela frente um caminho
aberto para o futuro, mas contornamos ou passamos por cima dos obstáculos.
Precisamos viver, não importa quantos tenham sido os céus que desabaram. Era
esta mais ou menos a posição de Constance Chatterley. A guerra derrubara o teto
sobre sua cabeça. E ela percebera que todos precisamos viver e aprender.
O Amante de Lady Chatterley - 1928 - D.W.Laurence
segunda-feira, 29 de julho de 2013
DE ÔNIBUS
Poucos prazeres nesta vida se comparam ao momento em que o
ônibus parte e a poltrona ao seu lado permanece vazia. Talvez o sal deslizando do saleiro sem precisar de uma pancada na mesa ou a visão de uma enorme pilha de cestinhos
verdes na entrada do supermercado, sinalizando que ele está vazio...
Com alguma regularidade, faço uma viagem interestadual de
aproximadamente quatro horas, sem paradas. Para um sujeito sem ambições como eu, quatro horas sentado com um livro, um walkman com carga e rock suficiente para chegar
ao destino, e vez por outra uma soneca, tá tudo bem. Mas uma pessoa só é o suficiente para bagunçar com tudo isso. Principalmente se estiver ao seu lado.
E os tipos presentes nessas viagens são muitos. Na fila, a
gente já pode identificar alguns. Tem a turma do travesseiro, por exemplo.
Chegam, normalmente, com uma mala de mão e na outra um travesseiro enorme. Você se questiona
se está na fila certa, afinal aquela preparação é para uma noite de sono forte,
não para uma viagem de meio período. A primeira atitude dessa gente quando entra
no ônibus é deitar a poltrona até que ela fique completamente na horizontal,
mesmo que elas não sejam feitas para isso. Aliás, as duas poltronas. Uma característica
dessas pessoas é a sorte: nunca senta ninguém ao lado deles. Acho que é o medo do
ronco e da baba.
Tem a turma esganada. Entram com um x-burger de calabresa
(mesmo em viagens às 8h da manhã), um copo de café (pobre adora café), uma garrafa
de 600ml de fanta (pobre gosta de refrigerante colorido, e já fez as contas,
sabe que comprar a garrafa de 600 “vem mais e é um pouco mais caro só do que a
latinha”) e pipoca doce. Comem aquilo tudo empesteando o ar com cheiros e grunhidos.
Dormem também. Mas acordam em seguida e lembram que compraram “um salgado” e “bolachinhas
recheadas”, caso tivessem uma fome alarmante no meio da viagem. É o caso de
novo. E tem outra garrafa de 600ml de fanta. É claro que usarão o banheiro
do ônibus em breve. Não vou entrar nesses detalhes. E são muitos.
Uma turma que viaja bastante são os inocentes. Normalmente, são avós com os netos. Esquecem de coisas como, por exemplo, a identidade e a
autorização do juizado de menores para a viagem. Muitas vezes, esquecem até da
passagem. Mas sempre conseguem lugar no ônibus. Impressionante! E claro que
sempre tem a sacolinha de rango pro netinho.
O meticuloso. Dá para ver que já sai de casa com a passagem
e a identidade separadas no bolso. Sobe muito sério, senta sempre no meio do
ônibus, corredor. Antes de sentar, tira na bolsa o jornal do dia, a revista da
semana, o livro do mês, um fone de ouvido sintonizado em uma rádio local e um
DVD no notebook devidamente conectado à internet. Checa tudo novamente e arruma
a sacola no porta-objetos sobre sua cabeça como se fosse um filho que
precisasse de carinho antes de dormir. É o único do ônibus que usa o cinto de
segurança.
Os tipos são vários. Como diz Luis Fernando Veríssimo: ´”mais
variado que baldeação em Cacequi”.
A LÓGICA DA FILA
Três guichês na rodoviária. Setor de viagens interestaduais.
Fila única.
Uma senhora se aproxima de um dos guichês e pergunta:
- “Ainda tem passagens pra 'tal lugar'?”
- “Sim”, responde com educação a atendente.
- “Então, eu quero dois lugares. Bem na frente!”.
- “Ok, senhora. Apenas aguarde a sua vez na fila.”
Então a senhora recua, espantada e braba, e dispara:
- “Mas aí quem estiver na minha frente vai comprar os lugares bem da frente!”
Uma senhora se aproxima de um dos guichês e pergunta:
- “Ainda tem passagens pra 'tal lugar'?”
- “Sim”, responde com educação a atendente.
- “Então, eu quero dois lugares. Bem na frente!”.
- “Ok, senhora. Apenas aguarde a sua vez na fila.”
Então a senhora recua, espantada e braba, e dispara:
- “Mas aí quem estiver na minha frente vai comprar os lugares bem da frente!”
CLÁSSICOS PARA A VIDA ETERNA ESPECIAL
NEVER NEVER (1966) LOS SHAKERS
Com o sucesso, vieram apresentações na televisão, shows e o primeiro álbum do grupo, denominado The Shakers. O grupo chegou a lançar um disco nos Estados Unidos (Break it all) e mais um na Argentina (Shakers for you).
No Brasil, o álbum "Shakers for you" teve um razoável sucesso, e "Never Never" foi um hit nas paradas brasileiras. Chegaram a se apresentar em shows ao vivo na TV Record. O grupo acabou em 1969, quando estavam radicados na Espanha. Os irmãos Jorge e Hugo criaram o OPA Trio nos anos 70, quando estavam nos EUA.
Há exatamente um ano (29/7/12), Jorge Osvaldo Fattoruso morria em Montevidéu, vítima de câncer, aos 64 anos. O vídeo abaixo é uma homenagem do músico uruguaio Pablo Nash a Osvaldo.
I am not the only one who looks for you
Never, never, never
Never been the only one
I have ever asked you to be true to me
ever, ever, ever
I have ever asked you
I want you to tell all your feelings about me
And never, never, never lie to me
Now, we’re through so let’s remind the things we’ve done
And never, never, never, never
Never, never, never
They will come again
(Marimbo?) > solo
I want you to tell all your feelings about me
And never, never, never lie to me
Now, we’re through so let’s remind the things we’ve done
And never, never, never, never
Never, never, never
They will come again
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