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quinta-feira, 21 de maio de 2015

THE SHOW MUST GO ON

Leio no Estadão que João Marcello Bôscoli e Miele estão à frente de um show em homenagem a Elis Regina que será apresentado no próximo fim de semana no Anhembi (Auditório Celso Furtado). 

Gilberto Gil, Fagner, Renato Teixeira, João Bosco e Jair Oliveira (representando Jair Rodrigues) subirão ao palco para interpretar algumas de suas composições que ficaram famosas na voz da "Pimentinha" (gostaria de ver uma única matéria sobre Elis um dia sem essa besteira).

Até aí, tudo bem. O que me chamou a atenção, entretanto, foi o seguinte trecho:

"Dos nomes que farão falta, o de Milton Nascimento é o maior deles. Sua ausência se dá sobretudo por estar o cantor em um momento de recuperação física e por incompatibilidade de cachê, segundo João Marcello. Maria Rita, diz João, já havia feito sua homenagem à mãe em uma turnê pelo País. Ela agradeceu o convite e informou que preferia não participar. O cantor Pedro Mariano alegou estar envolvido com outro projeto e não ter agenda."

Peraí... Se o cachê fosse compatível, a recuperação física ainda seria um problema? E os filhos, hein, hein? Só eu achei estranho isso?

Aí, a notícia carece de exatidão...

JANTAR HARMONIZADO SENSORIAL ALIMENTANDO OS CINCO SENTIDOS

Não sei se acontece com os leitores do TOA, mas de vez em quando tenho necessidade de me irritar. Desconheço o motivo disso, sei que acontece. E sei como conseguir.

Nesses momentos, geralmente acesso o blogue de uma profissional com muitas qualificações, mas que tem como seu maior orgulho  e destaque firmemente como uma qualidade inigualável  a curiosidade. Se for apaixonada por sabores e emoções então, irresistível. De preferência, que ache que a vida é muito curta para ser vivida na zona de conforto.

Tenho certeza que encontrarei pérolas como essa reportagem, com muitas expressões supimpas como “turbilhão de sabores”, “provocações aos sentidos”, “brincadeira sensorial”.

Só estranhei o texto não falar que o ambiente é super aconchegante e que os donos – super simpáticos – largaram uma bem sucedida carreira na medicina (ou na bolsa de valores) para fazer o que sempre amaram. Começaram cozinhando para os amigos e estes praticamente os o-bri-ga-ram a abrir o restaurante.

Missão cumprida. Irritado.

FRASE DO DIA

quarta-feira, 20 de maio de 2015

JOGOS ABERTOS

O hotel em que me hospedo quando viajo a trabalho é frequentado mais ou menos pelo mesmo tipo de povo: representantes comerciais com tempo pra tomar café da manhã durante duas horas e chimarrear ao entardecer, de chinelo e camisa do time do coração, e consultores de empresa, com suas caras de que sem eles os moradores da cidade ainda andariam de tanga.

Esta semana o panorama mudou. O hotel está cheio de velhinhos que reclamam da pouca iluminação dos corredores - que é parecida com a dos refletores de um estádio de futebol ligados na potência máxima - e pulam dos elevadores nos andares errados. Reclamam muito também do pouco açúcar disponível nas mesas da sala de café da manhã e do volume baixo da televisão do ambiente, mesmo que o pessoal que dorme no sétimo andar tenha se atualizado das notícias do dia pelo som dessa televisão que fica no térreo.

Descobri o motivo dessa clientela nova. Está ocorrendo em Carbon Land os Jogos Abertos da Terceira Idade (por algum motivo a sigla é JASTI, não sei de onde veio esse S). Entre as modalidades esportivas estão dança de salão, canastra, dominó e bocha. Só emoção na cidade.

DAS REDES

GRANDES FRASES DE GRANDES FILMES

"A martini. Shaken, not stirred."

(Um martíni. Sacudido, não mexido.)
James Bond (Sean Connery) - Golfinger - 1964

FRASE DO DIA

“O problema do avião é que, se quebrar lá no alto, as oficinas estão todas aqui embaixo.”
Vinícius de Moraes

DAS MADRUGADAS

terça-feira, 19 de maio de 2015

O MUNDO SUPER MONGO

Fãs doam dinheiro para ex-BBBs Fernando e Aline comprarem móveis para casa nova

NÓS, OS GAÚCHOS

Chegou na redação do TOA a seguinte notícia publicada na Folha de São Paulo: Gaúchos promovem encontros para discutir 'crise de identidade' local.

A primeira coisa que podemos concluir é: estamos com tempo sobrando. A segunda: sabemos como ninguém levantar uma grana no mole. Terceiro: não cansamos de fazer papelão em nível nacional.

FRASE DO DIA

"Homens que começam cortando glúten acabam cortando mulheres da dieta, diz nutricionista." 
Jacaré Banguela

segunda-feira, 18 de maio de 2015

DA ARTE DE FALAR SEM DIZER NADA

Bezerra da Silva, em um de seus sambas, disse que quem pergunta quer sempre a resposta, e quem tem boca responde o que quer. Tá certo.

Seria um exagero dizer que alguns jornalistas ou radialistas forçam seus entrevistados a responderem de acordo com a agenda do momento (“a correria do dia”, “uma loucura”, “não temos tempo pra nada”), mas que instigam, instigam. E como a vaidade humana não tem limites, os entrevistados entram no embalo.

Em uma entrevista num programa da TV Bandeirantes, o chef Erick Jackin não teve sossego enquanto não respondeu o que Ricardo Boechat queria: a estressante rotina dos cozinheiros, que trabalham sob pressão, até tarde da noite, nos finais de semana e às vezes até no natal. Fiquei com dó de Erick, ele poderia ser mais feliz tendo uma satisfatória vida de caixa de banco ou auxiliar de contabilidade.

Ainda no ramo culinário, “em passagem por Porto Alegre” (a ZH adora escrever isso), o também midiático chef André Mifano, em entrevista, perdeu boa oportunidade de não ser mais um a dizer nada. Disse que pensou muito antes de aceitar o convite para participar do programa culinário The Taste, que não queria ser apenas mais um chef na televisão, que quer deixar um legado e ficará muito contente se uma de cada quatro coisas que falar for absorvida pelo público. Dá pra notar que realmente não quer ser só mais um.

E nós, leitores, ouvintes, telespectadores, adoramos essas respostas. 

GALERIA DE NOTÁVEIS - ERNEST BOGNINE

CLÁSSICOS PARA A VIDA ETERNA

EIGHT MILES HIGH (1975) ROGER McGUINN

Sérgio Luiz Gallina

Em meados de 1967, ele mudou seu nome artístico para Roger. Antes, era Jim McGuinn. Em 1964, com David Crosby e Gene Clark, fundou a inesquecível The Byrds, banda americana de folk-rock com boa dose de psicodelismo sessentista. "Eight Miles High" é mais um de seus tantos clássicos.


Eight miles high
And when you touch down
You'll find that it's
Stranger than known
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Signs in the street
That say where you're goin'
Are somewhere
Just being their own
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Nowhere is
There warmth to be found
Among those afraid
Of losing their ground
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Rain gray town
Known for its sound
In places
Small faces unbound
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Round the squares
Huddled in storms
Some laughing
Some just shapeless forms
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Sidewalk scenes
And black limousines
Some living
Some standing alone
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FRASE DO DIA

"Lembro da primeira vez que meu filho ganhou de mim. Fiquei tão orgulhoso que dei um soquinho de parabéns no braço, e depois outro e aí ficou tudo meio confuso. Então ele foi morar com uma família substituta por uns tempos."
Peter Griffin 

domingo, 17 de maio de 2015

LEITURA DE DOMINGO

COMO COMECEI A ESCREVER

   Carlos Drummond de Andrade
Aí por volta de 1910 não havia rádio nem televisão, e o cinema chegava ao interior do Brasil uma vez por semana aos domingos. As notícias do mundo vinham pelo jornal, três dias depois de publicadas no Rio de Janeiro. Se chovia a potes, a mala do correio aparecia ensopada, uns sete dias mais tarde. Não dava para ler o papel transformado em mingau.

Papai era assinante da Gazeta de Notícias, e antes de aprender a ler eu me sentia fascinado pelas gravuras coloridas do suplemento de Domingo. Tentava decifrar o mistério das letras em redor das figuras, e mamãe me ajudava nisso. Quando fui para a escola pública, já tinha a noção vaga de um universo de palavras que era preciso conquistar.

Durante o curso, minhas professoras costumavam passar exercícios de redação. Cada um de nós tinha de escrever uma carta, narra um passeio, coisas assim. Criei gosto por esse dever, que me permitia aplicar para determinado fim o conhecimento que ia adquirindo do poder de expressão contido nos sinais reunidos em palavras.

Daí por diante as experiências foram se acumulando, sem que eu percebesse que estava descobrindo a leitura. Alguns elogios da professora me animavam a continuar. Ninguém falava em conto ou poesia, mas a semente dessas coisas estavam germinando. Meu irmão, estudante na Capital, mandava-me revistas e livros, e me habituei a viver entre eles. Depois, já rapaz, tive sorte de conhecer outros rapazes que também gostavam de ler e escrever.

Então começou uma fase muito boa de troca de experiências e impressões. Na mesa do café-sentado ( pois tomava-se café sentado nos bares, e podia-se conversar horas e horas sem incomodar nem ser incomodado ) eu tirava do bolso o que escrevera durante o dia, e meus colegas criticavam. Eles também sacavam seus escritos, e eu tomava parte nos comentários. Tudo com naturalidade e franqueza. Aprendi muito com os amigos, e tenho pena dos jovens de hoje que não desfrutam desse tipo de amizade crítica.

FRASE DO DIA

DAS MADRUGADAS

DAS MADRUGADAS

Carmem Miranda e Cesar Romero

sábado, 16 de maio de 2015

MORTE DA VIRGEM

O centro de atenção da obra de arte barroca Morte da Virgem, do pintor italiano Caravaggio, é a representação da Virgem Maria, retratada como uma mulher do povo e sem atributos místicos. 


Ao redor da Virgem encontram-se Maria Madalena e os Apóstolos. Em primeiro plano, Maria Madalena chora sentada em uma simples cadeira, com a cabeça entre as mãos. Os Apóstolos, ao seu redor, também se mostram entristecidos, mas não com expressões exageradas. Ao invés disso, eles ocultam os rostos.

A obra, pintada entre os anos de 1604 e 1606, encontra-se exposta no Museu do Louvre, em Paris, na França. O principal foco de atenção do quadro é seu tamanho. A obra impressiona por suas figuras, que têm quase tamanho real.
FICHA TÉCNICA - MORTE DA VIRGEM:

Autor: Caravaggio
Onde ver: Museu do Louvre, Paris, França
Ano: 1604 a 1606
Técnica: Óleo sobre tela
Tamanho: 369cm × 245cm

Movimento: Barroco