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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

MÚSICA NA SEXTA

Carlos Eduardo Lyra Barbosa nasceu no Rio de Janeiro, em 1936.

Um de seus primeiros instrumentos foi a gaita de boca. Montou a primeira Academia de Violão com o compositor Roberto Menescal, por onde passaram Marcos Valle, Edu Lobo, Nara Leão e Wanda Sá, entre outros. Participou da primeira geração da Bossa Nova junto com seu parceiro Ronaldo Bôscoli, os também parceiros Tom Jobim e Vinícius de Moraes e o intérprete João Gilberto, todos representados no LP "Chega de Saudade", lançado em 1959.

Em 1957, começou a compor em parceria com Ronaldo Bôscoli. Lobo Bobo foi a primeira música composta pelos dois.

Certa feita, Bôscoli escreveu um poema e desafiou seu novo parceiro a fazer a música. Lyra nunca tinha composto melodia para letra pré-elaborada, mas aceitou o desafio. Se é Tarde me Perdoa, fruto dessa experiência, é um samba-canção que caiu no gosto de vários nomes da MPB.

Denilson Monteiro, autor de “A bossa do lobo”, uma biografia de Ronaldo Bôscoli, classifica a música como uma ode à indulgência de um amante infiel.

Em 1991, Bôscoli dá mais uma prova de seu humor sarcástico, que não poupava nem a si próprio:

“A música mais parecida comigo é Se é Tarde me Perdoa, que fiz com Carlinhos Lyra, pois eu sempre cheguei mentindo, cheguei partindo, cheguei à toa. É o meu autorretrato”.

 
Se É Tarde Me Perdoa
Carlos Lyra / Ronaldo Bôscoli
Se é tarde me perdoa
Pois eu não sabia
Que você sabia
Que a vida é tão boa
 
Se é tarde me perdoa
Eu cheguei mentindo
Eu cheguei partindo
Eu cheguei à toa
 
Se é tarde me perdoa
Trago desencantos
De amores tantos
Pela madrugada
 
Se é tarde me perdoa
Venho só cansado

FRASE DO DIA

"Eu não estava mentindo, estava escrevendo ficção com a boca."
Homer Simpson

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

CORREIO DO CORVO

Morre Nelson Mandela, ícone da luta pela igualdade racial

Presidente da África do Sul entre 1994 e 1999, ele tinha 95 anos.
Líder foi hospitalizado em dezembro para fazer exames de rotina.

Do G1, em São Paulo


O ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela morreu aos 95 anos em Pretória, anunciou o presidente do país, Jacob Zuma. Mandela ficou internado de junho a setembro devido a uma infecção pulmonar. Ele deixou o hospital e estava em casa. “Ele partiu, ele se foi pacificamente na companhia de sua família”, afirmou o presidente. “Ele descansou, ele agora está em paz. Nossa nação perdeu seu maior filho. Nosso povo perdeu seu pai.”

Foram quatro internações desde dezembro. Em abril, as últimas imagens divulgadas do ex-presidente mostraram bastante fragilidade – ele foi visto sentado em uma cadeira, com um cobertor sobre as pernas. Seu rosto não expressava emoção. Em março de 2012, o ex-presidente sul-africano havia sido hospitalizado por 24 horas, e o governo informou, na ocasião, que Mandela tinha sido internado para uma bateria de exames rotineira.

Em dezembro, porém, ele permaneceu 18 dias hospitalizado, em decorrência de uma infecção pulmonar.No fim de março de 2013, ele passou 10 dias internado, também por uma infecção pulmonar, provavelmente vinculada às sequelas de uma tuberculose que contraiu durante sua detenção na prisão de Robben Island (ilha de Robben), onde ficou 18 anos preso, de 1964 a 1982.

Conhecido como “Madiba” na África do Sul, ele foi considerado um dos maiores heróis da luta dos negros pela igualdade de direitos no país e foi um dos principais responsáveis pelo fim do regime racista do apartheid, vigente entre 1948 a 1993.

Ele ficou preso durante 27 anos e ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 1993, sendo eleito em 1994 o primeiro presidente negro da África do Sul, nas primeiras eleições multirraciais do país. Mandela é alvo de um grande culto em seu país, onde sua imagem e citações são onipresentes. Várias avenidas têm seu nome, suas antigas moradias viraram museu e seu rosto aparece em todos os tipos de recordações para turistas.

Havia algum tempo sua saúde frágil o impedia de fazer aparições públicas na África do Sul - a última foi durante a Copa do Mundo de 2010, realizada no país. Mas ele continuou a receber visitantes de grande visibilidade, incluindo o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton.

Mandela passou por uma cirurgia de próstata em 1985, quando ainda estava preso, e foi diagnosticado com tuberculose em 1988. Em 2001, foi diagnosticado com câncer de próstata e hospitalizado por problemas respiratórios, sendo liberado dois dias depois.

Mandela nasceu em 18 de julho de 1918 no clã Madiba no vilarejo de Mvezo, no antigo território de Transkei, sudeste da África do Sul. Seu pai, Henry Gadla Mphakanyiswa, era chefe do vilarejo e teve quatro mulheres e 13 filhos - Mandela nasceu da terceira mulher, Nosekeni. Seu nome original era Rolihlahla Mandela.

Após seu pai morrer em 1927, ele foi acolhido pelo rei da tribo, Jongintaba Dalindyebo. Ele cursou a escola primária no povoado de Qunu e recebeu o nome Nelson de uma professora, seguindo uma tradição local de dar nomes cristãos às crianças. Conforme as tradições Xhosa, ele foi iniciado na sociedade aos 16 anos, seguindo para o Instituto Clarkebury, onde estudou cultura ocidental. Na adolescência, praticou boxe e corrida.
Mandela ingressou na Universidade de Fort Hare para cursar artes, mas foi expulso por participar de protestos estudantis. Ele completou os estudos na Universidade da África do Sul. Após terminar os estudos, o rei Jongintaba anunciou que Mandela devia se casar, o que motivou o jovem a fugir e se mudar para Johanesburgo, em 1941.

Em Johanesburgo, ele trabalhou como segurança de uma mina e começou a se interessar por política. Na cidade, Mandela também conheceu o corretor de imóveis Walter Sisulu, que se tornou seu grande amigo pessoal e mentor no ativismo antiapartheid. Por indicação de Sisulu, Mandela começou a trabalhar como aprendiz em uma firma de advocacia e se inscreveu na faculdade de direito de Witwatersrand.

Mandela começou a frequentar informalmente as reuniões do Congresso Nacional Africano (CNA) em 1942. Em 1944, ele fundou a Liga Jovem do Congresso e se casou com a prima de Walter Sisulu, a enfermeira Evelyn Mase. Eles tiveram quatro filhos (dois meninos e duas meninas) – uma das garotas morreu ainda na infância.

Em 1948, ele se tornou secretário nacional do Congresso Nacional Africano (CNA) – no mesmo ano, o Partido Nacional ganhou as eleições do país e começou a implementar a política de apartheid (ou segregação racial). O estudante conheceu futuros colegas da política na faculdade, mas abandonou o curso em 1948, admitindo ter tido notas baixas - ele chegou a retomar a graduação na Universidade de Londres, mas só se formou em 1989 pela Universidade da África do Sul, quando estava preso.

Em 1951, Mandela se tornou presidente do CNA. Em 1952, ele abriu com o amigo Oliver Tambo o primeiro escritório de advocacia do país voltado para negros. No mesmo ano, Mandela foi escolhido como líder da campanha de oposição encabeçada pelo CNA e viajou pelo país, em protesto contra seis leis consideradas injustas. Como reação do governo, ele e 19 colegas foram presos e sentenciados a nove meses de trabalho forçado.
Em 1955, ele ajudou a articular o Congresso do Povo e citava a política pacifista de Gandhi como influência. A reunião uniu a oposição e consolidou as ideias antiapartheid em um documento chamado Carta da Liberdade. No fim do ano, Mandela foi preso juntamente com outros 155 ativistas em uma série de detenções pelo país. Todos foram absolvidos em 1961.

Em 1958, Mandela se divorciou da enfermeira Evelyn Mase e ele se casou novamente, com a assistente social Nomzamo Winnie Madikizela. Os dois tiveram dois filhos.
Em março de 1960, a polícia matou 69 manifestantes desarmados em um protesto contra o governo em Sharpeville. O Partido Nacional declarou estado de emergência no país e baniu o CNA. Em 1961, Mandela tornou-se líder da guerrilha Umkhonto we Sizwe (Lança da Nação), após ser absolvido no processo da prisão de 1955. Logo após a absolvição, ele e colegas passaram a trabalhar de maneira escondida planejando uma greve geral no país.

Ele deixou o país ilegalmente em 1962, usando o nome de David Motsamayi, para viajar pela África para receber treinamento militar. Mandela ainda visitou a Inglaterra, Marrocos e Etiópia, e foi preso ao voltar, em agosto do mesmo ano. De acordo com o jornal “Telegraph”, a organização perdeu o ideal de protestos não letais com o tempo e matou pelo menos 63 pessoas em bombardeios nos 20 anos seguintes.
Mandela foi acusado de deixar o país ilegalmente e incentivar greves, sendo condenado a cinco anos de prisão. A pena foi servida inicialmente na prisão de Pretória. Em março de 1963, ele foi transferido à Ilha de Robben, voltando a Pretória em junho. Um mês depois, diversos companheiros de partido foram presos. 
        
Em 1963, Mandela e outras nove pessoas foram julgadas por sabotagem, no que ficou conhecido como Julgamento Rivonia. Sob o risco de ser condenado à pena de morte, Mandela fez um discurso à corte que foi imortalizado.

“Eu lutei contra a dominação branca, e lutei contra a dominação negra. Eu cultivei o ideal de uma sociedade democrática e livre, na qual todas as pessoas vivem juntas em harmonia e com oportunidades iguais. Este é um ideal pelo qual eu espero viver e alcançar. Mas se for necessário, é um ideal pelo qual estou preparado para morrer”, afirmou.

Em 1964, Mandela e outros sete colegas foram condenados por sabotagem e sentenciados à prisão perpétua. Um deles, Denis Goldberg, foi preso em Pretória por ser branco. Os outros foram levados para a Ilha de Robben.

Mandela passou 18 anos detido na ilha de Robben, na costa da Cidade do Cabo, e nove na prisão Pollsmoor, no continente – a transferência ocorreu em 1982. Enquanto esteve preso, Mandela perdeu sua mãe, que morreu em 1968, e seu filho mais velho, morto em 1969. Ele não foi autorizado a participar dos funerais.

Durante o período em que ficou preso, sua reputação como líder negro cresceu e sedimentou a imagem de liderança do movimento antiapartheid. A partir de 1985, ele iniciou o diálogo sobre sua libertação com o Partido Nacional, que exigia que ele não voltasse à luta armada. Neste ano, ele passou por uma cirurgia na próstata e, ao voltar para a prisão, passou a ser mantido em uma cela sozinho.

Em 1988, Mandela passou por um tratamento contra tuberculose e foi transferido para uma casa na prisão Victor Verster. Em 2 de fevereiro de 1990, o presidente sul-africano Frederik Willem de Klerk reinstituiu o Congresso Nacional Africano (CNA). No dia 11 de fevereiro de 1990, Mandela foi solto e, em um evento transmitido mundialmente, disse que continuaria lutando pela igualdade racial no país.

Em 1991, Mandela foi eleito novamente presidente do CNA. Nelson Mandela e Frederik de Klerk dividiram o Prêmio Nobel da Paz em 1993, por seus esforços para trazer a paz ao país.

Mandela encabeçou uma série de articulações políticas que culminaram nas primeiras eleições democráticas e multirraciais do país em 27 de abril de 1994.
O CNA ganhou com 62% dos votos, enquanto o Partido Nacional teve 20%. Com o resultado, Mandela tornou-se o primeiro líder negro do país e também o mais velho, com 75 anos. Ele tomou posse em 10 de maio de 1994. A gestão do presidente foi marcada por políticas antiapartheid, reformas sociais e de saúde.

Em 1996, Mandela se divorciou de Nomzamo Winnie Madikizela por divergências políticas que se tornaram públicas. Em 1998, no dia de seu 80º aniversário, ele se casou com Graça Machel, viúva de Samora Machel, antigo presidente moçambicano.

Em 1999, não se candidatou à reeleição e se aposentou da carreira política. Desde então, ele passou boa parte de seu tempo em sua casa no vilarejo de Qunu, onde passou a infância, na província pobre do Cabo Les

Após o fim da carreira política, Mandela voltou-se para a causa de diversas organizações sociais e de direitos humanos.Participou de uma campanha de arrecadação de fundos para combater a Aids que tinha como símbolo o número 46664, que carregava quando esteve na prisão.

Em 2008, a comemoração de seu aniversário de 90 anos foi um ato público com shows em Londres, que contou com a presença de artistas e celebridades engajadas na campanha. Uma estátua de Mandela foi erguida na Praça do Parlamento, na capital inglesa.

Em novembro de 2009, a ONU anunciou que o dia de seu aniversário seria celebrado em todo o mundo como o Dia Internacional de Mandela, uma iniciativa para estimular todos os cidadãos a dedicar 67 minutos a causas sociais - um minuto por ano que ele dedicou a lutar pela igualdade racial e ao fim do apartheid.

DELÍCIAS DO MUNDO CORPORATIVO

Todo final de ano é sempre muito bonito. As pessoas confraternizando, trocando presentes e desejos de prosperidade.

No mundo corporativo não é diferente. Mas tem a peculiaridade de que as pessoas que ganham os melhores presentes quase nunca os usam ou aproveitam.

A lógica é simples: o presente é proporcional à importância que o sujeito tem na (ou para a) empresa. E quem tem esse status em alguma empresa normalmente ganha o suficiente pra comprar o que precisa, sem necessidade de esperar chegar o Natal pra tomar uma sidra quando tem vontade.

Até muitas vezes tal presente é tido como um estorvo: “Como é que eu vou carregar isso?” ou “Onde é que eu vou guardar essa tralha?” E quem não tinha nada continua sem nada.

Nenhuma surpresa, nenhuma queixa. Afinal, o ano inteiro foi assim.

VIDA PESSOAL

O cantor Luan Santana desabafou no instagrão sobre os comentários a respeito de sua vida pessoal. Tudo isso porque a (?) Bárbara Evans foi fotografada dentro da van do cantor em um estacionamento pouco tempo depois de ele terminar o namoro com a (?) Jade Magalhães.



"Namorar, terminar namoro, ficar, passear, curtir, tudo isso é normal, saudável e faz parte da vida de todo homem, em especial na idade em que estou. O livre arbítrio existe. E tenho o direito de ir e vir como todos vocês. Do mesmo jeito que torço pela felicidade de cada uma de vocês, peço que também entendam as minhas vontades e sentimentos", pediu.

Acho que no fundo ele só queria dizer: "Mas não se pode mais nem comer todo mundo em paz, porra?".

DE RÁDIO

"Os estragos observados nas casas denunciam a violência da chuva."

DO DELÍRIO COTIDIANO

Estamos no início de dezembro. Na recepção do hotel, recebo o guia de programação da TV. Do mês de outubro.

ÁLBUM DA QUINTA

BLOW BY BLOW - 1975 - JEFF BECK

Blow by Blow é o sétimo álbum do guitarrista britânico Jeff Beck, lançado pela Epic Records, em 1975. O álbum foi gravado em outubro de 1974. É o primeiro em que seu nome aparece sozinho. Um álbum instrumental que alcançou a quarta posição na Billboard 200 e ganhou o certificado de platina pela RIAA.


O disco tem uma interessante versão instrumental de "She's a Woman" e outras belíssimas composições, mas o grande destaque é a música "Cause We've Ended as Lovers", de Stevie Wonder, composta para um disco da cantora Syreeta Wright, então mulher de Wonder, que não havia emplacado na versão com letra.



A produção é de George Martin.


Lado A
1. You Know What I Mean   (Jeff Beck, Max Middleton) 4:05
2. She's a Woman   (John Lennon e Paul McCartney) 4:31
3. Constipated Duck   (Beck) 2:48
4. Air Blower   (Beck, Middleton, Phil Chen, Richard Bailey) 5:09
5. Scatterbrain   (Beck, Middleton) 5:39

Lado B
1. Cause We've Ended as Lovers  (Stevie Wonder) 5:52
2. Thelonius   (Stevie Wonder) 3:16
3. Freeway Jam   (Middleton) 4:58
4. Diamond Dust   (Bernie Holland) 8:26


Jeff Beck - guitarra, baixo
Max Middleton - teclado
Phil Chen - baixo
Richard Bailey - bateria, percussão
Stevie Wonder - teclados em "Thelonius"
George Martin - produtor, arranjos em "Scatterbrain" e "Diamond Dust"

FRASE DO DIA

"Brasil: a prova de que geografia não é destino."
Millôr Fernandes

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

ARRÁ!!!


A chef e apresentadora Nigella Lawson disse que usou cocaína duas vezes na vida e que fumou maconha em outras ocasiões, mas negou ser viciada em drogas, em julgamento realizado nesta quarta-feira (4), em Londres. (G1)

Sempre achei que aquele prazer que ela demonstrava ao provar a comida era larica.

DO DELÍRIO COTIDIANO II

Hotel de Carbon Land decidiu hoje não servir café da manhã. Motivo: “Hoje é feriado na cidade”.

DO DELÍRIO COTIDIANO


Pessoal do escritório decide almoçar no restaurante de um amigo que propagandeou à grande a qualidade de sua comida. 

Chegam lá às 12h20min. Horário extravagante para almoço, realmente. O restaurante está fechado, sem nenhuma explicação.

Decidem ir num restaurante próximo. Lá estava o dono do primeiro restaurante, almoçando, feliz da vida.

QUE FIQUE BEM CLARO!

No clicrbs:
Morte do gaúcho Teixerinha faz 28 anos. Relembre sua carreira

DE RÁDIO

Muito relevante...

"Dois homens invadiram uma escola na noite de ontem em Montenegro, no Vale do Caí, e roubaram um forno de micro-ondas."

GRANDES FRASES DE GRANDES FILMES

"Hoje estou cansada, amanhã eu penso nisso" 

Scarlett O'Hara (Vivien Leigh) - E o Vento Levou - 1939

CRIATURAS QUE O MUNDO ESQUECEU

Abílio Manoel Robalo Pedro (Lisboa, 3 de fevereiro de 1947 - Itacaré, 30 de junho de 2010) foi um cantor, compositor e produtor musical português radicado no Brasil. Também foi radialista, publicitário, diretor de cinema, operador de áudio e compositor de jingles e trilhas sonoras.

Admirador confesso de Jorge Ben, em 1969, venceu o II Festival Universitário (TV Tupi), com "Pena Verde", seu maior sucesso, cujo compacto simples alcançaria o topo das paradas em 1970, tornando-o conhecido em todo o país. Essa canção foi gravada em francês por Marie Laforet.

Morreu de infarto aos 63 anos.

FRASE DO DIA

"O otimista erra tanto quanto o pessimista, mas não sofre por antecipação." 
Fernando Sabino

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

DE RÁDIO

Notícia da manhã. Um homem invadiu uma pensão na cidade Caxias do Sul, jogou gasolina nos colchões e ateou fogo. Três pessoas morreram. A perícia estava no local para apurar as causas do incêndio.

MONÓLOGOS

Comentei dia desses que tenho escutado e percebido cada vez menos diálogos entre as pessoas. E cada vez ouço mais dois monólogos simultaneamente. Claro, estou partindo do princípio de que UM diálogo tenha UM assunto.


- Bom dia! Como vai?

- Bem, apesar da dor nas costas.

- Acordei com dor no ciático.

- Eu estou também com dor na gulliver.

- Eu também estava, mas já estou dobby. Me dói a gorlo.

- Agora me dói a espinhela.

- Me dói o mobral

- Em mim dói o sarapatel.

Diferentemente de Hyldon, aqui não tratamos das dores do mundo. Tratamos da dor de cada pessoa, dois assuntos diferentes. A minha dor, a sua dor. E assim seguem os embates. No ônibus, na volta pra casa, por exemplo:

- Olá, como foi seu dia?

- Correria. Muita ligação, muitos e-mails, todo mundo precisando de mim.

- Eu cheguei de manhã e na  minha caixa de mails tinha 500 para responder. Tudo passa por mim naquela empresa.

- Nem sei como consegui sair neste horário. Vou ter que continuar trabalhando em casa.

- Eu não sei nem a que horas vou conseguir dormir.

Quer dizer, a primeira pergunta foi feita simplesmente para a pessoa contar o seu dia, não para ouvir o dia do outro.

Mas se você quer realemente fazer o teste de dois monólogos, experimente começar assim uma conversa com alguém:

- Essa noite sonhei que...

Você não vai terminar a frase. Pelo menos não antes de ouvir todo o sonho da outra pessoa.

PRIMEIROS PARÁGRAFOS INESQUECÍVEIS

"Havia Eru, o Único, que em Arda é chamado de Ilúvatar. Ele criou primeiro os Ainur, os Sagrados, gerados por seu pensamento, e eles lhe faziam companhia antes que tudo o mais fosse criado. E ele lhes falou, propondo-lhes temas musicais; e eles cantaram em sua presença, e ele se alegrou. Entretanto, durante muito tempo, eles cantaram cada um sozinho ou apenas alguns juntos, enquanto os outros escutavam; pois cada um compreendia apenas aquela parte da mente de Ilúvatar da qual havia brotado e evoluía devagar na compreensão de seus irmãos. Não obstante, de tanto escutar, chegaram a uma compreensão mais profunda, tornando-se mais consonantes e harmoniosos."
O Silmarillion - J. R. R Tolkien - 1977

BREGA CHIQUE

Vanusa Santos Flores (22 de setembro de 1947) é paulista de Cruzeiro, mas foi criada em Frutal, Minas Gerais, cidade onde deu início a carreira de cantora. Aos 16 anos foi crooner do conjunto Golden Lions e com ele se apresentou em várias cidades da região.

Participou do programa "O Bom" apresentado por Eduardo Araújo na TV Excelsior, e na mesma emissora integrou o elenco do programa Os Adoráveis Trapalhões, além de ter participado das últimas edições do programa Jovem Guarda da TV Record.

Ao longo de sua carreira, gravou 23 discos e vendeu mais de um milhão de cópias. Seu maior sucesso foi Manhãs de Setembro (Vanusa e Mário Campanha), de 1973.


Fui eu quem se fechou no muro
E se guardou lá fora
Fui eu quem num esforço
Se guardou na indiferença

Fui eu que numa tarde
Se fez tarde de tristezas
Fui eu que consegui
Ficar e ir embora
E fui esquecida
Fui eu!

Fui eu que em noite fria
Se sentia bem
E na solidão
Sem ter ninguém
Fui eu!

Fui eu que em primavera
Só não viu as flores
E o sol
Nas manhãs de setembro

Eu quero sair
Eu quero falar
Eu quero ensinar
O vizinho a cantar

Eu quero sair
Eu quero falar
Eu quero ensinar
O vizinho a cantar
Nas manhãs de setembro
Nas manhãs de setembro
Nas manhãs de setembro

Nas manhãs...

FRASE DO DIA

"Quero vencer pra nunca ir parar na Fazenda."
Luana Piovani

DAS MADRUGADAS

"Tomei mais um trago de vodca. E tomei a liberdade de me sentir bem. Por enquanto."

Nick Belane, no livro Pulp, de Charles Bukowski..

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

GASTRONOMIA II

Ainda sobre gastronomia. Semana passada, Kevin destacou o cardápio de um evento na MuiLeal. Entre outras preciosidades gastronômicas, tinha purê de pimentão, espuma de anis e gelatina de pepinos.

Quando vejo esse tipo de coisa, lembro do conceito que um amigo meu tem sobre o contrabaixo de cinco cordas. Segundo ele, as pessoas não sabem o que fazer direito nem com quatro cordas, o que dirá com cinco.

Há tanto o que se fazer com as batatas e os pimentões de uma forma convencional que ainda não foi experimentada e tem gente que resolve sempre avançar o passo. Pra gente que gosta desse tipo de comida, nada lhe satisfará nunca. Vão estar sempre em busca de alguma coisa nova: pudim de feijão, espuma de batata frita, purê de azeitona.

Sobre o baixo de cinco cordas, esse amigo completa: “A quinta corda só serve pra pendurar o instrumento na parede”.

GATRONOMIA

Um dos meus interesses é gastronomia. A baixa – ou baixíssima – gastronomia, pra deixar bem claro.

Pois vi uma foto de um prato que parecia interessante. Chamou a minha atenção. Algum assado acompanhado de legumes, verduras etc.


Fui então ver do que se tratava o prato e olhei a legenda da foto. Achei que encontraria por ali coisas do tipo: “agrião, acelga, aipim, carne, peixe, arroz”. Eu sou mesmo um inocente. A legenda dizia: “ferro, licopeno, ômega 3, vitamina A e complexo B, zinco, carotenoides, cálcio...”

Mas não se pode mais nem comer um PF em paz?

DO DELÍRIO COTIDIANO II

Sujeito pega um táxi com um motorista já conhecido, Seu João, gente muito fina. 

Atrasado, com dor de cabeça, comenta com o motorista: “Seu João, estou com um pouco de dor de garganta, não vou falar muito com o senhor hoje”. 


Seu João, sempre solícito, responde de primeira: “Não tem problema, doutor. Deixa que eu vou falando até lá.”

O passageiro ficou com a impressão de que Seu João até prefere corridas nesse formato.

DE RÁDIO

O debate estava até interessante. Sobre educação. Lá pelas tantas, um dos participantes, muito cioso da justiça dos fatos, resolve contar um caso que conhecia:

- Em uma escola muito conceituada aqui de Porto Alegre, cujo nome não vou falar, aconteceu o seguinte...

Não consegui mais prestar a atenção no ocorrido. Fiquei pensando que se ele não queria dizer o nome da escola, podia simplesmente... não dizer o nome da escola. Simples assim. Ou será que ele acha que falando o nome do colégio vai acabar com a reputação da instituição? Ou, pior ainda, saindo de sua rica boca haverá uma debandada de alunos querendo estudar na escola citada pela bela figura? 

De minha parte, penso que deveria dizer o nome da escola. Pois do jeito que ficou, a suspeita do acontecido recai sobre todas as outras.

DO DELÍRIO COTIDIANO

Em um teatro da Muileal, sábado à noite. No palco, uma companhia de dança apresenta o balé Dom Quixote. Em determinado momento, cerca de 20 ciganas aparecem em cena. A música para, e a coreografia é marcada apenas pelas palmas e pelos passos das bailarinas. 


De repente, toca uma música pop na plateia e ouve-se uma voz: "Oi... É a Cláudia... Tudo bem? Agora não tenho como te dar essa informação, porque estou assistindo um espetáculo, mas assim que eu sair daqui eu te ligo... Ahã... Tá, pode deixar... Fica tranquila. Ahã.. Beijo. Tchau."

CLÁSSICOS PARA A VIDA ETERNA

DUST IN THE WIND - 1977 - KANSAS

Sérgio Luiz Gallina

Dust in the Wind é uma canção do grupo Kansas lançada no álbum Point of Know Return (1977). A música alçou a banda ao sucesso. O álbum vendeu mais de quatro milhões de cópias nos EUA e acumulou milhões de vendas em todo o mundo.


I close my eyes
Only for a moment and the moment's gone
All my dreams
Pass before my eyes with curiosity

Dust in the wind
All we are is dust in the wind

Same old song
Just a drop of water in an endless sea
All we do
Crumbles to the ground, though we refuse to see

(Aa aa aa)
Dust in the wind
All we are is dust in the wind
Oh, ho, ho

Now don't hang on
Nothin' lasts forever but the earth and sky
It slips away
And all your money won't another minute buy

Dust in the wind
All we are is dust in the wind
(All we are is dust in the wind)

Dust in the wind
(Everything is dust in the wind)
Everything is dust in the wind

FRASE DO DIA

"Pessoas, acho, são as únicas coisas que sabem ocupar mais espaço do que o espaço em que realmente estão." 
Andy Warhol

domingo, 1 de dezembro de 2013

DE RÁDIO

Um profissional de rádio de uma das emissoras da Muileal está sempre indo "de encontro a" quando quer dizer "ao encontro de".

DO FUNDO DO BAÚ

BR-3 é uma composição de Antônio Adolfo e Tibério Gaspar que venceu o Festival Internacional da Canção (FIC) em 1970. A música lançou o cantor Toni Tornado ao estrelato. Com o vocal de apoio do Trio Ternura, Tornado ganhou o público com sua interpretação e seus passos de dança inspirados em James Brown.


Da mesma edição do festival participaram César Costa Filho, Zé Rodrix, Taiguara, Gonzaguinha, Ivan Lins, Fábio e outras estrelas da MPB, mas BR-3 foi a grande preferida do público e da crítica e alcançou os primeiros lugares nas paradas de sucesso de todo o Brasil.

RATÃO


Goma é um garoto que ajuda Tio a vender CDs piratas na Feira do Paraguai, em Brasília. Enquanto Tio busca iluminação espiritual, Goma se envolve com a máfia oriental que controla a Feira.

Elenco:
Mateus Palmieri, André Deca, Evandro Perissè, Larissa Salgado, Andrade Jr., Felipe Eloi, Isabela Vitelli, Mestre Dada, Lina Borba, Leonardo Goya, Lauro Montana, Willian Lopes

Direção: Santiago Dellape
Produção: Lumiô Filmes, Pavirada Filmes, TMTA Comunicações
Roteiro: Davi Mattos, Santiago Dellape
Produção Executiva: Renato Marques
Direção de Produção: J. Procópio
Direção de Arte: Maíra Carvalho
Direção de Fotografia: André Lavenère
Som Direto: Chico Bororo
Desenho de Som: Dirceu Lustosa
Trilha Sonora: Eugênio Matos
Montagem: Marcius Barbieri, Santiago Dellape

LEITURA DE DOMINGO

A ARMADILHA


          Murilo Rubião
Alexandre Saldanha Ribeiro. Desprezou o elevador e seguiu pela escada, apesar da volumosa mala que carregava e do número de andares a serem vencidos. Dez.

Não demonstrava pressa, porém o seu rosto denunciava a segurança de uma resolução irrevogável. Já no décimo pavimento, meteu-se por um longo corredor, onde a poeira e detritos emprestavam desagradável aspecto aos ladrilhos. Todas as salas encontravam-se fechadas e delas não escapava qualquer ruído que indicasse presença humana.

Parou diante do último escritório e perdeu algum tempo lendo uma frase, escrita a lápis, na parede. Em seguida passou a mala para a mão esquerda e com a direita experimentou a maçaneta, que custou a girar, como se há muito não fosse utilizada. Mesmo assim não conseguiu franquear a porta, cujo madeiramento empenara. Teve que usar o ombro para forçá-la. E o fez com tamanha violência que ela veio abaixo ruidosamente. Não se impressionou. Estava muito seguro de si para dar importância ao barulho que antecedera a sua entrada numa saleta escura, recendendo a mofo. Percorreu com os olhos os móveis, as paredes. Contrariado, deixou escapar uma praga. Quis voltar ao corredor, a fim de recomeçar a busca, quando deu com um biombo. Afastou-o para o lado e encontrou uma porta semicerrada. Empurrou-a. Ia colocar a mala no chão, mas um terror súbito imobilizou-o: sentado diante de uma mesa empoeirada, um homem de cabelos grisalhos, semblante sereno, apontava-lhe um revólver. Conservando a arma na direção do intruso, ordenou-lhe que não se afastasse.

Também a Alexandre não interessava fugir, porque jamais perderia a oportunidade daquele encontro. A sensação de medo fora passageira e logo substituída por outra mais intensa, ao fitar os olhos do velho. Deles emergia uma penosa tonalidade azul.

 Naquela sala tudo respirava bolor, denotava extremo desmazelo, inclusive as esgarçadas roupas do seu solitário ocupante:

— Estava à sua espera — disse, com uma voz macia. Alexandre não deu mostras de ter ouvido, fascinado com o olhar do seu interlocutor. Lembrava-lhe a viagem que fizera pelo mar, algumas palavras duras, num vão de escada.

 O outro teve que insistir:

— Afinal, você veio.

 Subtraído bruscamente às recordações, ele fez um esforço violento para não demonstrar espanto:

 — Ah, esperava-me? — Não aguardou resposta e prosseguiu exaltado, como se de repente viesse à tona uma irritação antiga: — Impossível! Nunca você poderia calcular que eu chegaria hoje, se acabo de desembarcar e ninguém está informado da minha presença na cidade! Você é um farsante, mau farsante. Certamente aplicou sua velha técnica e pôs espias no meu encalço. De outro modo seria difícil descobrir, pois vivo viajando, mudando de lugar e nome.

 — Não sabia das suas viagens nem dos seus disfarces.

— Então, como fez para adivinhar a data da minha chegada?

 — Nada adivinhei. Apenas esperava a sua vinda. Há dois anos, nesta cadeira, na mesma posição em que me encontro, aguardava-o certo de que você viria.

 Por instantes, calaram-se. Preparavam-se para golpes mais fundos ou para desvendar o jogo em que se empenhavam.

 Alexandre pensou em tomar a iniciativa do ataque, convencido de que somente assim poderia desfazer a placidez do adversário. Este, entretanto, percebeu-lhe a intenção e antecipou-se:

— Antes que me dirija outras perguntas — e sei que tem muitas a fazer-me — quero saber o que aconteceu com Ema.

— Nada — respondeu, procurando dar à voz um tom despreocupado.

— Nada?

 Alexandre percebeu a ironia e seus olhos encheram-se de ódio e humilhação. Tentou revidar com um palavrão. Todavia, a firmeza e a tranqüilidade que iam no rosto do outro venceram-no.

— Abandonou-me — deixou escapar, constrangido pela vergonha. E numa tentativa inútil de demonstrar um resto de altivez, acrescentou: — Disso você não sabia!

 Um leve clarão passou pelo olhar do homem idoso:

— Calculava, porém desejava ter certeza.

Começava a escurecer. Um silêncio pesado separava-os e ambos volveram para certas reminiscências que, mesmo contra a vontade deles, sempre os ligariam.

 O velho guardou a arma. Dos seus lábios desaparecera o sorriso irônico que conservara durante todo o diálogo. Acendeu um cigarro e pensou em formular uma pergunta que, depois, ele julgaria, desnecessária. Alexandre impediu que a fizesse.

Gesticulando, nervoso, aproximara-se da mesa:

— Seu caduco, não tem medo que eu aproveite a ocasião para matá-lo. Quero ver sua coragem, agora, sem o revólver.

— Não, além de desarmado, você não veio aqui para matar-me.

— O que está esperando, então?! — gritou Alexandre. — Mate-me logo!

— Não posso.

— Não pode ou não quer?

— Estou impedido de fazê-lo. Para evitar essa tentação, após tão longa espera, descarreguei toda a carga da arma no teto da sala.

 Alexandre olhou para cima e viu o forro crivado de balas. Ficou confuso. Aos poucos, refazendo-se da surpresa, abandonou-se ao desespero. Correu para uma das janelas e tentou atirar-se através dela. Não a atravessou. Bateu com a cabeça numa fina malha metálica e caiu desmaiado no chão.

 Ao levantar-se, viu que o velho acabara de fechar a porta e, por baixo dela, iria jogar a chave.

 Lançou-se na direção dele, disposto a impedi-lo. Era tarde. O outro já concluíra seu intento e divertia-se com o pânico que se apossara do adversário:

— Eu esperava que você tentaria o suicídio e tomei precaução de colocar telas de aço nas janelas.

 A fúria de Alexandre chegara ao auge:
— Arrombarei a porta. Jamais me prenderão aqui!

— Inútil. Se tivesse reparado nela, saberia que também é de aço. Troquei a antiga por esta.

— Gritarei, berrarei!

— Não lhe acudirão. Ninguém mais vem a este prédio. Despedi os empregados, despejei os inquilinos.

 E concluiu, a voz baixa, como se falasse apenas para si mesmo:

— Aqui ficaremos: um ano, dez, cem ou mil anos.

FRASE DO DIA

"Nada hipnotiza e inebria mais do que o dinheiro: quando ele é muito, o mundo parece melhor do que é."
Anton Tchekhov