quinta-feira, 6 de junho de 2013
quarta-feira, 5 de junho de 2013
CORREIO DO CORVO
Morre jornalista Scarlet Moon, ex-mulher de
Lulu Santos
Ela sofria de uma doença degenerativa
SÃO PAULO - Morreu, na madrugada desta quarta-feira (5), no Rio de Janeiro, a jornalista Scarlet Moon de Chevalier, aos 62 anos.
Ela, que também era atriz, escritora e ex-mulher do cantor Lulu Santos, lutava contra uma doença degenerativa, a Síndrome de Shy-Drager, há três anos. Scarlet foi vítima de uma parada cardiorrespiratória enquanto estava em casa, segundo o jornal "O Globo".
O velório está marcado para às 9h no Cemitério São João Batista, em Botafogo, zona sul da capital carioca. Depois, o corpo será cremado.
A síndrome é responsável por danificar o sistema nervoso que controla as funções involuntárias, como tremores musculares, rigidez e movimentos lentos, o que faz com que a doença se assemelhe ao mal de Parkinson.
Scarlet ficou conhecida após trabalhar em telejornais e publicações impressas do Rio de Janeiro. A jornalista foi casada com o jurado do reality show "The Voice Brasil" por 28 anos, mas se separou em 2006.
A escritora também lançou o livro “Dr. Roni e Mr. Quito” - uma biografia de seu irmão falecido, Ronald de Chevalier, intitulado como um personagem popular da cena carioca.
Atualmente, ela assinava a coluna "Abalo", do jornal "O Globo".
http://entretenimento.br.msn.com
NR: Lulu Santos compôs para ela a música Scarlet Moon (Tempos Modernos - 1982), e Caetano Veloso a cita na música Língua (Velô - 1984).
http://entretenimento.br.msn.com
NR: Lulu Santos compôs para ela a música Scarlet Moon (Tempos Modernos - 1982), e Caetano Veloso a cita na música Língua (Velô - 1984).
O ELEVADOR
O elevador é mais uma daquelas coisas que estão na vida da
gente tanto para facilitar quanto para complicar. E para testar nossa civilidade,
principalmente.
Uma coisa que nos põe a centímetros de desconhecidos por intermináveis segundos não pode ter sido inventado por gente séria. É ainda mais constrangedora quando compartilhada com completos desconhecidos, momento em que antipáticos assumidos, como eu, olham para o infinito (dentro do elevador, isso é uma arte), para o relógio, que eu não uso, ou acompanham o sinalizador de andares. Quando, misericordiosamente, esse sinalizador existe. Acompanho atentamente até o quadro de temperatura do elevador. Tudo para não encarar o desconhecido passageiro ao lado, pois, com minha sorte, sempre sou acompanhado por gente simpática no elevador, disposta a comentar qualquer coisa naquele tempo de compulsória proximidade. Ou frequentadores do Seicho-no-ie, que gostam de entrar no elevador distribuindo bons fluidos.
Uma coisa que nos põe a centímetros de desconhecidos por intermináveis segundos não pode ter sido inventado por gente séria. É ainda mais constrangedora quando compartilhada com completos desconhecidos, momento em que antipáticos assumidos, como eu, olham para o infinito (dentro do elevador, isso é uma arte), para o relógio, que eu não uso, ou acompanham o sinalizador de andares. Quando, misericordiosamente, esse sinalizador existe. Acompanho atentamente até o quadro de temperatura do elevador. Tudo para não encarar o desconhecido passageiro ao lado, pois, com minha sorte, sempre sou acompanhado por gente simpática no elevador, disposta a comentar qualquer coisa naquele tempo de compulsória proximidade. Ou frequentadores do Seicho-no-ie, que gostam de entrar no elevador distribuindo bons fluidos.
Elevador com gente pouco conhecida, novos vizinhos, novos
colegas de trabalho, também é embaraçoso, já que nesse momento o assunto
cordial é um dever, mas ninguém tem menor ideia do que falar.
Mas agradeça a Tutatis se você conseguir se desembrenhar do
simpático do elevador. Ele normalmente entra quando as portas do elevador já estão
para se fechar, trancando-as com um dos pés. Entra sorridente, claro. Enquanto
as portas voltam a se fechar, ele começa um assunto sobre... Precisa
interromper o assunto para meter o pé na porta novamente, pois na portaria do
prédio – que dista uns 150 metros – vem entrando alguém. É alguém que vai ficar
pelo térreo mesmo. É claro que o simpático do elevador ri muito dessa situação
e aperta o botão da sobreloja. Enganado. Ele está no segundo andar. E na
confusão, apertou o botão do primeiro também.
Isso na subida. Descendo normalmente, o elevador para no
primeiro andar. É alguém com toalha no pescoço pronto para sua caminhada matinal
e revigorante. Mas não pode descer um lance de escadas a pé.
GRANDES FRASES DE GRANDES FILMES
“How can
you trust a man who wears both a belt and suspenders? The man can't even trust
his own pants.”
(Como você pode confiar em um homem que usa cinto e
suspensórios ao mesmo tempo? O homem não confia nem em suas próprias calças.)
Frank (Henry
Fonda) - Once Upon a Time in the West (Era
uma Vez no Oeste ) - 1968
FEICEBUQUE
Acabo de ler no site TERRA, que um homem matou três colegas de trabalho por conta de uma brincadeira no Facebook.
Já sou um sujeito velho. Pelo menos velho o suficiente para
não saber como as coisas funcionam direito em um computador, embora ganhe a vida
em volta dele. E velho o suficiente para achar que conhecia o feicebuque sem
nunca ao menos ter entrado por lá para conhecer. Pois bem, conheci o dito feice.
Não sei se alguém chegaria a dizer que a culpa pela morte
dos três colegas se deu por conta do feicebuque, mas que vai entrar no rol de
argumentos dos contra, não tenho a menor dúvida.
O feicebuque está naquela categoria de coisas que adoramos
falar e deitar teses contra sem conhecer, como o Big Brother, o Paulo Coelho e
quase tudo o que nos rodeia. E um dos mais corriqueiros (e corretos) argumentos contra o
feicebuque é sobre sua futilidade e a máscara de quem participa dessa “rede
social”.
No “feicebuque”, encontramos o melhor e o pior do que se
produz no mundo. Como de resto, em toda a internet (e em todo o mundo). Encontramos
desde como construir uma bomba mortal (que eu já procurei e nunca achei, embora
sempre se diga que qualquer criança de quatro anos acha – lembraram do Grouxo
Marx?) até macumba para ganhar na loteria. Desde livros inteiros do sempre
citado Verissimo até um site como o TOA.
Você já viu alguém se apresentar assim: “Bom dia, sou
Fulano, um safado”?
Encontrei por lá desde gente mostrando o almoço que causou
flatulência até explicações detalhadas sobre Noturnos de Chopin.
Às vezes, parece que falta a gente enxergar o óbvio: o
feicebuque é feito por e cheio de gente. Como diz o indefectível Analista de
Bagé: “Tem raça que é que nem cestinha de morango. Por baixo é tudo podre”.
Cada um faz a rede social que merece. E como se produz muito mais coisas ruins
do que boas no mundo....
O OLHAR DO CIDADÃO
Ah, o olhar do cidadão...
Se eu quiser ver fotos amadoras, eu não preciso de um veículo de imprensa, eu me lanço nos mares revoltos do Google Imagens. Sem filtros.
Num veículo de imprensa, eu espero ver fotos profissionais. Fotojornalismo. O papo clichê de que ‘uma imagem vale mais do que mil palavras’. No jornal eu quero a foto da menina fugindo do napalm no Vietnã, o aperto de mãos entre o Arafat e o Ehud Barak em Camp David, o Renato chegando no Salgado Filho como novo treinador do Grêmio, essas coisas.
Mas isso é no mundo ideal. Na MuiLeal é diferente. Na MuiLeal o leitor é quem traduz as ‘mil palavras’. O leitor é quem tem a manha.
Irmã
Nota da Redação: A fonte: http://migre.me/eSmgi.
Se eu quiser ver fotos amadoras, eu não preciso de um veículo de imprensa, eu me lanço nos mares revoltos do Google Imagens. Sem filtros.
Num veículo de imprensa, eu espero ver fotos profissionais. Fotojornalismo. O papo clichê de que ‘uma imagem vale mais do que mil palavras’. No jornal eu quero a foto da menina fugindo do napalm no Vietnã, o aperto de mãos entre o Arafat e o Ehud Barak em Camp David, o Renato chegando no Salgado Filho como novo treinador do Grêmio, essas coisas.
Mas isso é no mundo ideal. Na MuiLeal é diferente. Na MuiLeal o leitor é quem traduz as ‘mil palavras’. O leitor é quem tem a manha.
Manja só:
![]() |
| Beija-flor fotografado em Florianópolis - SC |
Imagino, então, que só haja beija-flores em Florianópolis.
Ou pior, que só lá eles se deixem ser fotografados.
![]() |
| O encontro de duas aves em Imbé - RS |
Óbvio que aves só ‘se encontram’ em Imbé. Mais óbvio ainda é
que elas de fato marcaram esse encontro.
Irmã
Nota da Redação: A fonte: http://migre.me/eSmgi.
Podemos lá encontrar essas e outras tantas fotos cuti-cuti.
terça-feira, 4 de junho de 2013
BOM HUMOR
Acabo de saber que MuiLeal terá uma nova rádio, a Jovem Pan
POA 97.5 FM. Descubro também que uma parte da programação oferecerá, entre
outras coisas, “muito bom humor”. Não basta oferecerem bom humor, é preciso
oferecer MUITO bom humor.
Francamente, será que é preciso eu ficar ouvindo gente bem
humorada pra ficar de bom humor? E se tem uma coisa que aborrece um emburrado é
gente bem humorada por perto.
Eu entendo que as rádios antigamente eram formais ao
extremo, fazendo a gente se constranger de não estar ouvindo os programas de
gravata. Depois, entraram as chamadas “rádios jovens”, descontraindo os
programas e locuções. Hoje, muitos programas se orgulham de não terem roteiro,
de ir ao ar “uma esculhambação”, como eles mesmo falam.
Acontece que alegria demais também satura. Já não basta
nas festas de final de ano, nas quais somos obrigados a ficar transbordantes de alegria,
agora temos que esbanjar felicidade também diariamente?
Resguardo, pelo menos, meu singelo e sagrado direito ao mau humor.
SEU MUNDINHO
Quem lê, mesmo que esporadicamente, cronistas descolados, sabe que eles falam muito no "seu mundinho". A bronca da vez não é com o diminutivo, apesar de que não deixa de
ser estranho um “mundinho”, mundo esse certamente habitado somente por Oompa-Loompas.
O problema com “mundinho” é que é usado sempre pra designar
a vida e a realidade miserável de alguém que não é a nossa. Qualquer pessoa que
não vare as madrugadas DE-VO-RAN-DO livros, que não tenha passado temporadas “mochilando”
(que termo, mas eu já li isso em periódico da MuiLeal) pelo mundo, que não
passe cinco férias por ano em países variados, que não vá ao teatro Eva Sopher
oito vezes por semana vive em “seu mundinho”. Ou, pior ainda, tem “uma vidinha”.
O bacana das afirmações acima é que elas não levam em conta
a vida econômica da pessoa. É claro que todo mundo gostaria de ter uma vida
faustosa, mas a realidade “do mundo” nem sempre permite.
Pra tentar me irritar menos, quando leio “seu mundinho”,
tento pensar no “Seu Mundinho”, um senhor simpático e muito calmo. Com camisa
pra dentro das calças e canetas nos bolsos. Já entrado em anos, com cabelos
brancos e um olhar sereno de quem já viu muita coisa nesse mundo e nessa vida através
de seus óculos de aros grossos. E apenas sorri quando falam da “vidinha” dele.
TV
"The Sopranos" é eleita a série mais bem escrita de todos os tempos
Do UOL, em São Paulo
- Elenco da série "The Sopranos", da HBOA série "The Sopranos", exibida pela HBO entre 1999 e 2007, foi escolhida como a mais bem
escrita de todos os tempos em uma lista feita pelo Writers Guild Of America (WGA), o sindicato
dos roteiristas norte-americanos.
Com 101 seriados, a lista foi criada para reconhecer o trabalho dos roteiristas. "Essa lista não é apenas um tributo à boa TV, é uma homenagem a todos os escritores que devotam seus
corações e mentes ao aperfeiçoamento de sua arte", dizia um comunicado oficial do sindicato
enviado à imprensa, de acordo com o site Deadline.
Séries novas e antigas, assim como talk shows e programas infantis, compõe o ranking do WGA. Depois de "The Sopranos", em segundo e terceiro lugar, respectivamente, estão "Seinfeld", de
1990, e "The Twilight Zone", de 1959.
Completam o ranking séries consagradas como "M*A*S*H", (5º lugar) "Mad Men" (7º),
"Os Simpsons" (11º), "Breaking Bad" (13º), Friends (24º), "Arquivo X" (26º), "Lost" (27º), "Star
Trek" (33º), "Sex And The City" (39º) e "Game Of Thrones" (40º).
Veja os primeiros dez colocados:
1- "The Sopranos"
2- "Seinfeld"
3- "The Twilight Zone"
4- "All In The Family"
5- "M*A*S*H"
6- "The Mary Tyler Moore Show"
7- "Mad Men"
8- "Cheers"
9- "The Wire"
10- "The West Wing"
MANCHETES QUE MUDAM O CURSO DA HISTÓRIA
"De chinelo brasileiro, Kim Kardashian chama a atenção por inchaço nos pés"
PRIMEIROS PARÁGRAFOS INESQUECÍVEIS
“Para mim é muito cedo, fui deitar dia claro, não consigo
definir aquele sujeito através do olho mágico. Estou zonzo, não entendo o
sujeito ali parado de terno e gravata, seu rosto intumescido pela lente. Deve
ser coisa importante, pois ouvi a campainha tocar várias vezes, uma a caminho
da porta e pelo menos três dentro do sonho. Vou regulando a vista, e começo a
achar que conheço aquele rosto de um tempo distante e confuso. Ou senão cheguei
dormindo ao olho mágico, e conheço aquele rosto de quando ele ainda pertencia
ao sonho. Tem a barba. Pode ser que eu já tenha visto aquele rosto sem barba,
mas a barba é tão sólida e rigorosa que parece anterior ao rosto. O terno e a
gravata também me incomodam. Eu não conheço muita gente de terno e gravata,
muito menos com os cabelos escorridos até os ombros. Pessoas de terno e gravata
que eu conheço, conheço atrás de mesa, guichê, não são pessoas que vêm bater à
minha porta. Procuro imaginar aquele homem escanhoado e em mangas de camisa,
desconto a deformação do olho mágico, e é sempre alguém conhecido, mas muito
difícil de reconhecer. E o rosto do sujeito assim frontal e estático embaralha
ainda mais o meu julgamento. Não é bem um rosto, é mais a identidade de um
rosto, que difere do rosto verdadeiro quanto mais você conhece a pessoa. Aquela
imobilidade é o seu melhor disfarce, para mim.”
segunda-feira, 3 de junho de 2013
CLÁSSICOS PARA A VIDA ETERNA
MR. TAMBOURINE MAN (1965) THE BYRDS
Sérgio Luiz Gallina
Lançado em junho de 1965 pela Columbia Records, Mr. Tambourine Man é o álbum de estréia da banda americana The Byrds (Jim McGuinn, Gene Clark, David Crosby, Chris Hillman e Michael Clarke). O termo "folk rock" foi cunhado pela imprensa americana para descrever a música feita pelo grupo.
Escrita por Bob Dylan, a faixa que dá título ao álbum estourou nas paradas dos EUA e do Reino Unido. O single representou o primeiro desafio americano eficaz contra o domínio dos Beatles e a invasão britânica durante a década de 1960.
Hey, Mr. Tambourine Man, play a song for me
I’m not sleepy and there is no place I’m going to
Hey, Mr. Tambourine Man, play a song for me
In the jingle jangle morning I’ll come followin’ you
----
Take me on a trip upon your magic swirlin’ ship
My senses have been stripped
My hands can’t feel to grip
My toes too numb to step
Wait only for my boot heels to be wanderin’
----
I’m ready to go anywhere
I’m ready for to fade
Into my own parade
Cast your dancing spell my way
I promise to go under it
----
Hey, Mr. Tambourine Man, play a song for me
I’m not sleepy and there is no place I’m going to
Hey, Mr. Tambourine Man, play a song for me
In the jingle jangle morning I’ll come followin’ you
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DICAS E DIMINUTIVOS
Sou um sujeito modesto. De ambições modestas, por assim
dizer. Já entendi que protestos não adiantam nada, que não vou ser dono de um
cassino em Monte Carlo e que as empresas não vão começar a trabalhar mais
tarde, em algum horário razoável. Mesmo que seus funcionários cheguem cedo e
comecem efetivamente a trabalhar depois das 10 horas da manhã. (Quem trabalha em
escritório sabe como é. Chega-se às 8 horas, meia hora no banheiro, depois mais meia hora
discutindo quem vai fazer o chimarrão e que o fulano tem que comprar erva ou
então não vai mais tomar o mate, depois checar os e-mails – que é um eufemismo
pra ver se acha alguma coisa pra passar o tempo). Mas pretendo viver em um
mundo com menos diminutivos e menos dicas.
Entendo que um pão de tamanho pequeno seja um “pãozinho”. Mas não consigo entender como se põe ali uma “manteiguinha”. Posso até levar livre que as batatas fritas do restaurante tenham tamanho pequeno e que então se coma “batatinha”. Mas não dá pra aceitar que com essas batatas se tome uma “cervejinha”. (Cervejão consegue ser infeliz na expressão, no gosto e na campanha publicitária). E o “gostinho” de “comidinha” caseira. Gostinho? É pouca língua? Pouco sabor no alimento? Comidinha? É servida em pires? Tomate cereja e cebola cristal? “Friozinho”. Quer dizer que não precisa casaco? Um “blusãozinho” deve bastar.
Entendo que um pão de tamanho pequeno seja um “pãozinho”. Mas não consigo entender como se põe ali uma “manteiguinha”. Posso até levar livre que as batatas fritas do restaurante tenham tamanho pequeno e que então se coma “batatinha”. Mas não dá pra aceitar que com essas batatas se tome uma “cervejinha”. (Cervejão consegue ser infeliz na expressão, no gosto e na campanha publicitária). E o “gostinho” de “comidinha” caseira. Gostinho? É pouca língua? Pouco sabor no alimento? Comidinha? É servida em pires? Tomate cereja e cebola cristal? “Friozinho”. Quer dizer que não precisa casaco? Um “blusãozinho” deve bastar.
Eu imagino que “dica” tenha a mesma raiz de “indicar”. Mas alguém
lhe indicar algo é diferente de “dar dicas”. A indicação pode ter um objetivo pedagógico
e até irônico. Mas a dica pressupõe um conhecimento dos meandros e escaninhos
do mundo que só quem dá a dica sabe. Quem indica um livro quer ou gostaria que
você conhecesse determinado assunto, história ou coisa. Quem dá dica acredita
que você pode passar uma tarde inteira dentro de uma livraria e não terá a mínima
condição de achar qualquer coisa que preste. Quem indica um programa na TV
imagina que você está desatento ou desconhece aquele fato. Quem dá dica de
programa na TV acha que você não sabe nem segurar o controle remoto. E quem indica
uma peça de teatro... Bem, uma peça de teatro vem sempre em forma dica.
POR QUE MEU FILME DEVE SER LIBERADO
por Srdjan Spasojevic
A Serbian Film - Terror sem Limites, filme que escrevi e
dirigi, conta a história de um ator pornô em decadência econômica. Para narrar
a trajetória dele, usei cenas de estupro, pedofilia, violência. No entanto, nem
todo mundo que assistiu ao filme viu essas cenas. Em vários países a obra teve
trechos censurados - só na Inglaterra foram 49 cortes, pedidos pelo conselho
responsável pela classificação indicativa de cinema no país. Na Noruega e na
Espanha, o filme inteiro foi proibido, por decisões judiciais. No Brasil, ele
também está atualmente vetado.
Vários países, incluindo o Brasil, barraram meu filme,
alegando que cenas chocantes não devem ser exibidas. O que eles não entendem é
que essa é a forma que encontrei de mostrar a realidade ao público.
As autoridades que impuseram os cortes dizem que as cenas
são chocantes. Mas elas estão lá por um motivo: mostrar abertamente os
problemas ao nosso redor. A proposta do filme é retratar o que sinto sobre o
meu país, a Sérvia, e o que passamos nos últimos 20 anos: guerra, agitação
política, um pesadelo econômico. Na verdade, o mundo inteiro tem passado por
questões como essas. Por isso, a história busca representar mazelas também
presentes em outros países para que qualquer espectador se identifique com o
que está na tela.
As cenas consideradas controversas têm papel importante
nessa missão. Meu objetivo com elas era fazer o público encarar diretamente os
problemas do mundo, sem chance de ignorá-los. E fazê-lo perceber que, em um
mundo politicamente correto, humilhações e violações de direitos acontecem
constantemente - e isso não é problema só dos outros.
A pornografia, a crueldade e a violência que incluí no filme
não devem ser encaradas como entretenimento. Nem apreciadas por si só. Mas elas
têm, sim, uma finalidade dramatúrgica essencial para que eu possa expressar o
que quero com o filme. Ainda assim, foram cortadas - em nome do tal
politicamente correto, que esconde as sujeiras do mundo. Mas o que há de
correto em cortar e proibir nossas manifestações? Ao longo da história,
diversos filmes inicialmente rotulados como "impróprios" acabaram se
tornando clássicos. Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick, e O Exorcista, de
William Friedkin, são ótimos exemplos disso.
Claro que existe um limite para a exibição. Fui o primeiro a
dizer que meu filme não deveria ser visto por menores de 18 anos. Mas quem tem
o direito de escolher o que deve ou não ser exibido a maiores? Haverá no mundo
alguma comissão de pessoas brilhantes capazes de tomar essa decisão por todos
os outros? Isso não passa de utopia. Se continuarmos proibindo filmes,
estimularemos a autocensura praticada por autores, diretores e produtores. E
ainda correremos o risco de ficar apenas com filmes politicamente corretos.
Nota da Redação: Srdjan Spasojevic é cineasta e diretor de A Serbian Film -
Terror sem Limites. Este texto foi publicado no Brasil na revista Superinteressante em setembro de 2011. O filme foi exibido na Muileal em uma das edições do FantasPOA. Em julho de 2012, foi liberado. Ninguém da redação do TOA assistiu ao filme. O texto está aqui por conta do nosso interesse na discussão a respeito do "politicamente correto".
OS PELADOS, DE NOVO
Vejo no site G1 que manifestantes fazem ato pela liberdade
da nudez no Ibirapuera. Virou moda. O argumento dos pelados (desses pelados, visto que são muitos protestos com esse expediente agora) é que proibição da nudez gera
pornografia e abusos. Eu penso que o que gera pornografia e abusos são outras coisas, não o fato de um sujeito andar de casaco.
Que essa turma gosta de aparecer, não há dúvida, mas aonde querem chegar? Querem todo mundo na rua andando pelado? Pra começo de conversa, esse intento só pode dar certo de São Paulo pra cima. Não sei como anda o clima em São Paulo, mas seria complicado essa gente fazer um protesto desses nesta semana aqui na MuiLeal. Fico imaginando esse povo protestando encarangado de frio, com a chuva e o minuano pegando no lombo.
Que essa turma gosta de aparecer, não há dúvida, mas aonde querem chegar? Querem todo mundo na rua andando pelado? Pra começo de conversa, esse intento só pode dar certo de São Paulo pra cima. Não sei como anda o clima em São Paulo, mas seria complicado essa gente fazer um protesto desses nesta semana aqui na MuiLeal. Fico imaginando esse povo protestando encarangado de frio, com a chuva e o minuano pegando no lombo.
E o mundo pelado, já pensou? Você entra no mercado e abana
alegremente para os caixas e seguranças. Sim, porque quem é a favor de todo mundo
andar pelado, certamente é altamente simpático e cumprimenta todo mundo pelo
caminho. Me ocorre que seguranças poderão ter problemas para ocultar armas
e comunicadores. Uma aula de Geometria Analítica com todo mundo nu... O professor
falando de planos vetoriais (nu), distâncias, produto escalar e todo mundo
peladão. Um ônibus lotado de peludos pelados. Em um jogo de futebol, como vamos
distinguir os jogadores de cada time dessa maneira? Um jogo de vôlei seria, pelo
menos, engraçadíssimo.
E só agora entendo porque os protestos pelados por aqui são
em janeiro.
domingo, 2 de junho de 2013
A MÚSICA DAS LÍNGUAS
A música das línguas, por Nelson Motta
Outro dia vi na televisão um bom filme noir com a bela e
sexy Soraia Chaves e os grandes atores Nicolau Breyner e Joaquim Almeida. “Call
girl” era ambientado em Portugal e falado em português, mas foi exibido com
legendas em “brasileiro”.
Parecia piada de português, ou de brasileiro, ao mesmo
tempo. Mas, acompanhando o filme, vi que não era má ideia.
Não só pelas muitas expressões lusas que provocam sustos e
constrangimentos entre nós, como “tomar uma pica no cu”, significando uma
injeção na bunda, e “entrar na bicha”, para formar uma fila, ou ouvi-los
chamando carinhosamente as suas crianças pequenas de “putos”.
É na cadência e na musicalidade da fala que as duas línguas
parecem cada vez mais distantes e distintas, embora tão próximas.
Há décadas, graças às novelas e à música popular, os nossos
colonizadores já habituaram os ouvidos à fala mole e chiada dos colonizados.
Nós, não. Muitas vezes, quando ouço portugueses falando mais rápido, e mais
ainda quando cantam um rock ou um rap, as legendas seriam bem-vindas.
Diferentemente da poesia escrita, a letra de música deve ser
sonora e literária ao mesmo tempo, com o som das palavras se ajustando
organicamente à métrica e ao ritmo da melodia. Porque não é feita para os
olhos, mas para os ouvidos. Por isso, ouvir um fado cantado em “brasileiro”
soaria tão anacrônico quanto um samba com sotaque lusitano.
Talvez por isso, quando cantou o clássico “Coimbra” em
Portugal, Caetano Veloso se esforçou para reproduzir a sonoridade original da
letra, para assim soar mais bonito e melodioso.
Assim como a maravilhosa cantora Teresa Salgueiro gravou um
disco de clássicos da MPB em perfeito “brasileiro”, com só um pingo de sotaque,
que lhe deu ainda mais charme e originalidade. E o uruguaio Jorge Drexler
gravou “Dom de iludir”, de Caetano, em sonoro “brasileiro”.
Para esses ótimos intérpretes portugueses modernos, Ana
Moura, Carminho, António Zambujo, Cristina Branco, Camané, Cuca Roseta, a
melhor forma de chegar aos ouvidos do Brasil é caprichar nos chiados e nas
vogais abertas quando cantarem letras criadas em “brasileiro”. Sem legendas.
Nelson Motta, O Globo
VALDIR MACHADO
MPB: A história que o Brasil não conhece
São 17 minutos. Tô rindo até agora.
Bons dias!
PORCALOCA
Produção independente, adaptação do conto
"Porcaloca", de Carlo Manzoni, filmado em Barcelona, Espanha, em
2009, realização rroal filmes.
FICHA TÉCNICA:
Elenco:
- Osires Garbuio, como "Amputador"
- Angélica Padovani, como "Hortênsia"
- Chico Amaral, como "Dante del Torro"
Técnicos:
- Rodrigo Roal, direção, roteiro, edição e câmera adicional- João Novaes, assistente de direção, fotografia, iluminação e câmera
- Claudio Versiani, assistência de fotografia, iluminação e still
- Arantxa Martín, microfonagem e assistência de filmagem
- Laura Versiani, microfonagem
- Maú Versiani, assistência de produção
Trilha
sonora:- Gogol
Bordelo, "Against the nature" e "I would never be young
again"
Agradecimentos especiais ao "figurante
desconhecido":
"Aquele sobre cuja imagem não se derramaram olhares de
cobiça, sobre cujo bolso não se jogaram vinténs, de cujo nome não se soube,
sobre cujo feitos não se escreveu história, mas cuja lembrança em nós, haverá
de ser eterna como a saudade, grande como o altruísmo, elouquente como o seu
gesto, dando tudo aos mesmos expectadores que tudo lhe negou em sucesso."
LEITURA DE DOMINGO
Os cachorros
Luis Fernando VeríssimoO primeiro a chegar é o general aposentado com o seu cachorro policial, Atlas. O general solta Atlas que dá três voltas em alta velocidade pela pracinha, faz pipi, com alguma solenidade, contra a mesma árvore e depois senta junto ao banco do general. Sempre o mesmo banco.
Quando começam a chegar as babás e as crianças, Atlas fica inquieto. Dá alguns latidos e ameaça levantar. O general o adverte:
- Quieto.
Atlas treme, mas se controla. Só sairá do lugar com uma ordem do dono. Uma vez desobedeceu. Uma bola de borracha chegou ao alcance dos seus dentes e ele a estraçalhou diante do olhar horrorizado das crianças e das babás. Houve protestos mas o general assegurou que aquilo não se repetiria. Agora, sempre que uma bola chega perto de Atlas há um silêncio de expectativa na pracinha. Atlas treme, mas se controla.
Depois de Atlas e do general chegam Rex, um Boxer, e o comendador. O comendador deixa Rex solto. De vez em quando levanta do banco que compartilhará, durante toda a manhã, com o general e procura Rex com o olhar. Rex é brincalhão e nervoso. Não tem lugar certo para fazer pipi. O general e o comendador conversam. O comendador afaga a cabeça de Atlas.
-Como vai essa fera?
O general responde por Atlas. - Vai bem. E Rex?
- Ótimo.
Os dois trocam histórias dos cachorros. Quando ouve falar o seu nome, Atlas empina as orelhas.
Vive na esperança de uma ordem do general. Atacar! Mas a ordem nunca vem.
- O Rex anda um pouco rebelde. É a vida em apartamento ...
- O Atlas não tem esse problema. Ou, se tem, não demonstra. Disciplina.
O comendador suspira. Rex não é mais o mesmo. Tudo começou depois do acasalamento. Rex não se acostumou mais com a vida pacata da casa. Vive sonhando com aventuras. O comendador não sabe o que fazer.
Chega Frufru, um pequinês, e Dona Romária. O general e o comendador não se sentem à vontade com aquele pequeno animal dado a ataques de histeria. Dona Romária fala com Frufru sem parar.
- O que é, minha negra? Conta pra mamãe, conta. Está contente, não é, biju? Vai brincar com o Atlas, vai. Conta pra ele o que você andou fazendo dentro de casa, conta, sua sem-vergonha. Vai, lindeza.
Frufru corre para brincar com Atlas. O policial fica impassível. Olha para seu dono como que implorando uma ordem para acabar com o tormento. Frufru pula em redor de Atlas e late, esganiçada.
Baixinho, para que Dona Romária não ouça, o comendador comenta para o general:
-Frufru ...
-O que a gente tem que agüentar ...
-E esse não é dos piores.
-O que eu não agüento é cachorro com nome diferente.
-Sei o que você quer dizer.
- Outro dia apareceu uma dona aqui com um basset chamado Édipo. Édipo!
-Não dá. Nome engraçadinho, não dá.
O comendador levanta para procurar Rex. Onde andará se cachorro? O general continua:
-Cachorro tem que ter nome de cachorro. Atlas. Tupi.
-Rex ...
-Rex. Tapir.
-Tapir, não sei não.
- No máximo Tapir.
Chega um par de Cocker Spaniel, novos na praça. Com eles um homem estranho. Alto, de barba bem aparada, a camiseta colada ao corpo e calças jeans muito justas. Senta no mesmo banco com o comendador e o general.
-Bons-dias!
O comendador e o general se entreolham. O recém-chegado solta seus cachorros da coleira dupla e recomenda.
- Allez, allez. A vida social é muito importante. Misturem-se.
Para o general e o comendador, ele explica: - Os dois são muito tímidos. Os dois saem trotando, sem muito entusiasmo. - Não são umas graças?
Só Dona Romária concorda. O general, o comendador e Atlas ficam mudos. O recém-chegado continua:
- É uma luta para tirá-Ios de casa. Se pudessem ficariam atirados no tapete persa o dia inteiro. São uns lânguidos! Uns lânguidos!
O general limpa a garganta. Pergunta: - Como é o nome deles?
- Um se chama Rimbaud e o outro Verlaine.
- Sim.
Alguma coisa no tom de voz do seu dono faz Atlas ficar alerta. Talvez agora venha a ordem que ele espera há tanto tempo. Atacar! Estraçalhar! Mas quem fala é o comendador.
-Onde é que está o Rex?
O Boxer desapareceu. O comendador sai a procurá-Io por toda a praça. Rex foi visto pela última vez seguindo uma cadela vira-lata, rua acima. O dqno dos Cocker Spaniel comenta:
- Quem me dera que os meus fossem assim, despachados. Mas são uns bobocas. O Rimbaud ainda tem personalidade, mas o Verlaine ...
O general murmura:
- Atlas ...
Atlas prepara-se. É só receber a ordem. Liquidará primeiro a Frufru e depois sairá na caça a Verlaine e Rimbaud. Por um instante a pracinha paira à beira da tragédia. Finalmente, o general recua.
- Quieto.
Rex é recuperado e levado para casa, arrastado. O general também volta para casa mais cedo, descrente de tudo. Atlas vai na frente. Até chegar à beira da calçada ainda terá que agüentar Frufru pulando nas suas patas.
Fonte: VERÍSSIMO, Luis Fernando. O analista de Bagé. 43ed. L & PM, 1982.
DAS MADRUGADAS
Contam que, já quase à morte, Ronaldo Bôscoli recebeu a visita de Roberto Menescal no hospital onde se encontrava.
Ao entrar no quarto, Menescal ficou arrasado ao ver Ronaldo no fundo da cama, com os braços abertos em cruz — um deles atado ao frasco de soro e o outro, ao de sangue. Mas a saudação de Ronaldo, com voz fraca e sumida, desarmou-o:
"Vai de branco ou vai de tinto, Menescal?".
Ao entrar no quarto, Menescal ficou arrasado ao ver Ronaldo no fundo da cama, com os braços abertos em cruz — um deles atado ao frasco de soro e o outro, ao de sangue. Mas a saudação de Ronaldo, com voz fraca e sumida, desarmou-o:
"Vai de branco ou vai de tinto, Menescal?".
DAS MADRUGADAS
Encerrando a série de Pequenas Lições de Violão na madrugada
em dose dupla:
Baden Powell tocando Jesus Alegria dos Homens
E Baden Powell tocando La Marseillaise
sábado, 1 de junho de 2013
BEATLES
Ringo Starr apresenta e-book com fotos inéditas dos Beatles
O ex-Beatle Ringo Starr está abrindo um acervo particular até agora inédito de fotos do quarteto em seu auge, reunidas em um livro a ser lançado no mês que vem.
"Photograph" será publicado como livro eletrônico na loja iBookstore, da Apple, em 12 de junho, coincidindo com uma exposição sobre o baterista no Museu do Grammy, intitulada "Ringo: Peace & Love" (Ringo: paz e amor), disseram os editores da obra na quarta-feira.
Um livro em papel com edição limitada, com exemplares autografados por Ringo e encadernados à mão, começará a ser vendido em dezembro. A obra inclui fotos desde a infância do músico em Liverpool até o auge da sua fama na companhia de Paul McCartney, John Lennon e George Harrison.
"Há fotos que ninguém mais poderia ter", disse Ringo, de 72 anos, em nota.
Destaques do acervo incluem flagrantes de bastidores dos Beatles no seu cotidiano, e fotos de viagem de Ringo durante turnês da banda pelo mundo. Ringo também gravou vídeos com comentários que acompanham o e-book.
(Por Piya Sinha-Roy em Los Angeles)
COVER DO SÁBADO
It's Too Late faz parte de um dos mais premiados discos da cantora e compositora americana Carole King - Tapestry, de 1971. O disco ficou na primeira posição da Bilboard por 15 semanas consecutivas e recebeu quatro prêmios Grammy.
Várias pessoas gravaram a canção, incluindo Billy Paul, The Isley Brothers, The Stylistics, Dina Carrol e Gloria Stefan, mas a gravação mais curiosa e diferente talvez seja a da banda Bill Deal and the Rhondles, de 1972.
Várias pessoas gravaram a canção, incluindo Billy Paul, The Isley Brothers, The Stylistics, Dina Carrol e Gloria Stefan, mas a gravação mais curiosa e diferente talvez seja a da banda Bill Deal and the Rhondles, de 1972.
JANE AVRIL DANÇANDO
Toulouse Lautrec se preocupou em eternizar artistas de sua
época, sobretudo mulheres. Jane Avril era uma delas.
Bailarina das mais famosas do Moulin Rouge, Jane foi
flagrada frequentemente dançando, curiosamente sempre só e um pouco distante.
Jane tinha muito talento, o que a fez desenvolver a carreira solo fora dos
grupos de danças da boate parisiense a ganhar especial afeição do pintor.
Os dois tornaram-se amigos, o que Toulouse Lautrec
demonstrou ao utilizá-la como personagem de inúmeras telas.
Ele mandava buscá-la de charrete para os jantares que tinham
nos melhores restaurantes da cidade. Nesta obra fica clara a presença do artista
dentro do Impressionismo, apesar de não se adaptar totalmente a essa escola:
ele capta um momento de Jane dançando sobre uma das pernas. O ambiente ao redor
está apenas sugerido, com ligeiras pinceladas. Também chama a atenção a maneira
como enxergava sua musa: ela usa uma blusa decentemente burguesa, que contrasta
pelo movimento insinuante e frenético das pernas.
Nome: Jane Avril Dançando
Ano: 1892
Técnica: Óleo e guache sobre cartão
Tamanho: 84cm x 44 cm
Nota da Redação: Henri Marie Raymond de Toulouse-Lautrec
Monfa não, como é como se pensar, um anão. Sofria de uma debilidade óssea e
sofreu dois acidentes na sua juventude que comprometeu seu crescimento. Passava
de 1,50m. Herdeiro de família nobre e aristocrática, morreu jovem, de
alcoolismo e sífilis. Bebia absinto com o mesmo entusiasmo que pintava suas
telas e frequentava as noites de Paris.
Para quem ficou curioso com a vida de Jane Avril (e é
interessante), clique AQUI.EXERCÍCIO DE ABSTRAÇÃO
Convido os caros leitores deste bloque a um exercício de abstração. Sai fora esse céu azulado e essa gente gritando. Um piano, a Fafá e a música. O resultado é bem mais lindo.
DAS MADRUGADAS
Da Série: Pequenas Lições de Violão
Nota da Redação: PQP!
Pra ver (e ouvir) Hélio Delmiro
falando sobre (e tocando) jazz, clique AQUI.
sexta-feira, 31 de maio de 2013
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